CID 10 Crise Hipertensiva: Guia Completo Sobre Ataque de Hipertensão
A hipertensão é uma condição comum que pode evoluir para situações mais graves, como a crise hipertensiva. Quando os números da pressão arterial ultrapassam limites seguros, o corpo pode reagir de maneira severa, levando a complicações sérias. Conhecer o CID 10 relacionado, entender os sinais, sintomas e tratamentos, além de ser capaz de identificar uma crise hipertensiva, é fundamental para a prevenção de complicações e a preservação da saúde.
Neste guia completo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre a crise hipertensiva, do diagnóstico à condução do tratamento, incluindo informações relevantes para pacientes, profissionais de saúde e familiares.

Introdução
A hipertensão arterial sistêmica é reconhecida como um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,13 bilhões de pessoas vivem com hipertensão, sendo uma condição que pode passar despercebida por longos períodos, até evoluir para uma crise hipertensiva.
A crise hipertensiva é uma situação potencialmente grave que exige intervenção médica urgente. Ela pode ocorrer como uma complicação de uma hipertensão mal controlada ou de fatores associados, como consumo excessivo de sal, estresse intenso, uso de drogas ou problemas de saúde subjacentes.
O que é uma crise hipertensiva?
Definição
A crise hipertensiva é uma elevação aguda e severa da pressão arterial, que pode levar a danos em órgãos-alvo, como cérebro, coração, rins e olhos. Essa condição é classificada em:
Crise hipertensiva de emergência: acompanha disfunção de órgãos-alvo e necessita de intervenção imediata para prevenir sequelas graves.
Crise hipertensiva de urgência: apresenta aumento significativo da pressão arterial, mas sem comprometimento agudo de órgãos-alvo, podendo ser manejada com ajustes medicamentosos em curto prazo.
Causas comuns
- Descontrole da hipertensão crônica
- Uso excessivo de sódio na dieta
- Estresse intenso
- Consumo de drogas como cocaína ou anfetaminas
- Insuficiência renal
- Complicações durante a gravidez (pré-eclâmpsia e eclâmpsia)
CID 10 relacionado à crise hipertensiva
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID 10), as doenças relacionadas à hipertensão e suas complicações possuem códigos específicos. Para a crise hipertensiva, o código principal é:
| Código CID 10 | Descrição |
|---|---|
| I10 | Hipertensão essencial (primária) |
| I11 | Hipertensão com dano em órgãos-alvo |
| I12 | Hipertensão renovascular |
| I13 | Hipertensão com comprometimento do coração e rins |
No entanto, para identificar especificamente uma crise hipertensiva, utiliza-se a classificação mais detalhada dentro dessas categorias, com enfoque na urgência ou emergência.
Código para crise hipertensiva (situação de emergência)
| Código CID 10 | Descrição |
|---|---|
| I16 | Hipertensão" (situação de urgência) |
Obs.: A maior parte das referências CID refere-se à hipertensão e suas complexidades; a classificação de crise hipertensiva geralmente é indicativa de condições de emergência sob códigos relacionados à hipertensão com sinais de comprometimento de órgãos.
Como reconhecer uma crise hipertensiva?
Sinais e sintomas
Reconhecer uma crise hipertensiva pode ser desafiador, pois os sintomas podem variar. Os sinais mais comuns incluem:
- Dor de cabeça intensa e repentina
- Tontura ou vertigem
- Visão embaçada ou alterações visuais
- Dor no peito
- Dificuldade para falar
- Fraqueza ou paralisia em um lado do corpo
- Náusea ou vômito
- Confusão mental ou perda de consciência
Diagnóstico
O diagnóstico é feito com medição da pressão arterial, que em casos de crise hipertensiva ultrapassa normalmente:
- Pressão arterial sistólica: >180 mm Hg
- Pressão arterial diastólica: >120 mm Hg
Além da medição, exames complementares como eletrocardiograma, exames de sangue e avaliação neurológica são essenciais para determinar a gravidade e possíveis danos aos órgãos.
Como tratar uma crise hipertensiva?
Primeiros passos
Ao suspeitar que alguém está passando por uma crise hipertensiva:
- Ligue imediatamente para o serviço de emergência.
- Mantenha a pessoa calma e em posição confortável.
- Evite administrar medicamentos por conta própria, especialmente medicamentos horários fixos ou que não tenham sido prescritos.
Tratamento hospitalar
O tratamento de uma crise hipertensiva depende do tipo (urgência ou emergência):
Em uma emergência (com comprometimento de órgãos):
- Administração intravenosa de medicamentos anti-hipertensivos de ação rápida.
- Monitoramento contínuo da pressão arterial e sinais vitais.
- Avaliação de órgãos-alvo afetados, como cérebro, coração, rins e olhos.
- Tratamento de complicações específicas, como AVC ou insuficiência renal.
Em uma urgência:
- Redução gradual da pressão arterial com medicamentos orais ou sublinguais.
- Acompanhamento médico para ajustar tratamento de manutenção.
Tabela de classificação da crise hipertensiva
| Categoria | Pressão arterial (mm Hg) | Orgãos comprometidos | Cuidados |
|---|---|---|---|
| Emergência hipertensiva | Sistólica >180 ou Diastólica >120 | Com dano em órgãos | Tratamento de emergência sob supervisão médica |
| Urgência hipertensiva | Sistólica >180 ou Diastólica >120 | Sem dano aparente | Redução gradual com medicação oral |
Prevenção da crise hipertensiva
Prevenir uma crise hipertensiva envolve:
- Manter a pressão arterial sob controle, seguindo a orientação médica.
- Uso regular de medicamentos anti-hipertensivos.
- Alimentação saudável, com redução de sódio.
- Praticar exercícios físicos regularmente.
- Evitar o consumo de álcool e drogas.
- Gerenciar o estresse com técnicas de relaxamento e terapia.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. Qual a diferença entre crise hipertensiva de emergência e de urgência?
A principal diferença reside na presença ou não de dano agudo a órgãos-alvo. Em emergência, há comprometimento de órgãos (como AVC, insuficiência renal, problemas cardíacos), enquanto na urgência, a pressão alta é severa, mas sem sinais de dano imediato.
2. Quais são os riscos de não tratar uma crise hipertensiva?
Se não tratada, uma crise hipertensiva pode levar a AVC, insuficiência renal aguda, ataque cardíaco, problemas visuais ou até morte.
3. Como prevenir crises hipertensivas?
Seguindo o tratamento adequado, controlando fatores de risco, adotando hábitos saudáveis, e realizando acompanhamento médico regular.
4. Quais medicamentos são utilizados no tratamento de crise hipertensiva?
Medicamentos utilizados incluem nitroprussiato de sódio, fenoldopam, nitrogliterina, entre outros, sempre administrados em ambiente hospitalar sob supervisão médica.
Conclusão
A crise hipertensiva, reconhecida pelo código CID 10, representa uma condição de risco de vida que exige atenção médica rápida e eficaz. Compreender suas causas, sinais e tratamento é fundamental para atuar prontamente e evitar sequelas graves. A prevenção através do controle adequado da hipertensão, hábitos de vida saudáveis e acompanhamento médico regular são essenciais para minimizar o risco de crises hipertensivas.
Manter-se informado e atento aos sinais pode fazer toda a diferença na preservação da saúde.
Referências
Organização Mundial da Saúde. (2022). Relatório Mundial da Hipertensão. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240049385
Sociedade Brasileira de Cardiologia. (2020). Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial. Disponível em: https://publicacoes.cardiol.org.br/portal/issue/10_7
Ministério da Saúde. (2019). Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Handle da Hipertensão. Disponível em: http://conitec.gov.br/images/Relatorios/2019/Hipertensao_CAO.pdf
Código CID 10 relacionado ao tema
- I10: Hipertensão essencial (primária)
- I11: Hipertensão com dano em órgãos-alvo
- I12: Hipertensão renovascular
- I13: Hipertensão com comprometimento do coração e rins
Para situações de crise hipertensiva, o código geralmente envolve I16 (Hipertensão em emergência ou urgência), destacando a necessidade de uma intervenção rápida.
Lembre-se: se você suspeita de uma crise hipertensiva, procure atendimento médico imediatamente. Sua saúde e vida podem depender de ações rápidas!
MDBF