CID 10: Colecistite Aguda - Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A colecistite aguda é uma inflamação súbita da vesícula biliar, frequentemente associada à presença de cálculos biliares. Essa condição é uma das causas mais comuns de dor abdominal no setor de emergência e pode levar a complicações graves se não for diagnosticada e tratada adequadamente. No código CID 10, ela é classificada como K81.0, refletindo sua relevância clínica e epidemiológica. Este artigo busca oferecer uma visão abrangente sobre os sintomas, diagnóstico, tratamento e aspectos relacionados à colecistite aguda, sendo uma ferramenta útil tanto para profissionais da saúde quanto para pacientes.
O que é a Colecistite Aguda?
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar que ocorre de forma súbita e geralmente está relacionada à obstrução do colédoco por cálculos (colelitíase). A vesícula biliar é responsável por armazenar e concentrated bile, essencial na digestão de gorduras. Quando ocorre inflamação, o fluxo de bile fica comprometido, levando aos sinais clínicos característicos.

Causas da Colecistite Aguda
A principal causa da colecistite aguda é a presença de cálculos biliares que bloqueiam o ducto cístico, provocando acúmulo de bile e inflamação local. Outras causas menos comuns incluem infecções, tumores, ou inflamação secundária a trauma abdominal.
Classificação e Código na CID 10
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID 10), a colecistite aguda é classificada sob o código:
| Código CID 10 | Descrição |
|---|---|
| K81.0 | Colecistite aguda |
Este código é fundamental para registros clínicos, estatísticas de saúde e planejamento de ações de saúde pública.
Sintomas da Colecistite Aguda
Sintomas principais
- Dor abdominal intensa e contínua, geralmente no quadrante superior direito ou epigástrio
- Náuseas e vômitos
- Febre leve a moderada
- Icterícia (em casos mais avançados ou complicados)
- Sensibilidade ao toque na região do quadrante superior direito do abdômen
Evolução dos sintomas
Inicialmente, a dor pode ser difusa, mas com o tempo ela localiza-se na região do quadrante superior direito, podendo irradiar para as costas ou ombro direito. A febre geralmente acompanha o quadro inflamatório.
Diagnóstico da Colecistite Aguda
Exame clínico
O médico realiza avaliação do histórico clínico, exame físico com exame de sensibilidade na região do quadrante superior direito, além de sinais de irritação peritoneal.
Exames complementares
Ultrassonografia de abdômen
Considerada o exame de escolha, ela revela sinais como:
- Espessamento da parede da vesícula biliar
- Presença de cálculos
- Linfonodos aumentados
- Líquido ao redor da vesícula
exames laboratoriais
| Exame | Papel no diagnóstico |
|---|---|
| Hemograma | Detecta leucocitose (aumento de leucócitos típico na inflamação) |
| Testes de função hepática | Avaliam níveis de bilirrubina e enzimas hepáticas |
| Proteína C reativa | Indicador de inflamação sistêmica |
Outros exames
- Tomografia computadorizada (TC) de abdômen, em casos complicados
- Dapragem de líquido peritoneal (quando suspeita de abscesso ou peritonite)
Critérios diagnósticos
"O diagnóstico de colecistite aguda é clínico-imagemológico, baseado na presença de dor característica, sinais de inflamação, e achados de imagem compatíveis." — Sociedade Brasileira de Cirurgia.
Tratamento da Colecistite Aguda
Medidas iniciais
- Jejum para repouso do tubo digestivo
- Hidratação intravenosa
- Analgésicos e antiespasmódicos
- Uso de antibióticos de amplo espectro, preferencialmente cefalosporinas ou quinolonas associadas a metronidazol
Tratamento cirúrgico
Colecistectomia laparoscópica
É o tratamento padrão-ouro, com alta taxa de sucesso e recuperação rápida. Deve ser realizada preferencialmente nas primeiras 72 horas do início do quadro.
Cirurgia aberta
Indicada em casos complicados, como gangrena, perfuração ou quando há contraindicação para laparoscopia.
Tratamentos não cirúrgicos
Em casos selecionados, especialmente pacientes com alto risco cirúrgico, pode-se optar por:
- Colecistectomia por via percutânea
- Tratamento conservador com suspensão de sintomas, embora seja temporário
Cuidados pós-tratamento
- Acompanhamento hospitalar
- Orientação sobre dieta e sinais de complicações
- Controle de fatores de risco, como obesidade e dislipidemia
Complicações da Colecistite Aguda
| Complicação | Descrição |
|---|---|
| Gangrena da vesícula | Necrose progressiva da parede vesicular |
| Perfuração | Comunicação da vesícula com o peritônio, levando à peritonite |
| Abscesso | Formação de coleção purulenta ao redor da vesícula |
| Peritonite | Inflamação generalizada do peritônio devido à perfuração |
Prevenção
- Manutenção de uma dieta equilibrada e baixa em gorduras saturadas
- Controle do peso corporal
- Tratamento adequado de dislipidemias
- Diagnóstico precoce e tratamento de cálculos biliares
Perguntas Frequentes
1. Quais os fatores de risco para colecistite aguda?
Resposta: Os principais fatores incluem obesidade, idade avançada, mulher, gravidez, história de cálculos biliares, rápida perda de peso e dieta rica em gorduras.
2. Quanto tempo leva para a recuperação após o tratamento cirúrgico?
Resposta: Geralmente, a recuperação da colecistectomia laparoscópica leva cerca de 1 a 2 semanas, variando conforme a condição do paciente.
3. É possível ter colecistite sem cálculos biliares?
Resposta: Sim, essa condição é conhecida como colecistite acalculosa, podendo estar relacionada a infecções, trauma ou condições críticas de saúde.
Conclusão
A colecistite aguda (CID 10: K81.0) é uma doença com alta prevalência e potencial de complicações graves. O diagnóstico precoce, baseado na combinação de sinais clínicos, exames laboratoriais e de imagem, é fundamental para o sucesso do tratamento. A abordagem cirúrgica, preferencialmente por laparoscopia, oferece excelentes resultados e rápida recuperação. A prevenção, por meio do controle dos fatores de risco e hábitos de vida saudáveis, também desempenha papel importante na redução da incidência.
Para melhorar seu entendimento sobre o tema e manter-se atualizado, consulte recursos como o Ministério da Saúde e o Sociedade Brasileira de Cirurgia.
Referências
- Sociedade Brasileira de Cirurgia. Diretrizes para o manejo da colecistite aguda. São Paulo: SBCirurgia, 2020.
- World Health Organization. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Geneva: WHO, 2022.
- Silva, A. R., et al. Doença da vesícula biliar: diagnóstico, tratamento e prevenção. Revista Brasileira de Gastroenterologia, 2019.
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