CID 10 Cirrose Hepática: Guia Completo Sobre Diagnóstico e Tratamento
A cirrose hepática é uma condição grave que representa o estágio avançado de doenças no fígado, caracterizada pela substituição do tecido hepático saudável por fibrose e nódulos de regeneração. Esta condição pode levar a complicações sérias, incluindo insuficiência hepática, hipertensão portal e desenvolvimento de câncer de fígado. Ao longo deste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a cirrose hepática segundo o CID 10, suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis e medidas preventivas, tudo com o intuito de oferecer um guia completo para profissionais de saúde, pacientes e familiares.
Introdução
A classificação internacional de doenças, CID 10, inclui a cirrose hepática na categoria K74 — Cirrose e doenças crônicas do fígado. Segundo o CID 10, a cirrose hepática é classificada sob o código K74.6. Esta classificação padroniza diagnósticos em todo o mundo, facilitando a epidemiologia e o planejamento de estratégias de saúde pública.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que a doença hepática crônica seja uma das principais causas de mortalidade global, com cifras aumentadas pelo consumo de álcool, hepatites virais e condições metabólicas.
O que é a Cirrose Hepática? (Definição e Classificação)
A cirrose hepática é uma doença progressiva do fígado, caracterizada pela destruição dos hepatócitos e formação de tecido cicatricial fibroso. Essa fibrose altera a arquitetura normal do órgão, comprometendo suas funções vitais.
Classificação CID 10 da Cirrose Hepática
| Código CID 10 | Descrição | Detalhes |
|---|---|---|
| K74.0 | Cirrose hepática compensada | Fase inicial, poucos sintomas |
| K74.1 | Cirrose hepática descompensada | Fase avançada, com sintomas graves |
| K74.6 | Outras cirroses do fígado | Inclui casos específicos e não classificados em K74.0/K74.1 |
Causas da Cirrose Hepática
Diversas condições podem levar à formação de cirrose. As principais incluem:
- Hepatite viral (B e C): infecções que causam inflamação crônica do fígado.
- Consumo excessivo de álcool:principal causa de cirrose na rotina clínica.
- Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA): associação com obesidade e resistência à insulina.
- Doenças autoimunes: como hepatite autoimune.
- Degeneração hepática por medicamentos e toxinas.
- Hemocromatose e outras doenças metabólicas.
Pergunta frequente
Qual a principal causa de cirrose no Brasil?
A resposta é o uso excessivo de álcool, seguido por hepatites virais e doenças metabólicas.
Sintomas e Sinais Clínicos
A cirrose muitas vezes apresenta um curso assintomático nas fases iniciais, mas pode evoluir para sintomas mais graves. Os sinais comuns incluem:
- Fadiga e fraqueza
- Perda de peso
- Desinteresse e anedonia
- Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos)
- Ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal)
- Edema de membros inferiores
- Hemorragias por varizes esofágicas
- Confusão mental, devido à encefalopatia hepática
Diagnóstico precoce
Muitos pacientes só buscam ajuda quando aparecem complicações, por isso, a identificação precoce por exames laboratoriais e de imagem é fundamental para o manejo adequado.
Diagnóstico da Cirrose Hepática (Incluindo CID 10)
O diagnóstico da cirrose envolve uma combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem, além de eventual biópsia hepática.
Exames laboratoriais
- Hemograma completo
- Função hepática (ALT, AST, GGT, fosfatase alcalina)
- Tempo de protrombina e INR
- Níveis de bilirrubina
- Albumina sérica
- Marcadores de hepatite viral
Exames de imagem
- Ultrassonografia abdominal
- Elastografia hepática
- Tomografia computadorizada (TC)
- Ressonância magnética hepática
Biópsia hepática
Realizada para confirmação diagnóstica e avaliação da extensão da fibrose.
Tratamento e Manejo da Cirrose Hepática
O tratamento da cirrose visa controlar as causas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Tratamentos farmacológicos
- Controle da hipertensão portal com betabloqueadores não seletivos
- Uso de lactulose e antagonistas de amônia para encefalopatia hepática
- Suplementação de vitaminas, especialmente ácido fólico e vitaminas do complexo B
- Antivirais para hepatite B e C, quando indicados
Mudanças no estilo de vida
- Abster-se de álcool
- Alimentação balanceada, com restrição de sal em casos de ascite
- Controle do peso e atividade física moderada
Procedimentos cirúrgicos e intervenções
- Paracentese para ascite resistente
- Tratamento de varizes com endoscopia ou cirurgia
- Transplante de fígado em casos avançados
Tabela: Tratamentos e Objetivos
| Tipo de Tratamento | Objetivo |
|---|---|
| Controle da causa (vírus, álcool) | Prevenir evolução para cirrose descompensada |
| Medicação para hipertensão portal | Reduzir risco de hemorragias e complicações |
| Manejo de complicações | Melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida |
| Transplante hepático | Curar casos avançados ou irreversíveis da doença |
Link externo para aprofundamento
Para uma leitura mais detalhada sobre tratamentos, acesse Ministério da Saúde – Doença hepática crônica.
Complicações da Cirrose Hepática
A progressão da doença pode levar a complicações graves, como:
- Ascite refratária
- Hemorragia por varizes esofágicas
- Encefalopatia hepática
- Insuficiência hepática
- Hemorragias digestivas
- Hiperplasia nodular regenerativa e câncer de fígado
Pergunta frequente
Como prevenir complicações na cirrose?
Através do acompanhamento médico regular, adesão ao tratamento e mudanças no estilo de vida.
Prevenção da Cirrose Hepática
A prevenção passa por hábitos saudáveis e vacinação, além do controle de fatores de risco:
- Vacinação contra hepatite B
- Uso moderado de álcool ou abstinência total
- Tratamento precoce de hepatites virais
- Controle de doenças metabólicas
Conclusão
A CID 10 para cirrose hepática, representada por códigos K74.0, K74.1 e K74.6, descreve diferentes fases e manifestações desta condição. A compreensão adequada de suas causas, sintomas, diagnóstico e tratamento é fundamental para reduzir sua mortalidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O manejo multidisciplinar, a intervenção precoce e a prevenção são essenciais para lutar contra essa doença silenciosa e muitas vezes devastadora.
Perguntas Frequentes
1. Quais são os fatores de risco mais comuns para desenvolver cirrose hepática?
Os fatores de risco incluem consumo excessivo de álcool, infecção por hepatite B ou C, doenças metabólicas, uso de medicamentos hepatotóxicos e obesidade.
2. É possível reverter a cirrose hepática?
Em estágios iniciais, a causa pode ser controlada e a fibrose pode reverter parcialmente. No entanto, em fases avançadas, o dano é irreversível, sendo necessária uma abordagem de controle e, em alguns casos, transplante de fígado.
3. Como saber se tenho cirrose hepática?
O diagnóstico é realizado por meio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem. Se houver suspeita, consulte um hepatologista para avaliação detalhada.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Global Hepatitis Report 2017.
- Ministério da Saúde (Brasil). Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite B e C.
- World Gastroenterology Organisation. Guidelines on the Management of Liver Diseases.
- Silva, M. R., & Oliveira, P. R. (2022). Doença hepática crônica e Cirrose: diagnóstico e manejo. Revista Brasileira de Hepatologia.
Lembre-se: A detecção precoce e um acompanhamento adequado podem fazer toda a diferença na vida de alguém com cirrose hepática. Procure sempre atendimento médico especializado para orientações específicas e planejamento de tratamento.
MDBF