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CID 10 B01: Diagnóstico, Sintomas e Tratamentos Essenciais

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A Classificação Internacional de Doenças (CID), atualmente na sua 10ª revisão (CID-10), é uma ferramenta fundamental para profissionais de saúde, pesquisadores e instituições no Brasil e no mundo para padronizar diagnósticos, facilitar estudos epidemiológicos e melhorar o planejamento de ações de saúde pública. Entre os diversos códigos presentes na CID-10, o B01 refere-se ao Herpes Zóster (também conhecido como cobreiro ou herpes zóster).

Este artigo aborda de forma detalhada o diagnóstico, os sintomas e os tratamentos essenciais relacionados à CID 10 B01. Nosso objetivo é fornecer informações atualizadas, úteis e acessíveis para quem busca compreender melhor essa condição de saúde, sua prevalência, formas de tratamento e cuidados necessários.

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O que é o CID 10 B01?

CID 10 B01 corresponde ao Herpes Zóster, uma infecção viral causada pelo mesmo vírus responsável pela catapora (varicela), o vírus varicela-zoster. Após a cura da varicela, esse vírus permanece dormente no sistema nervoso e pode ser reativado anos depois, causando o herpes zóster.

"A reativação do vírus varicela-zoster, que provoca o herpes zóster, é comum principalmente em idosos e imunossuprimidos, sendo responsável por uma condição dolorosa que pode deixar sequelas permanentes." — Ministério da Saúde, 2022.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o herpes zóster afeta cerca de 1 a 3 em cada 10 pessoas ao longo da vida, sendo mais prevalente em idosos com mais de 50 anos.

Diagnóstico do CID 10 B01

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do herpes zóster geralmente é clínico, baseado na observação dos sintomas e sinais característicos. Em alguns casos, exames complementares podem ser necessários para confirmação ou em circunstâncias específicas, como imunossupressão avançada.

Exames utilizados

ExameDescriçãoQuando usar
Exame clínicoObservação de lesões vesicobolhosas em distribuição unilinear ao longo de um nervo afetadoDiagnóstico padrão
Collective TzanckTeste de raspado de vesículas para identificação de células multinucleadas, indicando herpes virusConfirmar infecção por herpes vírus
PCR (Reação em Cadeia da Polimerase)Detecta DNA viral, altamente sensível e específicoCasos duvidosos ou em imunossuprimidos
Imunofluorescência diretaDetecta antígenos virais em amostras de lesõesConfirmação adicional

Importância do Diagnóstico Precoce
O diagnóstico oportuno é essencial para iniciar o tratamento adequado, reduzir a dor e prevenir complicações, como nevralgia pós-herpética.

Sintomas do Herpes Zóster (CID 10 B01)

Sintomas iniciais

  • Dor intensa, queimação ou formigamento na área afetada
  • Sensação de queimação ou picada
  • Febre, mal-estar e fadiga
  • Sensibilidade aumentada na região afetada

Lesões características

  • Lesões vesicobolhosas agrupadas
  • Eritema (vermelhidão)
  • Formação de crostas após a evolução das vesículas
  • Distribuição unilinear, geralmente em faixas ou faixas segmentares ao longo de um nervo

Com queidade esses sintomas aparecem?

Geralmente, a fase prodômica (antes das lesões) dura de 1 a 3 dias, seguida pela fase de vesiculação que dura cerca de uma semana.

Tratamentos essenciais para CID 10 B01

Medicações de primeira linha

Antivirais

  • Aciclovir: Uso oral ou tópico, na fase inicial para reduzir duração e intensidade.
  • Valaciclovir e Famciclovir: Alternativas eficazes, com melhor tolerância e maior conveniência posológica.

“O tratamento com antivirais iniciado nas primeiras 72 horas após o início dos sintomas é fundamental para evitar complicações.” — Sociedade Brasileira de Infectologia, 2020.

Analgésicos

  • Analgésicos simples: Paracetamol, Dipirona
  • Opioides (em casos de dor intensa)
  • Anticonvulsivantes (como gabapentina) ou antidepressivos tricíclicos para neuropatia

Cuidados adicionais

  • Higiene adequada da área afetada
  • Manter a área limpa e seca
  • Uso de roupas leves e confortáveis
  • Controle da dor e do estresse

Tratamento de complicações

Nevralgia pós-herpética (NPH)

Após a resolução das lesões, alguns pacientes continuam apresentando dor neuropática, denominada nevralgia pós-herpética. Para seu manejo:

  • Anticonvulsivantes
  • Antidepressivos tricíclicos
  • Balneários de lidocaína ou capsaicina tópica

Prevenção do Herpes Zóster

Vacinação

A vacinação é uma medida eficaz na prevenção do herpes zóster e suas complicações. No Brasil, a vacina Zoster (ou Zostavax) está disponível para idosos acima de 50 anos.

Idade recomendaVacina disponívelEficácia
A partir de 50 anosZostavaxReduz risco de herpes zóster em até 50-70%

Outros cuidados preventivos

  • Manter o sistema imunológico fortalecido através de alimentação adequada, exercícios físicos e sono de qualidade.
  • Evitar o estresse excessivo.
  • Pessoas imunossuprimidas devem evitar contato com casos ativos de herpes zóster.

Para mais informações, visite o site da Anvisa aqui.

Perguntas Frequentes

1. O herpes zóster pode ser transmitido para outras pessoas?

Sim. Pessoas que nunca tiveram varicela ou não foram vacinadas podem adquirir a doença ao entrarem em contato com as lesões ativas. Contudo, a transmissão ocorre por contato direto com as lesões vesicobolhosas, não pelo vírus no ar.

2. Quanto tempo dura o herpes zóster?

Geralmente, a fase ativa dura de 2 a 4 semanas. A dor pode persistir por meses ou anos após a resolução das lesões (nevralgia pós-herpética).

3. Quem está mais suscetível ao CID 10 B01?

Idosos, imunossuprimidos, indivíduos com HIV, câncer ou que fazem uso de imunossupressores, além de aqueles com doenças crônicas.

4. Há possibilidade de reinfecção?

Reinfecção é rara, pois o vírus permanece latente. Entretanto, a reativação pode ocorrer em condições que deprimem o sistema imunológico.

Conclusão

O CID 10 B01, que corresponde ao herpes zóster, é uma condição comum, especialmente em idosos e imunossuprimidos, que pode trazer desconforto e complicações severas se não tratado de forma adequada. O diagnóstico precoce, aliado ao uso correto de antivirais e cuidados complementares, é essencial para reduzir a intensidade dos sintomas e prevenir sequelas, como a nevralgia pós-herpética.

A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para prevenir o herpes zóster e deve ser considerada especialmente para a população idosa. O acompanhamento regular com profissionais de saúde é fundamental para um manejo eficaz.

Referências

  1. Ministério da Saúde. (2022). Manual de Outras Infecções Virais. Brasília: Ministério da Saúde.
  2. Sociedade Brasileira de Infectologia. (2020). Recomendações para Tratamento do Herpes Zóster.
  3. Organização Mundial da Saúde. (2019). Guía para la prevención del herpes zóster.
  4. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Vacinas disponíveis no Brasil. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/vacinas.

Este artigo foi elaborado para fornecer uma compreensão completa sobre o CID 10 B01, promovendo uma maior conscientização e estimulando ações preventivas e de tratamento eficazes.