CID 10 Apneia do Sono: Entenda Causas e Tratamentos Eficazes
A apneia do sono é um distúrbio que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, comprometendo a qualidade de vida, a saúde física e mental. Segundo o Código Internacional de Doenças (CID-10), ela é classificada como um dos principais problemas relacionados ao sono, sendo importante compreender suas causas, sintomas e as melhores formas de tratamento. Neste artigo, vamos explorar detalhadamente tudo o que você precisa saber sobre a CID 10 Apneia do Sono, de forma clara, otimizada para mecanismos de busca e com informações confiáveis.
Introdução
A apneia do sono é uma condição que, muitas vezes, passa despercebida ou é subestimada por quem a sofre. Contudo, ela pode levar ao desenvolvimento de complicações sérias, como hipertensão, doenças cardíacas e problemas cognitivos. Identificada pelo código G47.3 na CID 10, ela é caracterizada por pausas na respiração durante o sono, que podem durar poucos segundos ou até minutos.

Por que essa condição é tão importante? Porque o sono de má qualidade ou interrompido continuamente afeta não só o descanso noturno, mas também o funcionamento diário, o humor, o desempenho no trabalho e até a longevidade. A seguir, desvendaremos as causas, sintomas, tipos e tratamentos disponíveis para a apneia do sono.
O que é a Apneia do Sono? (Definição e Classificação)
Apneia do Sono na CID 10
De acordo com a CID-10, a apneia do sono está classificada sob o código G47.3 – Transtornos do sono, não especificados. Essa classificação ajuda profissionais de saúde e pesquisadores a padronizar diagnósticos e tratamentos ao redor do mundo.
Tipos de Apneia do Sono
Existem três principais tipos de apneia do sono:
- Apneia Obstrutiva do Sono (AOS): É a mais comum. Ocorre quando há obstrução das vias aéreas superiores durante o sono, impedindo a passagem de ar.
- Apneia Central do Sono: O cérebro não envia sinais corretos aos músculos que controlam a respiração.
- Hipopneia: Redução parcial do fluxo de ar, acompanhada de queda de oxigenação no sangue.
Causas da Apneia do Sono
A compreensão das causas da apneia do sono é fundamental para indicar o tratamento correto. A seguir, detalhamos fatores que contribuem para o desenvolvimento do distúrbio.
Causas na Apneia Obstrutiva do Sono
As principais causas incluem:
- Obesidade: O excesso de peso aumenta a pressão sobre as vias aéreas, facilitando a obstrução.
- Anatomia das vias aéreas: Estruturas físicas como amígdalas grandes, língua grande ou desvio de septo nasal podem bloquear a passagem do ar.
- Idade avançada: Com o envelhecimento, as musculaturas responsáveis pela manutenção da via aérea podem enfraquecer.
- Fatores genéticos: Algumas características hereditárias podem predispor à obstrução.
- Consumo de álcool e sedativos: Eles relaxam os músculos da garganta, favorecendo o colapso das vias aéreas.
Causas na Apneia Central do Sono
As causas principais incluem:
- Problemas neurológicos: Danos ao cérebro ou ao sistema nervoso central que controlam a respiração.
- Insuficiência cardíaca congestiva: Onde o coração não bombeia sangue adequadamente.
- Uso de certos medicamentos: Como os opioides, que afetam os sinais nervosos para respiração.
Sintomas da Apneia do Sono
Reconhecer os sinais é essencial para buscar um diagnóstico precoce. Entre os sintomas mais comuns estão:
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Ronco alto | Ruído forte durante o sono, muitas vezes com pausas. |
| Pausas na respiração | Percebidas pelo parceiro ou por quem convive com o paciente. |
| Sono agitado ou inquieto | Movimentos frequentes durante a noite. |
| Sonolência diurna excessiva | Cansaço extremo ao longo do dia, com necessidade de cochilar. |
| Dores de cabeça matinais | Principalmente ao despertar, devido à baixa oxigenação. |
| Dificuldade de concentração | Quebra na atenção e problemas de memória. |
| Irritabilidade e alterações do humor | Resultado da má qualidade do sono. |
Diagnóstico da Apneia do Sono (CID 10)
Para diagnosticar a apneia do sono, o profissional de saúde realiza uma avaliação clínica detalhada e, frequentemente, solicita um estudo do sono chamado polissonografia. Essa exame monitora várias funções durante o sono, incluindo fluxo de ar, níveis de oxigênio, movimentos e padrões cerebrais.
Quais profissionais procurar?
- Pneumologista
- Otorrinolaringologista
- Especialista em sono
Critérios de Diagnóstico
Segundo a International Classification of Sleep Disorders (ICSD-3), a apneia do sono é diagnosticada quando há:
- Ocorre de 5 a 15 episódios de apneia ou hipopneia por hora de sono.
- Grau de Severidade:
- Leve: 5-15 eventos por hora
- Moderada: 15-30 eventos por hora
- Grave: mais de 30 eventos por hora
Tratamentos Eficazes para a Apneia do Sono
O tratamento deve ser individualizado, levando em consideração a gravidade do distúrbio, fatores de risco e preferências do paciente.
Tratamento Não Cirúrgico
Mudanças no Estilo de Vida
- Perda de peso: A redução de peso pode diminuir a obstrução das vias aéreas.
- Evitar álcool e sedativos: Eles relaxam os músculos da garganta.
- Alteração de posição ao dormir: Dormir de lado pode reduzir os episódios.
- Parar de fumar: Melhora a saúde das vias respiratórias.
Terapia com Pressão Positiva (CPAP)
- Dispositivo que mantém as vias aéreas abertas durante o sono.
- Altamente eficaz, recomendado para casos moderados a graves.
Dispositivos Orais
- Aparelhos que ajustam a posição da mandíbula para manter as vias respiratórias abertas.
Mais informações sobre tratamento com CPAP na página da Sociedade Brasileira de Sono
Tratamento Cirúrgico
Indicada quando as abordagens conservadoras não são eficazes ou quando há anomalias anatômicas.
- Uvulopalatofaringoplastia (UPPP): Remove ou modifica tecidos na garganta.
- Cirurgia do septo nasal: Para correção de desvios.
- Radiofrequência: Para encolher amígdalas ou palato.
- Implante de dispositivos: Como nervos ou aparelhos de estimulação.
Dados e Tabela sobre Severidade e Tratamento
| Grau de Severidade | Número de eventos por hora | Tratamento recomendado |
|---|---|---|
| Leve | 5-15 | Mudanças no estilo de vida, aparelhos orais |
| Moderada | 15-30 | CPAP ou outro dispositivo não invasivo |
| Grave | >30 | CPAP, cirurgias, combinação de tratamentos |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A apneia do sono pode causar outros problemas de saúde?
Sim. Ela está associada a hipertensão arterial, doenças cardíacas, AVC, diabetes tipo 2, além de afetar a qualidade de vida mental e física.
2. Quanto tempo leva para tratar a apneia do sono?
Depende do tratamento escolhido. O uso do CPAP, por exemplo, costuma começar a melhorar os sintomas logo após início, mas o acompanhamento médico é essencial.
3. É possível prevenir a apneia do sono?
Algumas medidas como manter um peso saudável, evitar álcool e sedativos, e dormir de lado podem ajudar na prevenção ou na redução da severidade.
4. A apneia do sono desaparece após cirurgia?
Em alguns casos, sim, especialmente se a causa anatômica for tratada com sucesso. No entanto, o acompanhamento médico é importante.
Conclusão
A apneia do sono classificada pelo CID 10 G47.3 é uma condição que pode impactar profundamente a saúde e o bem-estar de quem sofre com ela. Compreender suas causas, sintomas, métodos de diagnóstico e tratamentos disponíveis é fundamental para buscar ajuda especializada e melhorar a qualidade de vida.
Se você ou alguém próximo apresenta sinais de apneia do sono, procure um profissional de saúde para avaliação e tratamento adequado. As intervenções existentes, aliadas a mudanças no estilo de vida, podem transformar a saúde e o sono, levando a uma vida mais saudável e descansada.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10 – Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição, 2010.
- Sociedade Brasileira de Sono. Guia de Diagnóstico e Tratamento dos Transtornos do Sono. Brasília: SBron, 2022.
- Epstein LJ, et al. "Clinical guideline for the evaluation, management and long-term care of obstructive sleep apnea in adults." Journal of Clinical Sleep Medicine, 2009.
- Simplício, M. F. & Silva, L. M. "Avanços no tratamento da apneia do sono." Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, 2021.
“O sono não é um luxo; é uma necessidade vital para a saúde física e mental.”
MDBF