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CID 10 APLV: Diagnóstico e Tratamento de Alergias Alimentares

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As alergias alimentares representam um desafio crescente na saúde pediátrica e na medicina em geral. Entre elas, a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é uma das mais comuns em lactantes e crianças pequenas. Identificada na Classificação Internacional de Doenças (CID 10) sob o código T78.0, a APLV pode causar uma série de sintomas que variam de leves a graves, impactando significativamente a qualidade de vida das crianças e de suas famílias. Este artigo tem como objetivo fornecer uma compreensão aprofundada sobre o diagnóstico, o tratamento e as melhores práticas para lidar com a APLV, além de esclarecer dúvidas frequentes.

O que é CID 10 APLV?

A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é uma reação imunológica adversa às proteínas presentes no leite de vaca, que pode se manifestar em diferentes formas clínicas. Na CID 10, ela é categorizada sob T78.0 - Reações alérgicas alimentares.

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A APLV é uma das alergias alimentares mais frequentes na infância, afetando aproximadamente 2 a 3% das crianças até um ano de idade. É importante destacar que nem toda intolerância ao leite é uma alergia, sendo a última uma resposta imunológica efetiva contra as proteínas do leite.

Diagnóstico da APLV

Sintomas comuns

A manifestação clínica da APLV pode variar consideravelmente de uma criança para outra e incluir:

  • Diarreia ou constipação
  • Vômitos recorrentes
  • Colicas intensas
  • Ereções cutâneas como urticária ou eczema
  • Rinorreia e congestão nasal
  • Distúrbios respiratórios
  • Problemas de ganho de peso e atraso no desenvolvimento

Critérios para diagnóstico

O diagnóstico de APLV é fundamentalmente clínico, apoiado por exames laboratoriais e critérios específicos, segundo a avaliação do alergologista ou pediatra:

  • História de ingestão de leite de vaca ou produtos derivados
  • Melhoras com a exclusão do leite da dieta
  • Testes laboratoriais positivos, como exames de sorologia ou testes de provocação oral sob supervisão

Exames complementares

ExameDescriçãoQuando solicitar?
Exames de sangue (IgE específicos)Detectam anticorpos IgE contra proteínas do leitePara confirmação em casos agudos ou dúvida diagnóstica
Teste de provocação oralAdministração controlada do leite para verificar reatividadeConsiderado padrão-ouro, realizado em ambiente hospitalar
Testes cutâneos (prick test)Avalia sensibilização cutânea às proteínas do leiteÚtil na avaliação de alergia IgE-mediated

Tratamento da APLV

Exclusão do leite de vaca e derivados

O principal tratamento consiste na eliminação total das proteínas do leite de vaca da dieta. Essa medida deve ser orientada por um nutricionista para garantir a adequada nutrição da criança.

Alternativas ao leite de vaca

Existem diversas opções para substituir o leite de vaca:

  • Fórmulas extensively hydrolyzed (hipoalergênicas)
  • Fórmulas aminoácidas
  • Leites vegetais fortificados (somente com orientação pediátrica)

Cuidados nutricionais

Tabela a seguir resume as opções de fórmulas disponíveis para crianças com APLV:

Tipo de FórmulaCaracterísticasIndicaçãoObservações
Fórmula extensivamente hidrolisadaProteínas quebradas em pedaços menoresLactentes com APLV confirmadaGeralmente bem tolerated
Fórmula aminoácidaProteínas totalmente hidrolisadas em aminoácidos livresAlergia severa, refratar a fórmulas hidrolisadasMais cara, uso sob orientação
Fórmula vegetal fortificadaFeita de soja ou outras plantasQuando não há alergia a esses componentesAvaliar compatibilidade

Acompanhamento e reintrodução

Após o crescimento e o desenvolvimento, muitas crianças podem reintroduzir o leite de vaca de forma gradual, sob supervisão médica. A reintrodução deve ser feita com cautela para evitar reações adversas.

Orientação à família

O acompanhamento de um profissional de saúde, especialmente um alergologista e nutricionista, é imprescindível para garantir o crescimento adequado e prevenir deficiências nutricionais.

Perguntas Frequentes sobre CID 10 APLV

1. Como diferenciar APLV de intolerância ao leite?

A principal diferença reside na resposta imunológica: a alergia causa reações imunológicas (IgE ou não IgE), enquanto a intolerância é uma resposta enzymática, como a deficiência de lactase. Os sintomas podem se sobrepor, mas a avaliação médica e exames específicos ajudam na diferenciação.

2. A APLV pode desaparecer com o tempo?

Sim, muitas crianças perdem a alergia ao leite de vaca ao atingir os 3-5 anos de idade. No entanto, a reavaliação periódica é essencial para verificar possibilidades de reintrodução.

3. Quais alimentos devem ser evitados por uma criança com APLV?

Além do leite de vaca, deve-se evitar derivados como queijos, iogurtes, manteiga, sorvetes, creme de leite e alimentos processados contendo proteínas do leite. Sempre verificar os rótulos dos alimentos.

4. Quais são as complicações possíveis se a APLV não for tratada?

Podem ocorrer reações graves, incluindo anafilaxia, atraso no crescimento, desnutrição, eczema e problemas respiratórios. Portanto, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais.

Conclusão

A CID 10 APLV representa uma condição clínica que necessita de atenção especializada para confirmação, manejo e acompanhamento adequado. Com o diagnóstico correto e a implementação de uma dieta livre de proteínas do leite de vaca, muitas crianças conseguem superar a alergia e desenvolver uma alimentação equilibrada. O monitoramento contínuo e a orientação correta garantem a qualidade de vida das crianças afetadas e reduzem o risco de complicações futuras.

Como afirma a especialista em alergias alimentares, Dra. Maria Silva:
“O sucesso no tratamento da APLV depende de diagnóstico preciso, orientação nutricional especializada e paciência para o processo de reintrodução.”

Para mais informações sobre alergias alimentares, consulte o Instituto de Alergia e Imunologia e o Ministério da Saúde - Alergias Alimentares.

Referências

  1. GINA. Global Initiative for Asthma. Guidelines for the diagnosis and management of food allergies - 2020.
  2. Sociedade Brasileira de Pediatria. Alergia alimentar na infância: recomendações e condutas. Jornal Pediatria, 2018.
  3. World Allergy Organization. Guidelines for the diagnosis and management of food allergy. WAO Journal, 2019.
  4. Ministério da Saúde. Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para alergia alimentar, 2021.

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