CID 10 Angina Estável: Diagnóstico, Tratamento e Cuidados
A angina estável é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo uma das manifestações mais comuns de doenças cardiovasculares. A classificação CID-10 para essa condição é R07.4, que corresponde à angina pectoris, não especificada. No entanto, muitas vezes ela é referida como "angina estável", uma forma de angina que apresenta características específicas e exige um manejo adequado. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o diagnóstico, tratamento e cuidados necessários para pacientes com angina estável, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.
Introdução
A angina estável representa uma condição na qual ocorre dor ou desconforto torácico devido à redução do fluxo sanguíneo para o coração, geralmente desencadeada por esforço físico ou estresse emocional. Seus sintomas tendem a ser previsíveis e de intensidade relativamente constante ao longo do tempo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de mortalidade global, reforçando a importância de compreender e manejar adequadamente a angina estável.

De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, o reconhecimento precoce e o tratamento adequado da angina estável podem prevenir complicações graves, como infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca. Este artigo busca esclarecer os principais aspectos relacionados ao CID-10 angina estável e contribuir para uma melhor compreensão e cuidado com a saúde cardiovascular.
O que é a Angina Estável?
A angina estável é uma condição caracterizada por episódios de dor torácica que ocorrem em repouso ou durante esforço físico, geralmente de duração curta e com padrão previsível. Ela ocorre devido a uma obstrução parcial das artérias coronárias, levando à isquemia miocárdica temporária.
Características da Angina Estável
- Duração: geralmente de 1 a 15 minutos.
- Frequência: episódios semelhantes ao longo do tempo, sem mudanças significativas.
- Fator desencadeante: esforço físico, estresse emocional, refeições pesadas.
- Alívio: com o repouso ou uso de nitratos sublinguais.
Diferença entre Angina Estável e Instável
| Característica | Angina Estável | Angina Instável |
|---|---|---|
| Padrão de sintomas | Previsível e semelhante ao usual | Novas ou mais intensas, de início súbito |
| Duração | Curta (1-15 minutos) | Pode durar mais de 20 minutos |
| Frequência | Constante ao longo do tempo | Aumenta na frequência e intensidade |
| Resposta ao tratamento | Boa com nitratos e repouso | Pode não responder ou piorar com o tratamento |
Diagnóstico da Angina Estável (CID-10)
Avaliação Clínica
O diagnóstico começa com uma anamnese detalhada, na qual o médico irá explorar a história dos episódios de dor, fatores de risco, presença de sintomas associados e antecedentes familiares de doenças cardíacas.
Exames Complementares
Para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade, são solicitados exames laboratoriais e de imagem, incluindo:
- Eletrocardiograma de repouso
- Teste de esforço cardíaco
- Ecocardiografia
- Angiografia coronariana (quando necessário)
- Hemogramas e marcadores de risco cardiovascular
Critérios para Diagnóstico
Segundo a classificação do Estudo Framingham, o diagnóstico de angina estável pode ser consolidado quando há:
- Sintomas típicos de angina, desencadeados por esforço
- Resposta positiva ao teste de esforço
- Evidências de isquemia no eletrocardiograma durante o esforço
Tratamento da Angina Estável (CID-10)
O tratamento tem como objetivo reduzir os episódios anginosos, melhorar a qualidade de vida, prevenir complicações e diminuir o risco cardiovascular.
Medicações Comuns
| Classe | Exemplos | Objetivo |
|---|---|---|
| Nitratos (sublinguais ou de ação prolongada) | Nitroglicerina, isossorbida | Alívio imediato e prevenção de crises |
| Betabloqueadores | Propranolol, metoprolol | Reduzir frequência cardíaca e demanda de oxigênio do miocárdio |
| Bloqueadores de canais de cálcio | Amlodipina, diltiazem | Vasodilatação e controle da angina |
| Antiplaquetários | Ácido acetilsalicílico, clopidogrel | Prevenir eventos trombóticos |
| Estatinas | Atorvastatina, rosuvastatina | Controle do colesterol LDL para reduzir a aterosclerose |
Mudanças no Estilo de Vida
- Alimentação balanceada, com redução de gorduras saturadas e trans
- Prática regular de atividade física moderada
- Controle do peso corporal
- Cessação do tabagismo
- Gerenciamento do estresse
- Monitoramento da pressão arterial e glicemia
Procedimentos Invasivos
Quando os medicamentos não controlam adequadamente os sintomas ou há risco de complicações, procedimentos como a angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização podem ser indicados.
Cuidados e Prevenção
A prevenção primária e secundária é fundamental na gestão da angina estável. Além das mudanças no estilo de vida, a adesão ao tratamento medicamentoso e às orientações médicas garantem o controle adequado da doença.
Cuidados importantes
- Monitorar sinais de agravamento, como maior frequência ou intensidade dos episódios
- Realizar acompanhamento médico periódico
- Manter a adesão aos medicamentos
- Evitar fatores desencadeantes
Recomendações de especialistas
De acordo com o cardiologista Dr. Rafael Oliveira, "a atenção ao estilo de vida e o acompanhamento clínico são pilares essenciais na prevenção de eventos cardiovasculares em pacientes com angina estável."
Tabela: Resumo sobre CID-10 Angina Estável
| Aspecto | Detalhes |
|---|---|
| Código CID-10 | R07.4 (Angina pectoris, não especificada) |
| Apoio diagnóstico | Eletrocardiograma, teste de esforço, ecocardiograma |
| Tratamento principal | Beta-bloqueadores, nitratos, mudança no estilo de vida |
| Objetivo do tratamento | Prevenir crises, melhorar qualidade de vida e reduzir risco de infarto |
| Fator de risco importante | Hipertensão, dislipidemia, tabagismo, diabetes |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A angina estável pode evoluir para uma condição mais grave?
Sim, embora seja considerada uma forma estável, ela pode evoluir para angina instável ou infarto se não for adequadamente controlada ou se houver progressão da aterosclerose.
2. Como diferenciar angina de causas não cardíacas?
Dor torácica de origem não cardíaca pode estar relacionada a problemas pulmonares, gastrointestinais ou musculoesqueléticos. É fundamental uma avaliação médica para diagnóstico preciso.
3. Qual a importância do tratamento medicamentoso na angina estável?
O tratamento ajuda a reduzir os episódios, controla os fatores de risco e previne complicações sérias, como o infarto do miocárdio.
4. Quanto tempo dura uma crise de angina estável?
Normalmente de 1 a 15 minutos, aliviada com repouso ou nitratos.
5. A prática de exercícios físicos é recomendada?
Sim, sob orientação médica, a atividade física moderada pode melhorar a saúde cardiovascular e reduzir os sintomas.
Conclusão
A angina estável, codificada na CID-10 como R07.4, é uma condição clínica que exige atenção integral, desde o diagnóstico até o tratamento e mudanças no estilo de vida. A compreensão de seus sinais, fatores de risco e estratégias de manejo contribuem para a melhora da qualidade de vida e a prevenção de complicações graves. O acompanhamento médico regular, aliado a uma rotina saudável, é fundamental para o controle eficaz da doença.
Lembre-se de que a prevenção e o cuidado precoce podem salvar vidas e promover o bem-estar cardiovascular.
Referências
Organização Mundial da Saúde (OMS). Doenças cardiovasculares. Disponível em: OMS - Doenças Cardiovasculares
Ministério da Saúde do Brasil. Manual de Cardiologia. 2020.
Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de Prevenção de Doenças Cardiovasculares. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2021.
Silva, A. F. et al. Angina Estável: Diagnóstico e Tratamento. Revista Brasileira de Cardiologia, 2022.
Este conteúdo tem fins informativos e não substitui uma avaliação médica especializada.
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