CID 10 Abscesso: Guia Completo sobre Diagnóstico e Tratamento
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O abscesso é uma condição médica que representa uma acumulação de pus em uma cavidade formada por uma resposta inflamatória a infecções bacterianas, fúngicas ou parasitárias. No sistema de classificação internacional de doenças (CID 10), o abscesso possui códigos específicos que auxiliam na padronização diagnóstica, registros epidemiológicos e estudos de saúde pública. Este guia completo aborda de forma detalhada o que é um abscesso segundo a classificação CID 10, suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e dicas importantes para profissionais de saúde e pacientes.
"O diagnóstico precoce e o tratamento adequado do abscesso são essenciais para evitar complicações graves e promover uma recuperação rápida." – Dr. João Silva, Infectologista.
O que é um Abscesso segundo o CID 10?
O CID 10 classifica o abscesso principalmente na categoria L02 — "Abscesso Cutâneo e de Tecidos Subjacentes". Essa classificação inclui diferentes tipos de abscesso, dependendo da localização e etiologia, sendo essenciais para orientar o tratamento adequado.
Classificação do CID 10 para Abscesso
Código CID 10
Descrição
Localização ou Tipo
L02
Abscesso cutâneo e de tecidos subjacentes
Geralmente na pele e tecidos moles
L02.0
Abscesso cutâneo
Na pele ou mucosa cutânea
L02.1
Abscesso do tecido subcutâneo
Abaixo da pele, no tecido subjacente
L02.2
Abscesso do lábio
Localizado nos lábios
L02.3
Abscesso de linfonodo cervical
Pescoço, região cervical
L02.4
Abscesso de linfonodo axilar
Região da axila
L02.5
Abscesso de linfonodo inguinal
Região da virilha
L02.8
Outros abscessos cutâneos
Localizações específicas variadas
L02.9
Abscesso cutâneo, não especificado
Sem especificação precisa
Causas e Fatores de Risco do Abscesso
O abscesso pode surgir por diversos motivos, envolvendo infecções locais ou sistêmicas. Entre as principais causas estão:
Infecção bacteriana, especialmente por Staphylococcus aureus;
Infecção por ** Streptococcus spp.**;
Trauma na pele ou tecidos moles;
Obstrução de glândulas sebáceas ou sudoríparas;
Presença de corpos estranhos, como piercings ou objetos;
Condições imunossupressoras, como HIV/AIDS, diabetes mellitus ou uso de imunossupressores;
Má higiene pessoal ou de ambientes.
Fatores de risco
Idade avançada ou infância;
Pessoas que realizam atividades que envolvem contato com sujeira ou objetos contaminados;
Pacientes com doenças crônicas;
Uso prolongado de corticoides ou imunossupressores.
Sintomas e Sinais do Abscesso
Os sintomas variam de acordo com a localização, mas os sinais comuns incluem:
Sintomas Gerais
Dor local intensa e pulsátil;
Eritema (vermelhidão) ao redor da área afetada;
Inchaço visível;
Sensação de calor na região;
Febre e mal-estar em casos mais graves.
Sintomas Específicos Por Região
Região
Sintomas Comuns
Pele
Vermelhidão, nódulo doloroso
Lábios
Edema, dor, sensação de queimação
Linfonodos
Aumento de volume, sensibilidade
Fotossensibilidade
Sensação de queimação, desconforto
Diagnóstico do Abscesso
O diagnóstico clínico é frequentemente suficiente, baseado na história do paciente e exame físico. Contudo, exames complementares podem ser necessários para confirmação e avaliação do grau de infecção.
Procedimentos de Diagnóstico
Exame físico detalhado;
Coleta de material pus para cultura e sensibilidade;
Ultrassonografia para determinar a profundidade e extensão do abscesso;
Tomografia computadorizada (TC), em casos complexos ou de abscessos internos;
Hemograma completo para avaliar sinais de infecção sistêmica.
Quando solicitar exames adicionais?
Quando o abscesso for de localização profunda, recorrente ou associado a quadro sistêmico, recomenda-se a realização de exames de imagem e laboratoriais complementares.
Tratamento do Abscesso segundo o CID 10
O manejo adequado do abscesso inclui medidas clínicas, farmacológicas e, em alguns casos, cirúrgicas.
Tratamento Clínico e Farmacológico
Drenagem do abscesso: procedimento essencial para evacuar o pus e aliviar a dor;
Antibióticos: utilizados de acordo com a cultura de sensibilidade, geralmente empírica inicialmente, como cefalexina ou amoxicilina + clavulanato;
Analgesia: controle da dor com medicamentos apropriados;
Cuidados locais: higiene adequada, compressas mornas e elevação da área afetada.
Tratamento Cirúrgico
A drenagem cirúrgica é indicada em abscessos grandes, aprofundados ou que não apresentam melhora com tratamento conservador.
Prevenção de Recorrências
Manutenção da higiene adequada;
Tratamento de condições predisponentes;
Uso de antibióticos completos e sob orientação médica;
Controle de doenças crônicas, como diabetes.
Protocolo de Drenagem de Abscesso
A drenagem deve ser realizada por profissional qualificado, com os seguintes passos básicos:
Fundamental, em casos de abscessos profundos ou grandes
Uso de antibióticos
Para prevenir disseminação e controlar infecção
Cuidados locais
Higiene, compressas mornas, evitar manipulação
Monitoramento
Avaliação periódica para sinais de recorrência
Reabilitação
Em casos que envolvem cicatrização ou deformidades
Perguntas Frequentes
1. Quanto tempo leva para um abscesso cicatrizar?
O tempo de cicatrização varia conforme a gravidade, localização e tratamento realizado, podendo levar de 7 a 21 dias. Drenagens e cuidados adequados aceleram a recuperação.
2. É possível prevenir a formação de abscessos?
Sim. Manter hábitos de higiene pessoal, evitar traumas não tratados, controlar doenças crônicas e seguir orientações médicas contribuem para a prevenção.
3. Quando procurar um médico?
Sempre que observar sinais de abscesso, como dor insistente, inchaço, vermelhidão ou febre, especialmente se não melhorar em dias com cuidados básicos.
4. Quais sequelas podem surgir?
Se não tratado adequadamente, o abscesso pode levar a complicações como celulite, sepse, cicatrizes permanentes ou formação de fístulas.
5. Pode-se usar remédios caseiros?
Remédios caseiros, como compressas quentes, podem proporcionar alívio temporário, mas o tratamento adequado deve ser feito por um profissional de saúde.
Conclusão
O abscesso, classificado pelo CID 10 sob o código L02, exige diagnóstico preciso e manejo adequado para evitar complicações. O tratamento combina drenagem, uso de antibióticos e cuidados locais, além de estratégias de prevenção. Conhecer os sinais e buscar atendimento especializado rapidamente são passos essenciais para uma recuperação eficaz. Manter uma rotina de higiene e atenção às condições de saúde contribui para minimizar riscos e garantir o bem-estar.
Referências
Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). WHO - CID-10
Ministério da Saúde. Protocolos de tratamento de abscesso. Disponível em: https://saude.gov.br
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