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Choque Séptico CID: Guia Completo Sobre a Classificação e Tratamento

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O choque séptico é uma condição médica grave que representa uma emergência em saúde pública devido à sua alta taxa de mortalidade e à complexidade do tratamento. Sua rápida evolução e a necessidade de intervenções imediatas tornam fundamental a compreensão de sua classificação, critérios diagnósticos e opções terapêuticas. O CID (Código Internacional de Doenças), sistema utilizado mundialmente para classificar patologias, também contempla o choque séptico sob diferentes códigos, permitindo uma melhor codificação, análise epidemiológica e planejamento de ações em saúde.

Este guia completo abordará tudo o que você precisa saber sobre o choque séptico CID, promovendo uma visão abrangente sobre sua classificação, sintomas, diagnóstico, tratamento e prognóstico, além de responder às perguntas mais frequentes relacionadas ao tema.

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O que é o Choque Séptico?

O choque séptico é uma condição potencialmente fatal ocasionada por uma resposta desregulada do organismo a uma infecção grave. Essa resposta leva à queda da pressão arterial, má perfusão de tecidos e disfunção de múltiplos órgãos. A infecção pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou outros microrganismos, sendo as bactérias Gram-negativas as mais frequentemente relacionadas.

Diferença entre Sepse e Choque Séptico

  • Sepse: resposta inflamatória sistêmica a uma infecção comprovada ou suspeita.
  • Choque Séptico: fase avançada da sepse que resulta em hipotensão resistente à reposição volêmica, levando à disfunção orgânica aguda.

Classificação do Choque Séptico Segundo o CID

O CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão) classifica o choque séptico sob os códigos:

Código CIDDescriçãoDetalhes
R65.21Sepse com choqueSepse grave que evolui para choque
A41.9Sepse, bacteriana, sem menção de choqueInfecção generalizada sem choque específico

É importante destacar que, embora o CID-10 não tenha um código exclusivo para "choque séptico", a combinação de códigos como R65.21 é utilizada para documentação e registros clínicos.

Na CID-11, lançada em 2018, há uma atualização e maior detalhamento dos códigos relacionados à sepse, incluindo categorias específicas de choque séptico, facilitando uma classificação mais precisa.

Reconhecimento Clínico e Diagnóstico

Sinais e Sintomas do Choque Séptico

Os sinais clínicos variam com a gravidade e o estágio da condição, sendo principais:

  • Hipotensão arterial persistente
  • Taquicardia
  • Febre ou hipotermia
  • Confusão mental ou alterações neurológicas
  • Disfunção respiratória
  • Disfunção renal (oligúria ou anúria)
  • Disfunção hepática
  • Distúrbios de coagulação

Critérios Diagnósticos

Segundo o Surviving Sepsis Campaign, os critérios incluem:

  • Presença de infecção confirmada ou suspeita
  • Disfunção orgânica sistêmica (como alterações na pressão arterial, lactato elevado, disfunção renal)

Exames Complementares

  • Laboratoriais:
  • Hemoculturas
  • Hemograma completo
  • Perfil de coagulação
  • Função renal e hepática
  • Lactato sérico elevado (>2 mmol/L indica disfunção tissular)
  • Imagem:
  • Radiografias, tomografias ou ultrassonografia para identificar foco infeccioso

Tratamento do Choque Séptico

Medidas de Emergência

  • Reposição volêmica: administração rápida e adequada de líquidos intravenosos (saldo positivo de 30 ml/kg de solução cristaloide)
  • Antibióticos: início precoce, preferencialmente em até 1 hora após a suspeita
  • Suporte hemodinâmico: uso de vasopressores como noradrenalina para manter a pressão arterial média acima de 65 mm Hg
  • Oxigenoterapia: suporte ventilatório, se necessário

Cuidados Complementares

  • Monitoramento contínuo de sinais vitais e débito urinário
  • Controle da glicemia
  • Controle do débito infeccioso
  • Terapias de suporte organico, como diálise ou ventilação mecânica, se indicadas

Novas Terapias e Pesquisas Atuais

Atualmente, estudos exploram o uso de corticosteroides, imunoterapias e estratégias específicas de drenagem do foco infeccioso, mas sua aplicação ainda depende de protocolos institucionais e orientações médicas atualizadas.

Protocolo de Atendimento: Tabela Resumo

EtapaAção
Avaliação inicialConfirmação de infecção e sinais de disfunção orgânica
Reanimação volêmicaAdministração rápida de cristaloides
Manutenção da pressão arterialUso de vasopressores
Antibióticos de amplo espectroInicio imediato após suspeita
Monitoramento contínuoSinais vitais, diurese, lactato
Identificação do foco infecciosoExames de imagem, coleta de culturas
Cuidados de suporteVentilação mecânica, diálise, terapia intensiva

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quais são os fatores de risco para desenvolver choque séptico?

Resposta: Idade avançada, imunossupressão, presença de comorbidades como diabetes, doenças crônicas, infecções graves, procedimentos cirúrgicos recentes e uso de dispositivos invasivos aumentam o risco.

2. Como prevenir o choque séptico?

Resposta: A prevenção inclui adesão à higiene adequada, vacinação, tratamento oportuno de infecções, manutenção de ambientes hospitalares seguros e monitoramento de pacientes com risco.

3. Qual o prognóstico do paciente com choque séptico?

Resposta: O prognóstico varia de acordo com a gravidade, o tempo de evolução, comorbidades e a rapidez do início do tratamento. A mortalidade pode atingir 40-50% em casos graves.

4. Existe uma relação entre o CID e a pesquisa epidemiológica do choque séptico?

Resposta: Sim. A codificação correta usando o CID é fundamental para monitorar a incidência, a mortalidade e o impacto socioeconômico dessa condição.

Conclusão

O choque séptico continua sendo uma das maiores causas de mortalidade em unidades de terapia intensiva. Sua classificação pelo CID, apesar de complexa, é essencial para a documentação, pesquisa e aprimoramento dos protocolos clínicos. A intervenção rápida, o reconhecimento precoce dos sinais e o manejo multidisciplinar podem salvar vidas e diminuir as complicações relacionadas a essa condição.

Um estudo publicado pelo World Health Organization (WHO) afirma: "A rapidez na intervenção é crucial para reduzir as mortalidades associadas ao choque séptico, reforçando a importância de protocolos bem estruturados." (Fonte: WHO - Sepsis Management)

Para profissionais de saúde, pacientes ou familiares, compreender a gravidade do choque séptico e sua classificação CID ajuda na conscientização e na busca por tratamento imediato quando necessário.

Referências

  1. Surviving Sepsis Campaign. International Guidelines for Management of Severe Sepsis and Septic Shock. 2021.
  2. Organização Mundial de Saúde. Fact sheets on sepsis. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/sepsis
  3. Ministério da Saúde. CID-10 – Classificação Internacional de Doenças. https://datasus.saude.gov.br/classificacao-internacional-de-doencas-cid/
  4. World Health Organization. Sepsis: The Silent Killer. 2018.

Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas, atualizadas e confiáveis, promovendo a melhor compreensão sobre o choque séptico CID e sua importância na prática clínica.