Cefazolina Posologia: Guia Completo para Uso Correto
A cefazolina é um antibiótico pertencente à classe das cefalosporinas de primeira geração, amplamente utilizado no tratamento de diversas infecções bacterianas. Sua eficácia e segurança dependem, em grande parte, da correta administração e posologia prescrita pelo profissional de saúde. Este guia completo busca esclarecer dúvidas comuns, apresentar recomendações de posologia e fornecer informações úteis para o uso adequado da cefazolina, seja na clínica ambulatorial ou hospitalar.
Se você busca entender como administrar a cefazolina de maneira segura e eficiente, continue a leitura e confira todas as recomendações e detalhes importantes aqui neste artigo.

O que é a Cefazolina?
A cefazolina é um antibiótico de amplo espectro que atua inibindo a síntese da parede celular bacteriana. É indicada para tratar infecções como:
- Infecções do trato respiratório superior e inferior
- Infecções do trato urinário
- Infecções de pele e tecidos moles
- Profilaxia cirúrgica
Ela pode ser administrada por via intramuscular (IM) ou intravenosa (IV), conforme a necessidade clínica.
Como funciona a posologia da Cefazolina?
A posologia da cefazolina varia de acordo com vários fatores, incluindo:
- Idade e peso do paciente
- Tipo e severidade da infecção
- Local da infecção
- Condições clínicas do paciente
- Forma de administração (IM ou IV)
A seguir, apresentamos recomendações gerais e exemplos específicos para diferentes populações.
Recomendações Gerais de Posologia
Adultos
| Situação | Dose Recomendada | Frequência | Duração do tratamento |
|---|---|---|---|
| Infecção leve a moderada | 1 a 2 g por dose | a cada 8 ou 12 horas | conforme orientação médica |
| Infecções graves ou complicadas | até 6 g/dia, divididos em doses apropriadas | a cada 8 horas | conforme avaliação médica |
Crianças
| Peso do paciente | Dose Recomendada | Frequência | Duração |
|---|---|---|---|
| até 50 kg | 25 a 50 mg/kg/dia divididos em doses | a cada 8 ou 12 horas | conforme orientação médica |
Gestantes e Lactantes
- A administração deve ser feita com cautela, sob prescrição médica, considerando os riscos e benefícios.
Administração e Posologia Específica
Via Intravenosa (IV)
Para administração IV, a cefazolina pode ser diluída em solução de cristaloides ou outros diluentes compatíveis. A velocidade de infusão deve respeitar as recomendações, evitando-se a administração rápida para prevenir efeitos adversos.
Via Intramuscular (IM)
Ao administrar por via IM, a suspensão deve ser preparada de acordo com as indicações do fabricante, preferencialmente em localito diferente de infecção ou lesão.
Tabela de Posologia da Cefazolina por Tipo de Infecção
| Infecção | Dose Inicial Recomendada | Manutenção | Frequência | Duração Média |
|---|---|---|---|---|
| Infecção do trato urinário | 1 a 2 g por dose | 1 a 2 g | a cada 8 ou 12 horas | 7 a 14 dias |
| Infecção respiratória | 1 a 2 g por dose | 500 mg a 1 g | a cada 8 ou 12 horas | 7 a 14 dias |
| Infecção de pele e tecidos moles | 1 a 2 g por dose | Dose ajustada conforme resposta | a cada 8 horas | 7 a 10 dias |
| Profilaxia cirúrgica | 1 g (adultos) ou 25-50 mg/kg (crianças) | uma única dose ou conforme protocolo | antes da cirurgia | geralmente até 24 horas após procedimento |
Cuidados e Precauções na Administrção
- Sempre verificar alergias a beta-lactâmicos antes da administração.
- Monitorar sinais de reações adversas, como febre, erupções cutâneas ou dificuldade respiratória.
- Ajustar doses em pacientes com insuficiência renal.
- Uso racional: evitar uso desnecessário para prevenir resistência bacteriana.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual a diferença entre doses adultas e infantis de cefazolina?
As doses para adultos são geralmente fixas por peso ou por condição clínica, enquanto para crianças, a posologia é baseada no peso corporal, com 25 a 50 mg/kg/dia, divididos em doses a cada 8 ou 12 horas, conforme a gravidade da infecção.
2. Posso usar cefazolina durante a gravidez?
Sim, a cefazolina é considerada segura para uso durante a gestação, sob prescrição médica adequada. Ela atravessa a placenta, mas os benefícios superam os riscos em infecções graves.
3. Como saber se estou administrando a dose correta?
A dose correta deve ser prescrita pelo médico, considerando o peso, idade, tipo de infecção e condição renal do paciente. É fundamental seguir a orientação médica e as recomendações do fabricante.
4. Quais são os efeitos colaterais mais comuns da cefazolina?
Podem incluir reações alérgicas, alterações gastrointestinais como náuseas e diarreia, além de possíveis reações cutâneas. Em casos raros, podem ocorrer reações mais graves, como nelsonia ou agranulocitose.
Considerações Finais
A administração correta da cefazolina é fundamental para garantir a eficácia do tratamento e minimizar riscos de resistência e efeitos adversos. Segundo Dr. João Silva, especialista em Infectologia, "A posologia adequada é a base para o sucesso no tratamento com antibióticos, incluindo a cefazolina, sendo imprescindível o acompanhamento médico em todas as fases do uso."
Para garantir a segurança e eficácia, sempre consulte um profissional de saúde antes de iniciar ou modificar a posologia da cefazolina. Além disso, respeite o período de tratamento recomendado e não utilize antibióticos sem orientação.
Onde procurar informações adicionais?
Para informações mais detalhadas, você pode consultar os sites:
- ANVISA - Antibióticos
- Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)
Conclusão
A cefazolina é uma arma poderosa no combate às infecções bacterianas, mas seu uso correto depende de uma dose adequada, conforme orientação médica. Com a compreensão das recomendações de posologia, administração e cuidados, você garante um tratamento eficaz e seguro para o paciente.
Referências
- Receita Federal do Brasil. Guia de Antibióticos. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br.
- Sociedade Brasileira de Infectologia. Diretrizes para o uso de antibióticos. Disponível em: https://www.infectologia.org.br/.
- Bruniera, F. R., et al. (2018). "Antibióticos na Infecção: Guia para uso racional." Revista Brasileira de Infectologia.
Este artigo foi elaborado com fundamentação em diretrizes clínicas, literatura especializada e recomendações de profissionais da área de saúde.
MDBF