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Cardiomiotomia a Heller: Tratamento Eficaz para Dificuldade de Deglutição

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A dificuldade de deglutição, também conhecida como disfagia, pode ser uma condição debilitante que impacta significativamente a qualidade de vida de quem a enfrenta. Entre as causas mais comuns está a acalásia, uma doença que afeta o funcionamento do esfíncter esofágico inferior, dificultando a passagem do alimento do esôfago para o estômago. A cardiomiotomia a Heller surge como um procedimento cirúrgico eficiente para o tratamento desta condição, oferecendo alívio duradouro aos pacientes. Este artigo aborda de forma detalhada a cardiomiotomia a Heller, suas indicações, procedimento, resultados, e dicas para quem busca informações confiáveis sobre o tema.

O que é a Cardiomiotomia a Heller?

A cardiomiotomia a Heller é uma cirurgia que consiste na divisão do músculo do esfíncter esofágico inferior (EEI) para facilitar a passagem do alimento do esôfago para o estômago. Desenvolvida pelo cirurgião suíço Ernst Heller na década de 1910, ela tornou-se o padrão-ouro no tratamento da acalásia.

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Como funciona a cirurgia

A técnica consiste na incisões no músculo do EEI, reduzindo a pressão nesta região. Geralmente, é realizada por meio de técnicas minimamente invasivas, como a videolaparoscopia, o que reduz o tempo de recuperação e complicações.

Indicações para a Cardiomiotomia a Heller

A cirurgia é indicada principalmente para pacientes com diagnóstico confirmado de acalásia que não responderam às terapias clínicas, como medicamentos ou dilatações pneumáticas. As principais indicações incluem:

  • Acalásia primária: doença neuromuscular que impede o relaxamento do EEI.
  • Esofagite secundária grave que não responde a tratamentos conservadores.
  • Dificuldade grave de deglutição (dispneia para alimentos).
  • Perda de peso significativa devido à disfagia.

Avaliação pré-operatória

Antes do procedimento, é fundamental realizar exames como esofagografia, manometria esofágica e endoscopia digestiva para confirmar o diagnóstico e avaliar a anatomia do esôfago.

Como é realizada a Cardiomiotomia a Heller?

A cirurgia pode ser feita de duas formas principais:

  • Videolaparoscopia: procedimento minimamente invasivo, realizado com pequenas incisões no abdômen.
  • Cirurgia open (aberta): indicada em casos específicos ou quando a laparoscopia não é possível.

Passo a passo do procedimento

A seguir, apresentamos uma visão geral do procedimento realizado por videolaparoscopia:

EtapaDescrição
Anestesia geralPaciente recebe anestesia geral para garantir imobilidade e conforto durante a cirurgia.
Acesso laparoscópicoPequenas incisões são feitas na parede abdominal para inserir os trocartes.
Visualização e preparaçãoO cirurgião visualiza o esôfago e o estômago com uma câmera de alta definição.
Divisão do músculo do EEIOs músculos do esfíncter inferior do esôfago são dissecados e cortados.
Reforço do procedimento (Fundoplicatura de Dor)**Em alguns casos, é realizado um reforço com uma fundoplicatura para evitar refluxo.
Sutura e fechamentoAs incisões são fechadas com ponto cirúrgico.

Resultados e Benefícios da Cardiomiotomia a Heller

A eficácia da cardiomiotomia a Heller é bem documentada na literatura médica, demonstrando altos índices de sucesso no alívio da disfagia em até 90-95% dos pacientes. Além disso, o procedimento apresenta as seguintes vantagens:

  • Alívio duradouro da dificuldade de deglutição.
  • Melhora na qualidade de vida do paciente.
  • Baixo índice de complicações em centros especializados.
  • Reabilitação rápida com técnica minimamente invasiva.

Tabela de Resultados de Estudos Clínicos

EstudoPorcentagem de pacientes com alívio da disfagiaTaxa de complicaçõesTempo médio de recuperação
Estudo A (2020)92%3%3-5 dias
Estudo B (2018)89%2,5%4 dias
Revisão Cochrane (2019)95%4%3-7 dias

Cuidados Pós-Operatórios e Seguimento

Após a cirurgia, o paciente geralmente passa por um período de recuperação em hospital por cerca de 24 a 48 horas. Algumas recomendações importantes incluem:

  • Alimentação inicialmente líquida, evoluindo para alimentos sólidos aos poucos.
  • Evitar esforços físicos intensos por cerca de 2 semanas.
  • Acompanhamento com o cirurgião para avaliação de possíveis complicações ou sintomas residuais.
  • Manutenção de consultas regulares e acompanhamento endoscópico, se indicado.

Complicações Possíveis

Mesmo com alta taxa de sucesso, a cirurgia apresenta riscos, como:

  • Refluxo gastroesofágico.
  • Perfuradorias (rara).
  • Reestenose (estreitamento do esôfago).
  • Disfagia persistente ou recorrente.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A cardiomiotomia a Heller é dolorosa?

Em geral, o procedimento minimamente invasivo causa menos dor do que a cirurgia aberta, e a maioria dos pacientes relata desconforto controlado com analgésicos. A dor costuma diminuir significativamente após alguns dias de recuperação.

2. Quanto tempo demora para recuperar após a cirurgia?

A recuperação completa costuma ocorrer entre 1 a 2 semanas, dependendo do paciente e do tipo de procedimento realizado.

3. O procedimento elimina completamente a dificuldade de deglutição?

Na maioria dos casos, sim. A cirurgia oferece alívio rápido e duradouro, mas em alguns pacientes pode ser necessário o uso de terapias complementares.

4. Quais são os riscos de não tratar a acalásia?

A ausência de tratamento pode levar ao aumento da disfagia, perda de peso significativa, desenvolvimento de complicações como esofagite grave e risco de câncer de esôfago (esôfago de Barrett).

5. A cirurgia é indicada para todas as idades?

Em geral, sim, mas a avaliação médica deve considerar condições específicas de cada paciente, como outras comorbidades ou limitações de saúde.

Conclusão

A cardiomiotomia a Heller é um procedimento comprovadamente eficaz no tratamento da acalásia e dificuldades de deglutição relacionadas. Com técnica cada vez mais minimamente invasiva, oferece aos pacientes uma solução com alta taxa de sucesso, recuperação rápida e baixa incidência de complicações. Entretanto, a escolha do tratamento deve ser sempre individualizada e realizada por uma equipe especializada em cirurgia do esôfago. Para quem busca uma solução definitiva para a disfagia, a cardiomiotomia a Heller representa uma alternativa confiável e segura.

Referências

  1. Pineda, G. N., & Branton, P. M. (2019). "Heller myotomy for achalasia: guidelines and outcomes." Surgical Clinics of North America.
  2. Kahrilas, P. J., & Bredenoord, A. J. (2020). "Achalasia: diagnosis and management." Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology.
  3. Sociedade Brasileira de Cirurgia Videolaparoscópica. (2021). "Guia de Cirurgia Minimante Invasiva para Doenças Esofágicas."
  4. Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica
  5. American College of Surgeons - Surgical Treatment of Achalasia

Este artigo foi elaborado com o objetivo de fornecer informações confiáveis e atualizadas sobre a cardiomiotomia a Heller, contribuindo para uma melhor compreensão do tratamento da disfagia e acalásia.