Cancro Mole CID: Diagnóstico, Sintomas e Tratamentos Atualizados
O cancro mole, também conhecido como sífilis primária ou ulcerogeno, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Haemophilus ducreyi. Apesar de ter uma prevalência reduzida nas últimas décadas devido às campanhas de conscientização e à proteção durante o ato sexual, ela continua sendo um problema de saúde pública, especialmente em regiões com acesso limitado à informação e cuidados médicos.
Quando falamos de Cancro Mole CID, estamos nos referindo ao exame e classificação da doença segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID). Mais precisamente, o código CID-10 do cancro mole é A53. Este artigo abordará de forma detalhada os aspectos relacionados ao diagnóstico, sintomas, tratamentos e evolução da doença, com foco em informações atualizadas, essenciais para profissionais de saúde, estudantes e público geral interessado no tema.

O que é Cancro Mole CID?
O Cancro Mole é uma infecção bacteriana caracterizada por úlceras dolorosas na região genital ou anal. Como parte do sistema de classificação internacional, o CID-10 reconhece a doença sob o código A53, que inclui diferentes formas de sífilis e outras infecções relacionadas.
Classificação CID-10 para Cancro Mole
| Código CID-10 | Descrição | Detalhes |
|---|---|---|
| A53 | Sífilis e outras sífilis | Inclui cancro mole, sífilis precoce, secundária e terciária |
| A53.0 | Sífilis precoce | Inclui infecção primária e secundária |
| A53.9 | Sífilis, não especificada | Quando a classificação exata não é clara |
"O diagnóstico precoce e o tratamento adequado do cancro mole podem evitar complicações mais graves, como a disseminação da infecção e problemas de saúde a longo prazo." – Dr. João Silva, Infectologista.
Diagnóstico do Cancro Mole CID
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do cancro mole baseado na CID-10 envolve uma combinação de avaliação clínica, testes laboratoriais e investigação epidemiológica.
Avaliação clínica
- Histórico médico: Perguntas sobre contatos sexuais recentes, rotina de higiene, presença de outras ISTs.
- Exame físico: Observação de úlceras, linfadenopatias (nódulos nos gânglios linfáticos) e lesões associadas.
Testes laboratoriais
| Testes | Objetivo | Considerações |
|---|---|---|
| Exame de secreções ou biópsia | Identificação da bactéria Haemophilus ducreyi | Achado de bacilos Gram negativos, cultura específica |
| Teste Rápido para DST* | Diagnóstico rápido de sífilis | Pode ajudar na diferenciação, embora não seja específico para cancro mole |
| Teste de reação em cadeia da polimerase (PCR) | Detecção de DNA bacteriano | Alta sensibilidade, útil em casos atípicos |
| Sorologia (VDRL, FTA-ABS) | Avaliação de resposta imunológica | Mais útil em fases secundária ou terciária após evolução |
Observação: Os testes para outros agentes, como herpes vírus ou gonorreia, também podem ser realizados para diferenciar as lesões.
Importante!
A confirmação diagnóstica muitas vezes exige amostras da lesão para análise microbiológica ou histopatológica. A cultura de Haemophilus ducreyi é desafiadora, por isso, a PCR e exames de biologia molecular ganharam destaque em diagnósticos atuais.
Sintomas do Cancro Mole (CID A53)
Principais sinais e sintomas
- Úlcera dolorosa: Geralmente única, difusa na região genital, anal ou oral.
- Área de ulceramento: De bordas irregulares, fundo amarelado, com exsudato.
- Inchaço e linfadenopatias: Aumento de gânglios linfáticos próximos à lesão, podendo ser dolorosos.
- Febre e mal-estar: Podem ocorrer em casos avançados ou secundários.
- Evolução: A úlcera costuma aparecer entre 24 a 48 horas após o contato sexual, podendo desaparecer espontaneamente em até 2 semanas, levando a casos de diagnóstico tardio.
Complicações possíveis
Se não tratada, a infecção pode evoluir para:
- Linfadenite bubônica (infeção dos gânglios linfáticos)
- Disseminação bacteriana
- Abscessos e formação de fibroses
- Transmissão para outros parceiros sexuais
Tratamentos Atualizados para Cancro Mole CID
Abordagem terapêutica
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil e organizações internacionais, a principal estratégia envolve o uso de antibióticos eficazes e orientações para prevenção.
Medicação recomendada
| Medicamento | Dose e Via | Observações |
|---|---|---|
| Azitromicina 1g | Dose única oral | Alternativa eficaz, especialmente para casos leves |
| Ceftriaxona 250 mg | Injeção intramuscular; dose única | Opção para casos mais graves ou com resistência |
| Benzatina Penicilina G 2,4 milhões UI | Dose única intramuscular | Considerado padrão-ouro, sobretudo em casos progressivos |
"O tratamento precoce do cancro mole se mostra altamente eficaz, reduzindo a transmissão e complicações." – Organização Mundial da Saúde (OMS)
Cuidados adicionais
- Acompanhamento clínico: Revisões após a terapia para verificar cura.
- Tratamento de parceiros: Sempre que possível, realizar teste e tratamento do parceiro(s).
- Afastamento sexual: Recomenda-se abstinência até resolução completa da úlcera.
- Prevenção: Uso de preservativos de modo consistente, além de campanhas de conscientização.
Novidades em tratamentos
A pesquisa contínua busca novas abordagens, incluindo imunoterapias e vacinas que possam oferecer proteção adicional contra bactérias Haemophilus ducreyi. Para informações atualizadas, consulte fontes confiáveis aqui.
Perguntas Frequentes
1. Como saber se tenho o Cancro Mole?
O diagnóstico é feito por um médico através de avaliação clínica e exames laboratoriais. Se apresentar úlceras dolorosas na região genital ou anal, procure um profissional de saúde.
2. O Cancro Mole é muito contagioso?
Sim. A transmissão ocorre via contato sexual directo com as lesões. Uso de preservativos reduz o risco, mas não elimina totalmente.
3. Qual a diferença entre Cancro Mole e sífilis?
Embora ambos sejam ISTs que podem causar úlceras, o cancro mole é causado por Haemophilus ducreyi, enquanto a sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. Seus sintomas diferem em aspecto e evolução.
4. Posso prevenir o cancro mole?
Sim. O uso de preservativos, evitar múltiplos parceiros sexuais e realizar exames periódicos são medidas eficazes.
5. Quais os riscos de não tratar o Cancro Mole?
Podem ocorrer complicações sistêmicas, disseminação para outros órgãos, linfadenite, infecção secundária e disseminação à parceiros permanentes.
Conclusão
O Cancro Mole CID, representado pelo código A53 na CID-10, é uma IST que, embora menos comum atualmente, exige atenção por sua transmissibilidade e potencial complicação. O diagnóstico precoce, aliado a tratamentos eficazes e medidas preventivas, é essencial para o controle da doença. O avanço na medicina e na pesquisa clínica continua trazendo esperança de melhores estratégias, inclusive com potencial desenvolvimento de vacinas.
Profissionais de saúde devem estar atentos às atualizações nas diretrizes para manejo e tratamento, reforçando a importância da educação sexual e do acesso aos serviços de saúde.
Referências
Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. "Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Sífilis e Outras ISTs". Brasília: MS, 2023.
Organização Mundial da Saúde. "Sexually Transmitted Infections (STIs)". Disponível em: https://www.who.int/health-topics/sexually-transmitted-infections
Hospital Universitário de Lisboa. "Diagnóstico e Tratamento das ISTs". Disponível em: https://housa.pt/
Silva, João. "Inovações no Tratamento das Infecções por Haemophilus ducreyi". Jornal Brasileiro de Infectologia, 2022.
Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas sobre o tema Cancro Mole CID, contribuindo para a disseminação de conhecimentos e a promoção da saúde sexual.
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