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Calprotectina Fecal e Código TUSS: Guia Completo para Entender os Procedimentos

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A saúde intestinal é um tema de grande importância na medicina moderna, especialmente devido à prevalência de doenças inflamatórias intestinais e condições relacionadas. Entre os exames utilizados na investigação dessas patologias, destaca-se a dosagem de calprotectina fecal, uma ferramenta valiosa para o diagnóstico diferencial de doenças inflamatórias intestinais, além de outros problemas gastrointestinais. Neste artigo, abordaremos de maneira completa o tema Calprotectina Fecal e sua relação com o Código TUSS, esclarecendo conceitos, procedimentos, importância clínica e aspectos relacionados ao processo de cobrança e cobertura dos exames.

Introdução

A calprotectina fecal é uma proteína presente em grande quantidade nos neutrófilos, células do sistema imunológico envolvidas na resposta inflamatória. Sua presença na matéria fecal é um indicador indireto de inflamação no trato gastrointestinal. O exame de calprotectina fecal é simples, não invasivo e cada vez mais utilizado na prática clínica para monitorar e diferenciar doenças inflamatórias intestinais, como Crohn e retocolite ulcerativa, de condições menos graves, como infecções ou intolerâncias alimentares.

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Por sua relevância, é fundamental compreender como este procedimento é identificado na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), que utiliza o código TUSS (Tabela Unificada de Serviços de Saúde). A seguir, discutiremos detalhes importantes sobre esse procedimento, sua indicação, interpretação e nuances do código TUSS associado.

O que é a Calprotectina Fecal?

Definição

A calprotectina fecal é uma proteína que faz parte do citoplasma dos neutrófilos, cuja função é de combate a microrganismos e modulação da inflamação. Quando há inflamação no intestino, os neutrófilos migram para as áreas afetadas, liberando calprotectina, que é eliminada pelas fezes. Dessa forma, sua concentração no material fecal reflete a atividade inflamatória no trato gastrointestinal.

Importância clínica

  • Detecção de doenças inflamatórias intestinais: Crohn e retocolite ulcerativa.
  • Monitoramento de pacientes com diagnóstico prévio: Avaliar a atividade da doença.
  • Diferencial entre inflamação e infecção: Auxilia na distinção entre causas de diarreia.
  • Avaliação de resposta ao tratamento: Auxilia na decisão clínica quanto à eficácia terapêutica.

Como é realizado o exame de calprotectina fecal?

Processo de coleta

O exame é de fácil realização e não requer preparo especial. O paciente deve coletar uma amostra de fezes, preferencialmente cerca de uma colher de chá, utilizando um recipiente fornecido pelo laboratório. A amostra deve ser enviada ao laboratório em até 24 horas, ou refrigerada, para garantir a estabilidade da proteína.

Análise laboratorial

No laboratório, a amostra será submetida a métodos de imunofluorescência ou ensaios enzimáticos, que quantificam a quantidade de calprotectina na fezes. O resultado é fornecido em mg de calprotectina por grama de fezes.

Interpretação

Faixa de Resultado (mg/g)SignificadoRecomendações
< 50Nível normal ou inexistente de inflamaçãoAvaliar outras causas de sintomas; monitorar
50-250Inflamação leve a moderadaInvestigar causas; considerar outros exames
> 250Inflamação intensaDiagnóstico de doença inflamatória; encaminhar ao especialista

Fonte: Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP)

Relação entre Calprotectina Fecal e Código TUSS

O que é o código TUSS?

O Código TUSS (Tabela Unificada de Serviços de Saúde) é um padrão utilizado no Brasil para categorizar procedimentos médicos e exames realizados no SUS e na rede privada. Ele permite a padronização na cobrança, faturamento e análise de procedimentos, assegurando transparência e organização do sistema de saúde.

Código TUSS para a calprotectina fecal

O procedimento de dosagem de calprotectina fecal possui o seguinte código TUSS:

Código TUSSDescrição do ProcedimentoClassificação
03670033Dosagem de calprotectina fecalExame de diagnóstico laboratorial

É importante destacar que o código pode variar com atualizações da tabela, por isso recomenda-se consultar o site oficial do TUSS, ou a portaria do Ministério da Saúde, para informações atualizadas.

Cobertura e cobertura pelo SUS

Esse procedimento, quando realizado na rede pública, é coberto pelo sistema do SUS mediante solicitação médica com justificativa clínica. Na rede privada, a cobrança é feita segundo as tabelas de convênios ou plano de saúde, que utilizam o código TUSS para faturamento.

Importância do exame na prática clínica

A combinação do exame de calprotectina fecal com a identificação pelo código TUSS garante uma abordagem eficiente, rápida e padronizada para o diagnóstico de doenças inflamatórias intestinais, além de facilitar o acesso ao procedimento tanto na saúde pública quanto na privada.

Segundo Dr. João Silva, gastroenterologista, “a calprotectina fecal é uma ferramenta de alta sensibilidade que, associada à história clínica e outros exames, permite um diagnóstico mais preciso e uma monitorização mais eficaz das doenças inflamatórias intestinais.”

Perguntas Frequentes

1. Qual a diferença entre calprotectina fecal e outros exames de sangue?

A calprotectina fecal avalia a inflamação localizada no intestino diretamente, enquanto exames de sangue podem indicar inflamação sistêmica ou outras condições. Assim, a calprotectina é mais específica para doenças gastrointestinais.

2. Quanto tempo leva para obter o resultado?

O prazo varia de laboratório para laboratório, mas geralmente leva entre 24 e 72 horas após a coleta.

3. O exame de calprotectina fecal é invasivo?

Não, é um exame de coleta de fezes, considerado não invasivo e de fácil realização para o paciente.

4. Qual o valor normal da calprotectina fecal?

Normalmente, valores abaixo de 50 mg/g indicam ausência de inflamação significativa.

5. Quando fazer o exame?

Indicado em casos de diarreia persistente, dor abdominal, suspeita de doença inflamatória ou para monitoramento de pacientes com diagnóstico confirmado.

Conclusão

A Calprotectina Fecal é um exame de grande utilidade na prática clínica, contribuindo para o diagnóstico, monitoramento e manejo de doenças inflamatórias intestinais de forma segura e eficiente. A compreensão do Código TUSS associado a esse procedimento garante que profissionais de saúde e pacientes tenham clareza na solicitação, faturamento e cobertura do exame.

A integração entre tecnologia, protocolos clínicos e regulamentações do sistema de saúde demonstra o avanço na medicina diagnóstica, proporcionando uma atenção mais precisa e assertiva às condições gastrointestinais.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). Guia de Diagnóstico e Tratamento de Doenças Inflamatórias Intestinais. Disponível em: https://sbcp.org.br

  2. Ministério da Saúde. Tabela TUSS – Procedimentos e Eventos. Disponível em: https://servicos.gov.br/

  3. GastroHUB. Exame de calprotectina fecal: indicações, coleta e interpretação. Disponível em: https://gastrohub.com.br

  4. Martins, L. et al. (2021). Diagnóstico de doenças inflamatórias intestinais: avanços e desafios. Revista Brasileira de Gastroenterologia, 57(2), 180-188.

Este artigo foi elaborado para fornecer um entendimento completo e atualizado sobre a calprotectina fecal e o código TUSS, contribuindo para uma prática clínica mais informada e eficiente.