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Cálculo Renal: Códigos CID 10, Diagnóstico e Tratamento

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O cálculo renal, também conhecido como pedra nos rins, é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Caracterizada pela formação de concretos sólidos de minerais e sais ácidos no aparelho urinário, essa condição pode provocar dores intensas, infecções e complicações se não for devidamente tratada. Para facilitar o diagnóstico, registro de dados e tratamentos adequados, o Sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID) fornece códigos específicos. Este artigo abordará detalhadamente o cálculo renal, as informações relacionadas ao CID 10, além de oferecer orientações sobre diagnóstico, tratamento, perguntas frequentes e referências relevantes.

O que é CID 10 e sua importância no diagnóstico?

CID 10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão) é um sistema padrão utilizado globalmente para classificar doenças, condições clínicas e problemas de saúde relacionados. Ele é fundamental para registros estatísticos, seguros de saúde, pesquisas clínicas e orientações médicas. No caso do cálculo renal, o código CID 10 permite uma padronização do diagnóstico, facilitando a comunicação entre profissionais de saúde e garantindo tratamentos apropriados.

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Códigos CID 10 relacionados ao cálculo renal

O CID 10 possui diversos códigos que representam diferentes condições relacionadas ao cálculo renal. A seguir, apresentamos uma tabela com os códigos mais utilizados:

Código CID 10DescriçãoObservações
N20.0Cálculo de rimPedra nos rins (litíase renal)
N20.1Cálculo de ureterPedra no ureter (litíase ureteral)
N20.2Cálculo de outra porção do trato urinárioPedra na bexiga ou na bexiga urinária
N20.9Cálculo do trato urinário, não especificadoPedra no trato urinário sem especificação clara

Importante: Cada código reflete uma localização ou característica específica do cálculo ou da litíase.

Diagnóstico de cálculo renal

Como os médicos identificam a presença de cálculos renais?

O diagnóstico do cálculo renal envolve uma combinação de exames clínicos e de imagem, tais como:

  • Histórico Clínico: investigação de episódios anteriores, sintomas e fatores de risco.
  • Exame físico: observação de dor, sensibilidade abdominal ou lombar.
  • Exames de sangue: para verificar alterações nos níveis de cálcio, uréia, creatinina, entre outros.
  • Exames de urina: análise de sedimentos, sangue ou minerais presentes na urina.
  • Exames de imagem:
  • Tomografia computadorizada (TC) sem contraste: considerado o método mais preciso.
  • Ultrassonografia renal: útil na avaliação inicial.
  • Radiografia abdominal: pode identificar cálculos radio-ducais, embora nem todos sejam visíveis.

Tratamento do cálculo renal

O tratamento varia conforme o tamanho, localização, composição da pedra e sintomas apresentados. As opções incluem:

  • Hidratação adequada: para ajudar na passagem da pedra.
  • Medicamentos: analgésicos, alfa-bloqueadores (para facilitar a eliminação dos cálculos), medicamentos específicos para reduzir a formação de pedras.
  • Litotripsia extracorpórea: utilização de ondas de choque para fragmentar as pedras.
  • Procedimentos cirúrgicos:
  • Nefrolitotomia percutânea: remoção de cálculos grandes.
  • Ureteroscopia: remoção ou fragmentação de cálculos no ureter ou rim.
  • Cirurgia aberta: em caso de cálculos complexos ou complicações.

Para mais detalhes, acesse Sociedade Brasileira de Nefrologia.

Prevenção do cálculo renal

Prevenir a formação de cálculos é fundamental. Recomenda-se:

  • Manter-se bem hidratado, ingerindo ao menos 2 litros de água por dia.
  • Alimentar-se com uma dieta equilibrada, evitando excesso de sal, proteínas animais e alimentos ricos em oxalato.
  • Controlar condições clínicas como hiperparatireoidismo, infecções do trato urinário ou doenças metabólicas.
  • Realizar exames periódicos, especialmente se houver histórico familiar de pedras nos rins.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. Quais são os principais sintomas do cálculo renal?

Os sintomas mais comuns incluem dor intensa e súbita na região lombar ou abdominal (dor em cólica renal), sangue na urina, náuseas, vômitos e frequência ou ardência ao urinar.

2. Quem está mais propenso a desenvolver cálculos renais?

Fatores de risco incluem história familiar, desidratação, obesidade, consumo excessivo de proteínas animais, infecções do trato urinário e algumas condições metabólicas.

3. Como é feito o tratamento em casa?

Para casos leves, a hidratação constante, uso de analgésicos prescritos e repouso podem aliviar os sintomas até a passagem da pedra. Entretanto, qualquer dúvida ou agravamento deve ser avaliado por um médico.

4. Quais exames são indicados após o tratamento?

Após a eliminação ou remoção da pedra, recomenda-se acompanhamento com exames de urina, sangue e, se necessário, ultrassonografia, visando prevenir recidivas.

5. É possível evitar que as pedras retornem?

Sim, com mudanças na alimentação, aumento na ingestão de líquidos e acompanhamento médico regular, é possível reduzir a recorrência de cálculos.

Conclusão

O cálculo renal é uma condição comum e que pode gerar desconforto significativo, além de potenciais complicações se não for tratada adequadamente. A correta classificação pelo CID 10 auxilia na padronização do diagnóstico, facilitando a obtenção de tratamentos eficazes. Os avanços tecnológicos e as estratégias preventivas têm contribuído para uma melhora nos índices de cura e na qualidade de vida dos pacientes.

Se suspeitar de cálculo renal ou já tiver um diagnóstico confirmado, procure um profissional de saúde para avaliação detalhada e orientação adequada. A conscientização sobre fatores de risco, a adesão ao tratamento e mudanças no estilo de vida são essenciais para evitar recidivas e garantir a saúde do trato urinário.

Referências

  1. World Health Organization. Classificação Internacional de Doenças – CID. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
  2. Sociedade Brasileira de Nefrologia. Litíase renal. Disponível em: https://www.sbn.org.br
  3. Sociedade Brasileira de Urologia. Guia de tratamento de cálculos renais. Disponível em: https://www.sbu.org.br

Este artigo visa oferecer informações educativas e não dispensa a consulta médica especializada para diagnóstico e tratamento específicos.