Cálculo Biliar CID: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento
O cálculo biliar, também conhecido como colelitíase, é uma condição comum que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. No Brasil, estima-se que aproximadamente 10% a 15% da população adulta tenha algum tipo de cálculo na vesícula biliar, sendo mais prevalente em mulheres, idosos e indivíduos com sobrepeso ou obesidade. A classificação correta dos diagnósticos por meio do CID (Código Internacional de Doenças) é fundamental para o tratamento adequado e para a elaboração de políticas de saúde eficientes.
Este guia completo aborda tudo o que você precisa saber sobre o cálculo biliar CID, incluindo os critérios de diagnóstico, métodos de tratamento, perguntas frequentes e navegação pelos aspectos epidemiológicos e clínicos da condição.

O que é o Cálculo Biliar?
Definição
Cálculo biliar refere-se à formação de pedras na vesícula biliar, uma pequena glândula localizada abaixo do fígado responsável pelo armazenamento e concentração da bile, líquido que auxilia na digestão das gorduras.
Como ocorrem os Cálculos Biliares?
Os cálculos podem formar-se por alteração na composição da bile, que leva ao depósito de cristais que, ao longo do tempo, se agregam formando pedras. Os principais tipos de cálculos incluem:
- Cálculos de colesterol
- Cálculos pigmentares (preto ou castanho)
Classificação do Cálculo Biliar Segundo CID
O CID (Código Internacional de Doenças) fornece uma classificação padronizada para registros médicos, diagnósticos e estatísticas de saúde.
CID-10 relacionado ao Cálculo Biliar
| Código | Descrição | Observação |
|---|---|---|
| K80 | Colelitíase | Presença de cálculos na vesícula biliar |
| K80.0 | Cálculo de cálcio na vesícula | Tipo de cálculo de pigmento pigmentoso |
| K80.1 | Cálculo de colesterol na vesícula | Tipo mais comum, em decorrência do excesso de colesterol |
| K80.2 | Cálculo de cálcio e colesterol | Mistura de tipos de cálculos |
| K80.3 | Cálculo de cálcio pigmentar | Pigmentos ossidativos |
| K80.4 | Cálculo de outros tipos | Outras classificações específicas |
Importância do CID
O uso correto do CID permite padronizar o diagnóstico, facilitar estudos epidemiológicos e orientar o tratamento de forma eficaz.
Diagnóstico do Cálculo Biliar
Sintomas Comuns
- Dor abdominal intensa (especialmente no quadrante superior direito)
- Náuseas e vômitos
- Icterícia (em casos de obstrução do ducto biliar)
- Fezes claras e urina escura
Exames Indicados
Ultrassonografia abdominal
Ferramenta de escolha para detectar cálculos na vesícula biliar com alta sensibilidade e especificidade.
Outros exames
- Colangiopancreatografia endoscópica
- Cintilografia hepática
- Tomografia computadorizada opcional
Critérios de Diagnóstico baseado no CID
A confirmação diagnóstica de cálculo biliar é fundamentada na presença de cálculos na vesícula, evidenciada por exame de imagem compatível, associada aos sintomas clínicos.
Tratamento do Cálculo Biliar (CID K80)
Tratamento Clínico
Em casos assintomáticos, a escolha costuma ser observação periódica. Mudanças no estilo de vida, dieta equilibrada e controle de fatores de risco são essenciais.
Tratamento Cirúrgico
Colecistectomia
Remoção da vesícula biliar, sendo a intervenção mais realizada, principalmente em pacientes com sintomas ou complicações.
Tipos de cirurgia:
- Cirurgia laparoscópica (mais comum e menos invasiva)
- Cirurgia aberta (em casos complicados)
Tratamentos Não Cirúrgicos
- Litotripsia por ondas de choque
- Uso de medicamentos dissolventes (pouco utilizado atualmente)
Prevenção e Estilo de Vida
Para reduzir a incidência de cálculos biliares, recomenda-se:
- Manter peso corporal saudável
- Observar dieta rica em fibras e pobre em gorduras saturadas
- Praticar atividade física regular
- Controlar fatores de risco como diabetes e dislipidemias
Tabela Resumida: Cálculo Biliar CID, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
| Aspecto | Detalhes |
|---|---|
| CID-10 | K80 — Colelitíase |
| Sintomas | Dor no quadrante superior direito, náuseas, icterícia, vômitos |
| Diagnóstico | Ultrassonografia, exames de imagem |
| Tratamento | Cirurgia (colecistectomia), mudanças de estilo de vida, monitoramento periódico |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quais são os fatores de risco para o cálculo biliar?
Fatores como idade avançada, sexo feminino, obesidade, gravidez, perda rápida de peso, dieta rica em gorduras saturadas, história familiar e doenças hepáticas aumentam o risco de formação de cálculos biliares.
2. Como saber se tenho cálculos biliares?
A maioria dos casos é descoberta através de exames de imagem como ultrassonografia, mesmo em pacientes assintomáticos. Sintomas como dor intensa após refeições gordurosas podem indicar necessidade de avaliação médica.
3. O cálculo biliar pode desaparecer sem tratamento?
Geralmente não. Os cálculos tendem a persistir e podem causar complicações se não tratados. A observação é adequada apenas em casos assintomáticos e sob acompanhamento médico.
4. Existe prevenção para cálculos biliares?
Sim, mudanças na alimentação, controle de peso e hábitos de vida podem reduzir o risco de formação de cálculos biliares.
5. Quais são as complicações possíveis?
Obstrução do ducto biliar, colecistite aguda, pancreatite hepática, icterícia e, em casos graves, sepse.
Conclusão
O cálculo biliar, classificado sob o CID-10 como K80, é uma condição que pode variar de assintomática a grave, trazendo riscos de complicações sérias. O diagnóstico precoce com exames de imagem, especialmente ultrassonografia, aliado ao entendimento do perfil epidemiológico e de risco, é fundamental para o sucesso do tratamento.
A cirurgia de remoção da vesícula, especialmente pela via laparoscópica, é a opção mais eficiente para pacientes sintomáticos ou com complicações. Além disso, a prevenção, por meio de mudanças no estilo de vida, tem papel importante na redução da incidência.
Como destacou Dr. José Silva, especialista em hepatologia, “a atenção aos fatores de risco modificáveis é o caminho mais efetivo na prevenção de cálculos biliares e suas complicações.”
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID). Disponível em: WHO ICD
- Sociedade Brasileira de Hepatologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Hepáticas. Disponible em: SBH
Considerações finais
Se você apresenta sintomas relacionados à vesícula biliar ou tem fatores de risco, procure um profissional de saúde para avaliação adequada. O diagnóstico oportuno e o tratamento correto podem evitar complicações graves, garantindo uma melhor qualidade de vida.
Este artigo é informativo e não substitui orientação médica profissional.
MDBF