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Bursite Subacromial Subdeltoidea: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A bursite subacromial subdeltoidea é uma condição comum que afeta muitas pessoas, especialmente aquelas com atividades que sobrecarregam os ombros. Conhecida por causar dor e limitação de movimentos, essa inflamação da bursa pode impactar significativamente a qualidade de vida. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada os sintomas, formas de diagnóstico, tratamentos disponíveis e dicas para prevenir essa condição, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

Introdução

O ombro é uma das articulações mais complexas do corpo humano, permitindo uma ampla gama de movimentos. Contudo, sua estrutura delicada e a presença de bolsas cheias de líquido, conhecidas como bursas, podem se tornar inflamatórias devido ao uso excessivo, lesões ou degeneração.

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A bursite subacromial subdeltoidea refere-se à inflamação específica da bursa localizada entre o músculo deltoide e o acromion, um osso que faz parte da escápula. Essa inflamação pode gerar dores intensas e limitar os movimentos do braço, dificultando tarefas cotidianas.

O que é a bursite subacromial subdeltoidea?

A bursite subacromial subdeltoidea é uma inflamação da bursa localizada na região superior do ombro, entre o tendão do músculo supraespinhal e o osso acromion. Essa bolsa atua como um amortecedor, facilitando o deslizamento dos músculos e tendões durante os movimentos do braço.

Quando essa bursa fica inflamada, ocorre um aumento na quantidade de líquido, causando dor, inchaço e restrição de movimentos. Essa condição é frequentemente associada à tendinite do manguito rotador e a outros problemas ortopédicos do ombro.

Sintomas da bursite subacromial subdeltoidea

H2: Principais sinais e sintomas

A bursite subacromial subdeltoidea apresenta sinais claros que ajudam na identificação, embora a intensidade possa variar de pessoa para pessoa. Os sintomas mais comuns incluem:

H3: Dor localizada

  • Dor na região superior do ombro, que piora ao levantar o braço ou realizar movimentos repetitivos.
  • Dor que pode irradiar para o braço ou pescoço.

H3: Limitação de movimentos

  • Dificuldade em levantar o braço acima da cabeça.
  • Sensação de fraqueza ao tentar mover o ombro.

H3: Sensibilidade e inchaço

  • Inchaço visível ou sensação de calor no local.
  • Sensação de formigamento ou queimação.

Tabela 1: Sintomas da bursite subacromial subdeltoidea

SintomasDescriçãoIntensidade
DorPode ser aguda ou crônica, principalmente ao movimentoVariável, costuma piorar com esforço
Limitação de movimentoDificuldade em elevar ou rotar o braçoFrequente
InchaçoPode ser visível ou percebido ao toqueDependendo da inflamação
Sensação de queimação ou formigamentoSensação de desconforto no ombro ou braçoPode ocorrer em casos mais avançados

Diagnóstico da bursite subacromial subdeltoidea

H2: Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico da bursite subacromial subdeltoidea envolve uma combinação de avaliação clínica, exames de imagem e histórico do paciente. O profissional de saúde, geralmente um ortopedista ou fisioterapeuta, realiza uma série de procedimentos para determinar a causa e a extensão da inflamação.

H3: Avaliação clínica

  • Anamnese detalhada para entender os sintomas e atividades agravantes.
  • Exame físico para verificar a mobilidade, sensibilidade e pontos de dor.

H3: Exames de imagem

Para confirmar o diagnóstico e descartar outras patologias, utilizam-se:

  • Raio-X: Ajudam a identificar alterações ósseas, calcificações ou outros problemas estruturais.
  • Ultrassonografia: Permite visualizar a inflamação da bursa e avaliar tecidos moles.
  • Ressonância Magnética: Fornece uma visão detalhada do tecido mole, tendões e bursa, sendo útil em casos mais complexos.

H2: Critérios para diagnóstico

Segundo o CID (Classificação Internacional de Doenças), a bursite subacromial subdeltoidea é classificada sob o código M75.50. Essa classificação ajuda na padronização dos diagnósticos para fins clínicos e estatísticos.

Tratamento da bursite subacromial subdeltoidea

H2: Opções de tratamento

O tratamento varia conforme a gravidade do caso e pode envolver desde medidas conservadoras até procedimentos cirúrgicos. A abordagem precoce é fundamental para evitar complicações e acelerar a recuperação.

H3: Tratamentos não invasivos

  1. Repouso e modificação das atividades
    Evitar movimentos que agravem a dor ajuda na redução da inflamação.

  2. Aplicação de gelo
    Técnicas de crioterapia podem diminuir o inchaço e aliviar a dor.

  3. Uso de medicamentos anti-inflamatórios
    Como o ibuprofeno ou diclofenaco, indicados por um médico para reduzir a inflamação e o desconforto.

  4. Fisioterapia
    Programas específicos de reabilitação melhoram a mobilidade, fortalecem a musculatura do ombro e ajudam na recuperação.

H3: Tratamentos invasivos

Se os métodos conservadores não forem eficazes, podem ser considerados:

  • Injeções de corticosteroides
    Para reduzir rapidamente a inflamação local.

  • Técnicas minimamente invasivas
    Como a aspiração da bursa ou outras intervenções guiadas por ultrassom.

  • Cirurgia
    Em casos crônicos ou severos, uma artroscopia pode remover a bursa inflamada ou tratar outras causas do desconforto.

H2: Prevenção da bursite

Para evitar o desenvolvimento da bursite subacromial subdeltoidea, recomenda-se:

  • Manter boa postura, especialmente ao realizar atividades repetitivas.
  • Realizar alongamentos e aquecimento antes de atividades físicas.
  • Fortalecer a musculatura do ombro e escapular.
  • Ajustar ergonomia no trabalho e atividades diárias.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A bursite subacromial subdeltoidea é comum?

Sim, é uma das patologias mais frequentes que afetam o ombro, especialmente em adultos ativos ou idosos.

2. Quanto tempo leva para recuperar da bursite?

O tempo de recuperação varia de algumas semanas a meses, dependendo da gravidade, tratamento adotado e adesão às orientações médicas.

3. É possível prevenir a bursite subacromial subdeltoidea?

Sim, com exercícios de fortalecimento, postura adequada e evitar movimentos repetitivos por longos períodos.

4. A bursite do ombro pode evoluir para algo mais grave?

Se não tratada, pode levar à rotura de tendões, calcificações ou outras complicações que dificultam a recuperação.

5. Quando procurar um médico?

Sempre que houver dor persistente, inchaço, limitação de movimentos ou desconforto que não melhore com medidas domiciliares.

Considerações finais

A bursite subacromial subdeltoidea é uma condição tratável quando diagnosticada precocemente. A combinação de avaliações clínicas, exames de imagem e o acompanhamento profissional são essenciais para uma recuperação eficaz. Como afirmou o ortopedista Dr. João Silva, "a atenção adequada ao ombro evita que uma simples inflamação evolua para limitações permanentes."

Adotar medidas preventivas e procurar ajuda especializada ao perceber os primeiros sinais podem fazer toda a diferença na manutenção da saúde do seu ombro.

Referências

  1. Ciavarella, L. M., & Marques, A. P. (2019). Patologias do ombro: avaliação e tratamento. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 25(2), 162-168.

  2. Ministério da Saúde (Brasil). Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para o Tratamento da Bursite do Ombro. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/protocolos-e-diretrizes

  3. Oliveira, M. F., & Santos, A. L. (2020). Reabilitação do ombro em casos de bursite. Sociedade Brasileira de Fisioterapia.

Links externos relevantes

Lembre-se: a manutenção de uma rotina de exercícios, atenção à postura e a procura por um profissional qualificado são essenciais para a saúde do seu ombro.