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Bradicardia: O Que É, Sintomas e Tratamentos Explicados

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A saúde do coração é fundamental para o bem-estar geral do corpo humano. Entre as diversas condições que podem afetar o funcionamento do coração, a bradicardia é uma das menos conhecidas, mas que pode apresentar riscos sérios se não for devidamente acompanhada e tratada. Este artigo tem como objetivo explicar de forma clara e detalhada o que é a bradicardia, os seus sintomas, causas, tratamentos disponíveis e responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

Seja você paciente, familiar ou profissional de saúde, entender a bradicardia é essencial para identificar precocemente os sinais e buscar orientação especializada.

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O que é a Bradicardia?

Definição de Bradicardia

A bradicardia é uma condição cardíaca caracterizada por uma frequência cardíaca mais lenta que o normal. Em adultos, considera-se bradicardia quando a frequência do coração está abaixo de 60 batimentos por minuto (bpm). Esse ritmo mais lento pode ser normal em indivíduos bem-informados, como atletas de alta performance, ou indicar problemas no sistema elétrico do coração.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a bradicardia pode ser definida como uma frequência cardíaca abaixo de 60 bpm, mas a sua gravidade depende de sintomas e da causa subjacente.

Como o coração funciona normalmente?

O coração funciona como uma bomba que garante a circulação do sangue, levando oxigênio e nutrientes para todo o organismo. Seus batimentos são controlados por impulsos elétricos gerados no nódulo sinoauricular, localizado no átrio direito do coração. Esses impulsos percorrem as câmaras do coração, fazendo-o contrair e garantir o fluxo sanguíneo adequado.

Citação:

“O funcionamento adequado do coração depende de um sistema elétrico eficiente, e qualquer alteração nesse sistema pode comprometer toda a circulação sanguínea.” — Dr. João Silva, cardiologista especialista em arritmias.

Causas da Bradicardia

Causas comuns de bradicardia

A bradicardia pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo:

CausaDescrição
EnvelhecimentoProcesso natural que pode afetar o sistema elétrico do coração
Doenças do coraçãoInfarto, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana
Problemas nos sinais elétricosDisfunção do nódulo sinoatrial, bloqueios cardíacos
Uso de medicamentosBeta-bloqueadores, digoxina e outros medicamentos que desaceleram o coração
Condições neurológicasHipotireoidismo, distúrbios do sistema nervoso autônomo
Condições genéticasSíndromes que afetam o sistema elétrico do coração

fatores de risco

Alguns fatores podem aumentar a chance de desenvolver bradicardia, tais como:

  • Idade avançada
  • Uso de medicamentos que reduzem a frequência cardíaca
  • Doenças pulmonares
  • Distúrbios eletrolíticos
  • Histórico familiar de problemas cardíacos

Sintomas da Bradicardia

Sintomas mais comuns

Nem toda bradicardia manifesta sintomas evidentes; muitos indivíduos podem conviver com uma frequência cardíaca baixa sem perceber. No entanto, quando os sintomas aparecem, podem indicar que a condição precisa de atenção médica rápida.

Entre os principais sintomas, destacam-se:

  • Cansaço excessivo
  • Tontura ou sensação de desmaio
  • Náusea
  • Palpitações
  • Falta de ar
  • Desaceleração repentina do coração
  • Perda de consciência ( síncope )

Quando procurar um médico?

Se você sentir qualquer um desses sintomas, especialmente de forma recorrente, é fundamental procurar um cardiologista para avaliação. Sintomas graves, como desmaios frequentes ou sensação de fraqueza intensa, exigem atenção emergencial.

Diagnóstico da Bradicardia

Exames utilizados

Para determinar a presença e a causa da bradicardia, o médico pode solicitar:

  • Eletrocardiograma (ECG): procedimento padrão para avaliar o ritmo cardíaco
  • Holter 24 horas: monitoramento contínuo do ritmo cardíaco por um dia ou mais
  • Teste de esforço: avalia a resposta do coração ao exercício
  • Ecocardiograma: realiza a avaliação estrutural do coração
  • Exames laboratoriais: perfiis que indicam hipó thyroidismo, eletrólitos ou outras condições relacionadas

Como interpretar os resultados

A interpretação dos exames ajuda a determinar se a bradicardia é fisiológica (normal, como em atletas) ou patológica, que requer tratamento específico.

Tratamentos para Bradicardia

abordagem geral

O tratamento depende da causa subjacente, da gravidade dos sintomas e do risco de complicações. Algumas condições de bradicardia podem requerer intervenção medicamentosa, enquanto outras podem ser observadas com acompanhamento regular.

Opções de tratamento

Medicamentos

Em alguns casos, a bradicardia é causada por medicamentos e a solução pode envolver a suspensão ou substituição dessas drogas sob supervisão médica.

Mudanças de estilo de vida

Para casos leves e assintomáticos, recomenda-se a adoção de hábitos saudáveis, como atividade física regular (supervisionada), alimentação balanceada e controle do estresse.

Dispositivo de estimulação elétrica ( Marcapasso)

Para casos moderados a graves, especialmente aqueles com bloqueios cardíacos ou disfunções do sistema elétrico, a implantação de um marcapasso é o tratamento recomendado. O marcapasso é um dispositivo que envia impulsos elétricos para estimular o coração a bater normalmente.

Tabela comparativa: Tratamentos para Bradicardia

Tipo de tratamentoIndicaçãoVantagensDesvantagens
MedicamentosQuando a causa é farmacológicaRevisão rápidaPode não resolver a causa definitiva
Estilo de vidaCasos leves e assintomáticosNão invasivoRequer mudanças constantes
MarcapassoBradicardias graves ou bloqueiosPermite ritmo normalCirurgia de implantação, riscos associados

Considerações finais

Em casos de bradicardia sintomática ou grave, a prioridade é a implantação de um marcapasso, procedimento seguro e com alta taxa de sucesso. Para casos leves ou assintomáticos, a observação e mudanças no estilo de vida podem ser suficientes.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A bradicardia é sempre perigosa?
Não, se for fisiológica ou assintomática, geralmente não representa risco. Contudo, a bradicardia sintomática pode indicar anormalidades que precisam de atenção médica.

2. Quem são os mais propensos a desenvolver bradicardia?
Atletas em alta performance, idosos e indivíduos com histórico familiar de problemas cardíacos estão mais propensos.

3. Como prevenir a bradicardia?
Manter hábitos de vida saudáveis, controlar doenças como hipertensão e hipotireoidismo, evitar o uso inadequado de medicamentos e realizar acompanhamento periódico com cardiologista.

4. Posso viver normalmente com bradicardia?
Sim, especialmente se for fisiológica ou assintomática. Caso contrário, o acompanhamento e tratamento adequados permitem uma vida normal.

Conclusão

A bradicardia é uma condição que envolve uma frequência cardíaca inferior a 60 bpm, podendo ser uma resposta adaptativa ou indicar problemas no sistema elétrico do coração. Sua atenção e tratamento precoces são essenciais para evitar complicações sérias, como síncope ou parada cardíaca.

Se você apresenta sintomas ou tem fatores de risco, procure um cardiologista para avaliação detalhada. A detecção precoce e o tratamento adequado garantem uma melhor qualidade de vida e a manutenção da saúde do coração.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de avaliação de risco cardiovascular. Sociedade Brasileira de Cardiologia; 2022.
  2. American Heart Association. Arrhythmias: Bradycardia. Disponível em: https://www.heart.org
  3. Ministério da Saúde. Manual de Cardiologia. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.

Se precisar de mais informações ou assistência especializada, consulte um cardiologista. Cuidar do coração é investir na sua saúde e bem-estar!