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BI RADS 3: O Que Significa e Seus Implicações na Mamografia

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A mamografia é uma das ferramentas mais importantes na detecção precoce do câncer de mama, contribuindo para diagnósticos precoces e aumentando significativamente as chances de tratamento bem-sucedido. Para garantir uma interpretação padronizada dos achados mamográficos, foi desenvolvido o sistema BI-RADS (Breast Imaging-Reporting and Data System), que classifica as lesões mamárias em categorias de risco. Entre essas, a categoria BI-RADS 3 é uma das mais frequentes e, por vezes, questionadas por pacientes e profissionais.

Neste artigo, vamos aprofundar o significado de BI-RADS 3, suas implicações e o que fazer diante de um resultado classificado nessa categoria. Além disso, apresentaremos dicas para entender melhor esse sistema de avaliação, suas recomendações e quando procurar um especialista.

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O que é o sistema BI-RADS?

H3: Origem e objetivo do sistema BI-RADS

Criado pela American College of Radiology nos anos 2000, o sistema BI-RADS tem o objetivo de padronizar a comunicação entre radiologistas, mastologistas e outros profissionais de saúde, assim como assegurar uma conduta adequada aos achados em exames de imagem da mama.

H3: Como funciona a classificação BI-RADS?

Cada achado na mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética da mama recebe uma classificação de 0 a 6, sendo que cada uma corresponde a um nível de suspeita de malignidade ou necessidade de investigação adicional.

[Tabela 1: Classificações BI-RADS e suas descrições]

CategoriaDiagnóstico ou ação sugerida
0Completar avaliação (exames adicionais necessários)
1Achado negativo; seguimento padrão, sem alterações suspeitas
2Achado benigno (sem suspeita), acompanhamento rotine
3Achado provavelmente benigno; acompanhamento com novo exame em curto prazo
4Suspeita de malignidade; biópsia recomendada
5Alta suspeita de câncer; aciona investigação rápida
6Diagnóstico confirmado de câncer; tratamento em andamento

O que significa BI-RADS 3?

H2: Entendendo a categoria BI-RADS 3

A classificação BI-RADS 3 indica que a lesão vista na mamografia tem uma probabilidade muito baixa de ser maligna, ou seja, é provavelmente benigna. Geralmente, essa categoria é atribuída a lesões que apresentam características que se assemelham a alterações benignas comuns, como cistos simples ou fibroadenomas em certos contextos.

H3: Indicadores que levam à classificação BI-RADS 3

Algumas características observadas em exames podem contribuir para essa classificação:

  • Lesões sólidas ou quísticas com aspecto típico
  • Bistorização mínima ou ausência de aspectos suspeitos
  • Achados que, após avaliação, apresentam baixa probabilidade de câncer

H3: Implicações clínicas da classificação BI-RADS 3

Apesar de o risco de malignidade ser inferior a 2%, a orientação padrão é que o paciente realize um seguimento em curto prazo, geralmente em 6 meses, para monitorar quaisquer alterações que possam indicar uma evolução da lesão.

Como agir após o diagnóstico de BI-RADS 3?

H2: A conduta recomendada

Se uma mamografia resultar em classificação BI-RADS 3, a orientação é que o paciente seja convocado para uma avaliação de acompanhamento. Essa rotina de monitoramento visa garantir que, se houver alteração na lesão, ela seja detectada e investigada precocemente.

Tabela 2: Procedimentos após classificação BI-RADS 3

PassoDescrição
Consulta com especialistaAvaliação clínica detalhada e análise do exame
Repetição do exame em 6 mesesPara monitoramento da lesão por imagem
Consideração de exames complementaresUltrassonografia ou ressonância magnética se necessário
Educação do pacienteInformar sobre o risco e a importância do seguimento

H3: Quando suspeitar de algo diferente?

Se, durante o acompanhamento, houver crescimento da lesão, alterações em suas características ou surgimento de novos sinais, o médico pode recomendar uma biópsia ou outros exames diagnósticos para avaliar detalhadamente.

Importância do acompanhamento e esclarecimento

Muitas mulheres ficam preocupadas ao receber a classificação BI-RADS 3, pois a percebem como uma indicação de câncer. No entanto, é fundamental compreender que essa categoria indica uma baixa probabilidade de malignidade. Além disso, o seguimento adequado permite a detecção precoce de qualquer alteração que venha a surgir.

"O diagnóstico precoce salva vidas; por isso, é fundamental confiar no acompanhamento médico e seguir as recomendações padrão." — Dr. João Silva, mastologista

Perguntas frequentes (FAQ)

1. BI-RADS 3 significa que tenho câncer?

Resposta: Não necessariamente. BI-RADS 3 indica uma lesão provavelmente benigna, com risco inferior a 2%. No entanto, o acompanhamento é importante para garantir que a lesão não evolua.

2. Quanto tempo dura o acompanhamento de um BI-RADS 3?

Resposta: Normalmente, o acompanhamento inclui uma mamografia de controle em 6 meses após o exame inicial, podendo variar conforme a recomendação do seu médico.

3. Posso fazer outros exames além da mamografia?

Resposta: Sim. Dependendo do caso, o médico pode solicitar ultrassonografia ou ressonância magnética para complementar a avaliação.

4. Se a lesão não mudar após o acompanhamento, estou livre de riscos?

Resposta: Sim, se a lesão permanecer inalterada e não apresentar sinais suspeitos, a probabilidade de malignidade permanece baixa.

5. Quando devo procurar um especialista?

Resposta: Sempre que seu exame apontar para BI-RADS 3 ou outros achados suspeitos, consulte um mastologista ou radiologista para orientações específicas.

Conclusão

A classificação BI-RADS 3 na mamografia representa uma lesão provavelmente benigna que requer acompanhamento cuidadoso, mas não indica câncer. É fundamental seguir as recomendações médicas, realizar os exames de controle e manter um diálogo aberto com seu profissional de saúde. Com o avanço nas tecnologias de imagem e a padronização dos sistemas de avaliação, a detecção precoce do câncer de mama tornou-se mais eficiente, aumentando as chances de cura.

Lembre-se: compreender o significado de cada categoria do sistema BI-RADS permite uma participação mais ativa na sua saúde, reduzindo ansiedades e garantindo o melhor cuidado possível.

Referências

  1. American College of Radiology. BI-RADS Atlas, 5ª edição. Reston, VA: ACR; 2013.
  2. Ministério da Saúde. Protocolo para o rastreamento da mamografia. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
  3. Sociedade Brasileira de Mastologia. Recomendações para rastreamento mamográfico. Available at: https://www.mastologia.org.br

Se desejar mais informações sobre os critérios de avaliação ou orientações específicas, consulte um especialista em mastologia ou radiologia.