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Bartholinite Cid: Como Diagnosticar e Tratar Essa Condição

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A bartholinite é uma inflamação da glândula de Bartholin, localizada em ambos os lados da vulva, próxima à abertura vaginal. Quando não tratada adequadamente, essa condição pode gerar desconforto, dor intensa, e, em casos mais graves, levar a complicações como abscessos ou infecções recorrentes. Muitas mulheres têm dúvidas sobre como identificar essa condição, como ela é relacionada ao código CID, e qual o tratamento mais indicado.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada a definição de bartholinite, suas causas, sintomas, como o diagnóstico é feito, além de apresentar as opções de tratamento disponíveis. Também respondemos às perguntas mais frequentes e disponibilizamos informações essenciais para quem busca compreender melhor essa condição. Nosso objetivo é fornecer um conteúdo completo, otimizado para SEO, para orientar mulheres e profissionais de saúde na compreensão e manejo da bartholinite pelo código CID.

bartholinite-cid

O que é a Bartholinite?

Definição

A bartholinite é uma inflamação ou infecção da glândula de Bartholin, que fica na região vulvar, em ambos os lados da entrada da vagina. Essa glândula tem a função de produzir uma secreção que lubrifica a região durante o ato sexual. Quando ocorre um bloqueio do ducto dessa glândula, ela pode ficar inflamadas ou infectadas, levando ao desenvolvimento de uma abscesso, conhecido popularmente como "inchaço" ou "bolha".

Causas da Bartholinite

A infecção que leva à bartholinite geralmente é causada por bactérias que podem ascender pela uretra ou pela área ao redor, incluindo:

  • Staphylococcus aureus
  • Escherichia coli
  • Neisseria gonorrhoeae
  • Chlamydia trachomatis

Além das infecções bacterianas, fatores como trauma, higiene inadequada, ou doenças sexualmente transmissíveis podem predispor o surgimento da inflamação.

Como Diagnosticar a Bartholinite

Sintomas Comuns

Os sinais e sintomas mais frequentes incluem:

  • Inchaço e vermelhidão na região vulvar
  • Dor ou desconforto ao caminhar, sentar ou durante o ato sexual
  • Sensação de calor ou pressão na área afetada
  • Presença de um nódulo ou cisto que pode evoluir para abscesso
  • Febre em casos mais graves

Diagnóstico Médico

O diagnóstico de bartholinite é realizado clinicamente pelo ginecologista ou profissional de saúde, através de exame visual e palpação da região vulvar. Em alguns casos, pode ser solicitado:

Exame ou TesteObjetivo
Inspeção visual e palpaçãoConfirmar presença de inchaço, vermelhidão ou abscesso
Swab ou cultura da secreçãoIdentificar agente causador (bacteriano ou outro)
Exames de imagem (ultrassom)Avaliar se há formação de abscesso ou outras complicações

Código CID para Bartholinite

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID), a bartholinite corresponde ao código N75.0. Este código é utilizado para fins de rotulagem clínica e estatística de doenças relacionadas às glândulas de Bartholin.

Tratamento da Bartholinite CID

Tratamentos Clínicos

A abordagem terapêutica varia de acordo com a gravidade e a fase do quadro, podendo incluir:

  • Antibióticos: Indicados quando há infecção bacteriana comprovada ou suspeita
  • Analgésicos e anti-inflamatórios: Para aliviar a dor e reduzir a inflamação
  • Drenagem do abscesso: Procedimento realizado por profissional de saúde, geralmente sob anestesia local, para eliminar o pus acumulado

Cirurgias e Procedimentos

Se a bartholinite se tornar recorrente ou formar um abscesso de difícil controle, podem ser indicados procedimentos cirúrgicos mais definitivos, como:

ProcedimentoDescrição
MarsupializaçãoTécnica que cria uma abertura permanente na glândula de Bartholin
Vulvar glandectomyRemoção cirúrgica da glândula, em casos graves e recorrentes
Drenagem com bisturi ou agulhaRemoção do abscesso emergencialmente durante o quadro agudo

Cuidados e Dicas

  • Manter boa higiene íntima
  • Evitar traumas na região vulvar
  • Usar roupas confortáveis e de algodão
  • Buscar atendimento médico ao perceber sintomas iniciais

Prevenção

Embora a bartholinite nem sempre possa ser prevenida, medidas como práticas de higiene íntima, uso de preservativos, e acompanhamento ginecológico regular podem reduzir o risco de infecções recorrentes.

Tabela de Conduta para Tratamento da Bartholinite

FaseTratamentoObservações
Inflamação inicialAntibioticoterapia, higiene adequadaAvaliação médica é essencial
Abscesso presenteDrenagem, antibióticos, analgésicosProcedimento realizado por profissional
Caso recorrenteMarsupialização ou outros procedimentos cirúrgicosPara evitar recidiva

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A bartholinite é contagiosa?

Sim, a bartholinite pode ser causada por infecções sexualmente transmissíveis, como gonorreia ou clamídia, portanto, o uso de preservativos ajuda a prevenir o contato com agentes infecciosos.

2. Quanto tempo leva para curar a bartholinite?

O tempo de recuperação varia dependendo do tratamento e da gravidade. Uma inflamação simples pode melhorar em alguns dias com cuidados adequados, enquanto abscessos podem requerer intervenção cirúrgica e levar semanas para cicatrizar.

3. A bartholinite pode voltar?

Sim, a recorrência é comum, especialmente se fatores predisponentes não forem controlados. Nesses casos, procedimentos mais definitivos como a marsupialização podem ser recomendados pelo médico.

4. É possível prevenir a bartholinite?

Embora não haja uma prevenção garantida, hábitos de higiene, uso de preservativo, e acompanhamento ginecológico ajudam a reduzir o risco.

5. A inflamação na glândula de Bartholin pode evoluir para câncer?

Raramente, a inflamação recorrente pode estar relacionada a alterações que requerem avaliação especializada, mas a maioria das bartholinites não evolui para câncer.

Conclusão

A bartholinite é uma condição comum que pode causar desconforto significativo, mas com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos casos consegue uma resolução satisfatória. O entendimento sobre o código CID N75.0 auxilia na organização do diagnóstico e na busca por informações confiáveis.

É fundamental buscar ajuda médica ao primeiro sinal de sintomas para evitar complicações e garantir uma recuperação plena. A manutenção de hábitos de higiene, o uso de preservativos em práticas sexuais, e o acompanhamento ginecológico regular são as melhores estratégias para prevenir episódios recorrentes.

Como afirma a médica ginecologista Dra. Ana Paula Silva, "o cuidado com a saúde íntima é essencial para a qualidade de vida da mulher. A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem toda a diferença."

Se você deseja saber mais sobre saúde íntima feminina, visite Ministério da Saúde - Saúde da Mulher e Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO).

Referências

  1. Ministério da Saúde. (2023). Diretrizes de Diagnóstico e Tratamento das Doenças do Sistema Reprodutivo Feminino. Brasília: Ministério da Saúde.
  2. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. (2022). Protocolo de Conduta para Doenças das Glândulas de Bartholin.
  3. World Health Organization (WHO). (2021). Classificação Internacional de Doenças (CID-10).

Nota: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com profissional de saúde qualificado.