Aviso Prévio é Quantos Dias: Entenda Seus Direitos Trabalhistas
No universo trabalhista brasileiro, o aviso prévio é uma das etapas mais importantes na relação entre empregador e empregado, seja na contratação ou na rescisão do contrato de trabalho. Saber quantos dias corresponde ao aviso prévio e compreender seus direitos é fundamental para garantir uma rescisão justa, segura e dentro da legislação vigente. Este artigo explica detalhadamente quanto tempo dura o aviso prévio, suas diferentes modalidades, direitos do trabalhador e dicas para uma rescisão tranquila.
O que é o Aviso Prévio?
O aviso prévio é uma comunicação formal que uma das partes — empregador ou empregado — deve fazer à outra sobre a intenção de encerrar o contrato de trabalho. Sua finalidade é assegurar que ambas as partes tenham tempo suficiente para se preparar para a despedida ou contratação de um novo profissional, evitando prejuízos.

Segundo a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o aviso prévio é obrigatório, salvo em casos de justa causa. Além disso, ele garante ao trabalhador a possibilidade de buscar novas oportunidades ou ao empregador, o tempo necessário para realizar substituições.
Quantos Dias São de Aviso Prévio?
Aviso Prévio Significado e Padrão
De acordo com a legislação brasileira, o aviso prévio mínimo é de 30 dias, mas esse período pode ser ampliado dependendo do tempo de serviço do trabalhador na empresa.
Como é Calculado o Aviso Prévio?
O cálculo do aviso prévio leva em conta o tempo de serviço na empresa, de acordo com a Lei nº 12.506/2011. A seguir, uma tabela resumida para entender melhor:
| Tempo de serviço na empresa | Dias de aviso prévio |
|---|---|
| Até 1 ano | 30 dias |
| Acima de 1 ano até 2 anos | 30 + 3 dias por ano adicional |
| Acima de 2 anos até 3 anos | 36 dias |
| Acima de 3 anos até 4 anos | 39 dias |
| Acima de 4 anos até 5 anos | 42 dias |
| Acima de 5 anos | 30 + (3 x anos adicionais) |
Por exemplo, um trabalhador com 6 anos na mesma empresa terá direito a 42 dias de aviso prévio.
Modalidades de Aviso Prévio
Existem duas formas de cumprimento do aviso prévio:
- Aviso prévio trabalhado: quando o empregado continua na empresa durante o período do aviso, cumprindo sua jornada normalmente.
- Aviso prévio indenizado: quando o empregador opta por dispensar o trabalhador imediatamente, pagando o valor correspondente ao período de aviso.
Como funciona o Aviso Prévio Indenizado?
Caso a parte optante pelo não cumprimento do aviso prévio trabalhado, ela deve pagar ao outro o valor equivalente a esses dias. Tradicionalmente, esse pagamento corresponde ao salário do período de aviso, acrescido de adicionais, se houver.
Importante: Em alguns casos, o empregador pode dispensar o trabalhador antes do término do aviso, pagando os dias não cumpridos a título de indenização.
Direitos do Trabalhador no Aviso Prévio
Ao ser dispensado ou ao solicitar o desligamento, o trabalhador tem direito a:
- Saldo de salário pelo período trabalhado.
- Férias proporcionais, acrescidas de 1/3.
- 13º salário proporcional.
- Multa de 40% do FGTS, em caso de demissão sem justa causa.
- Comunicação ao sindicato, quando obrigatório.
Como o Aviso Prévio Afeta a Rescisão Contratual?
A rescisão do contrato de trabalho, seja ela por iniciativa do empregador ou do empregado, passa pela fase do aviso prévio, que deve ser cumprido ou indenizado, garantindo que nenhuma das partes fique prejudicada.
Caso de empresa que dispensar o trabalhador
- Caso não cumpra o aviso, deverá pagar o valor correspondente.
- Pode dispensar o trabalhador imediatamente, pagando o aviso indenizado.
Caso do trabalhador que pede demissão
- Devem cumprir o aviso prévio, a menos que concordem em cumprir o período reduzido ou negociar de outra forma.
Quais São os Prazos Para Recursos e Reclamações?
Após o término do aviso prévio, o trabalhador deve tomar as providências necessárias para buscar seus direitos, incluindo ações trabalhistas, se necessário. O prazo para reclamações trabalhistas é de até 2 anos após o término do contrato.
Perguntas Frequentes
1. Aviso prévio pode ser reduzido ou dispensado?
Sim. No caso de acordo entre as partes, o aviso pode ser reduzido. Além disso, o empregador pode dispensar o trabalhador sem a necessidade de cumprir o aviso, pagando-o em valores equivalentes.
2. O aviso prévio é obrigatório para todos os tipos de desligamento?
Não. Situações de justa causa, por exemplo, dispensam o aviso prévio, pois há causa justa para a rescisão do contrato.
3. Como funciona o aviso prévio na contratação por prazo determinado?
Para contratos com prazo definido, o aviso prévio só se aplica se estiver previsto em contrato ou acordo coletivo.
4. Quem paga o aviso prévio?
Depende: em caso de demissão sem justa causa, o empregador é responsável pelo pagamento. Quando o empregado pede demissão, também deve respeitar o aviso ou pagar o valor correspondente.
5. O trabalhador pode negociar o período do aviso prévio?
Sim. A legislação permite negociá-lo, desde que respeite o mínimo de 30 dias, e seja registrado formalmente.
Conclusão
Compreender quantos dias de aviso prévio são devidos e como eles funcionam é essencial para garantir seus direitos trabalhistas. O aviso prévio, além de proteger ambas as partes, proporciona uma transição mais segura e equilibrada na rescisão do contrato de trabalho. É fundamental estar atento às leis vigentes e buscar orientação especializada para evitar prejuízos ou desentendimentos.
Lembre-se sempre de que o conhecimento sobre seus direitos é o melhor aliado para uma relação empregatícia justa e transparente.
Referências
- Brasil. Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. Decreto-Lei nº 5.452/1943.
- Lei nº 12.506/2011. Regulamenta o aviso prévio proporcional.
- Ministério do Trabalho e Emprego. Guia Trabalhista Petrobras.
Links externos recomendados
“A legislação trabalhista busca equilibrar os interesses do empregado e empregador, promovendo uma relação justa e protegendo os direitos de ambos.”
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