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Atestado Tem que Ter CID: Entenda a Importância e Requisitos

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No mundo corporativo e na rotina médica, a emissão de atestados é uma prática comum para justificar faltas, afastamentos ou justificar condições de saúde. Entretanto, um aspecto muitas vezes negligenciado, mas fundamental, é a necessidade de incluir o CID (Código Internacional de Doenças) no atestado médico. Afinal, atestado tem que ter CID? Neste artigo, abordaremos essa questão com profundidade, explicando a importância do CID, os requisitos legais para a emissão do documento e como essa prática impacta tanto o profissional de saúde quanto o empregador. Além disso, apresentaremos informações essenciais, perguntas frequentes e referências confiáveis para divulgar conhecimento atualizado e adequado ao tema.

O que é o CID e por que ele é importante no atestado médico?

O que é o CID?

O CID, ou Código Internacional de Doenças, é um sistema de classificação utilizado mundialmente para identificar e categorizar diagnósticos médicos. Desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o CID fornece uma codificação padronizada, facilitando o registro, análise estatística e comunicação entre profissionais de saúde e instituições.

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A importância do CID no atestado médico

Incluir o CID no atestado é essencial por diversos motivos:

  • Clareza e objetividade: Permite ao empregador compreender a condição de saúde que motivou o afastamento.
  • Controle e fiscalização: Facilita auditorias e controle de admissões pelo sistema de saúde, previdência social e organizações públicas.
  • Proteção legal: Garante que o afastamento seja formalmente justificado, evitando mal-entendidos ou suspeitas de fraude.
  • Padronização: Contribui para uma comunicação eficiente e uniforme entre os profissionais de saúde.

Requisitos legais para a emissão de atestados com CID

Legislação vigente

A legislação brasileira estipula que o atestado médico deve conter informações claras e precisas, incluindo a identificação do profissional, do paciente, o período de afastamento e, sempre que possível, o CID. Segundo a Lei nº 9.931/1996, que regulamenta a emissão de documentos médicos, o atestado deve conter:

  • Nome completo do paciente
  • Diagnóstico ou hipótese diagnóstica (com o CID)
  • Data e assinatura do médico
  • Carimbo ou identificação profissional

Necessidade de incluir o CID

De acordo com o Decreto nº 7.508/2011, que regula a assistência à saúde suplementar, é obrigatória a inclusão do CID nos atestados emitidos por profissionais de saúde no âmbito do sistema de saúde suplementar, como planos de saúde. Além disso, a Portaria nº 2.073/2014 do Ministério da Saúde reforça a obrigatoriedade para fins de controle e fiscalização dos atendimentos médicos.

Quando o CID deve ou não ser obrigatório?

Apesar da legislação, há casos em que o médico pode optar por não incluir o CID, como por motivos de confidencialidade, quando o diagnóstico for de natureza delicada ou sigilosa. Contudo, para fins de justificativa de afastamento no ambiente de trabalho, a maior parte das empresas e órgãos públicos exige o CID.

Como o CID impacta o empregador e o trabalhador

Para o empregador

A inclusão do CID facilita:

  • Gestão de recursos humanos: Planejamento de licenças, substituições temporárias e avaliações de saúde.
  • Controle interno: Melhor fiscalização das ausências justificadas.
  • Prevenção de fraudes: Verificação da validade do afastamento.

Para o trabalhador

O CID garante:

  • Direitos trabalhistas: Justificação adequada perante a legislação trabalhista.
  • Confidencialidade: Quando necessário, o profissional pode decidir por deixar o diagnóstico mais genérico, preservando a privacidade.
  • Facilidade na obtenção de benefícios: Em casos de acidentes ou doenças do trabalho, o CID é utilizado para análise de benefícios previdenciários.

Correta emissão do atestado médico com CID: passos e recomendações

Procedimentos recomendados

  1. Diagnóstico preciso: O médico deve avaliar e registrar o diagnóstico com clareza.
  2. Inclusão do CID: Colocar o código correspondente ao diagnóstico, preferencialmente na versão oficial do CID-10.
  3. Dados completos: Inserir nome completo do paciente, data e assinatura.
  4. Confidencialidade: Manter a privacidade do paciente, especialmente em situações sensíveis.

Informações essenciais no atestado

ItemDescrição
Nome do pacienteIdentificação completa
Diagnóstico (CID)Código do CID correspondente ao diagnóstico
Período de afastamentoData de início e fim do afastamento
Data da emissãoData em que o atestado foi emitido
Assinatura e carimboAssinatura do médico, com registro profissional

Tabela: Exemplos de códigos CID-10 comuns em atestados médicos

DiagnósticoCódigo CID-10
Gripes e resfriadosJ00 - J06
DepressãoF32 - F33
Prisão de ventre/crises intestinaisK58
Fratura de pernaS82
Hipertensão arterialI10
Diabetes mellitus tipo 2E11

Dicas para médicos e empregadores

  • Médicos: Atualizem-se constantemente quanto às versões do CID e às legislações vigentes.
  • Empregadores: Exijam que os atestados apresentados contenham CID, promovendo uma cultura de transparência.
  • Funcionários: Consulte seu médico a respeito da privacidade e da necessidade de CID no atestado.

Para ampliar seus conhecimentos, acesse os sites do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Ministério da Saúde.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. É obrigatório que o atestado tenha CID?

Sim, em muitas situações, especialmente em atendimento de planos de saúde ou órgãos públicos, o CID deve estar presente no atestado. Para justificativas trabalhistas, o empregador pode solicitar a inclusão, embora existam exceções por privacidade.

2. Pode o médico não incluir o CID no atestado?

Sim, dependendo do caso, o médico pode optar por não incluir o CID, especialmente em questões delicadas ou sigilosas. Contudo, para fins de justificativa de afastamento no ambiente de trabalho, a inclusão do código é altamente recomendada e, em alguns casos, obrigatória.

3. Como o empregador pode verificar a veracidade do atestado com CID?

O empregador pode exigir a apresentação de um atestado autenticado, além de solicitar a perícia médica em casos suspeitos de fraude. É importante lembrar que o cumprimento da legislação garante maior segurança jurídica.

4. Quais cuidados o profissional de saúde deve ter ao emitir o atestado com CID?

O médico deve garantir que o diagnóstico seja preciso, baseado em exames ou avaliações clínicas, e que o CID seja atualizado conforme a versão vigente do CID-10.

5. O que fazer se houver dúvidas sobre o diagnóstico ou CID a ser incluído?

O profissional deve sempre buscar esclarecimentos adicionais junto ao paciente ou realizar exames complementares, garantindo que as informações no atestado sejam corretas.

Conclusão

A obrigatoriedade e a importância de incluir o CID em atestados médicos são temas que envolvem questões legais, de saúde e de gestão organizacional. A prática padronizada e ética garante transparência, segurança jurídica e respeito à privacidade do paciente, além de facilitar processos administrativos tanto de empregadores quanto de órgãos públicos. Como afirma o médico e escritor Dr. Drauzio Varella: "A saúde deve ser tratada com transparência, ética e responsabilidade." Assim, a emissão de atestados com CID devidamente preenchido é uma demonstração de compromisso com esses princípios.

Referências

Este conteúdo foi elaborado para esclarecer dúvidas e promover boas práticas na emissão de atestados médicos envolvendo o uso do CID, sempre alinhado às legislações vigentes e princípios de ética médica.