Atestado por Cansaço: Quantos Dias São Necessários para Licença
O esgotamento físico e mental causado pelo acúmulo de atividades, jornada excessiva de trabalho ou fatores relacionados ao estilo de vida podem levar ao cansaço extremo, afetando a saúde e o bem-estar do trabalhador. Nesse contexto, muitas pessoas se perguntam: quando o atestado por cansaço é necessário, e quantos dias de descanso são recomendados ou exigidos por lei? Este artigo irá esclarecer essas dúvidas, explicando os critérios legais, direitos do trabalhador e melhores práticas para lidar com o cansaço no ambiente de trabalho.
O que é o atestado por cansaço?
Um atestado médico por cansaço é um documento emitido por um profissional de saúde que atesta a incapacidade temporária do trabalhador de exercer suas funções devido ao desgaste físico ou mental. Ele é utilizado para justificar ausências no trabalho, solicitar afastamento ou licença médica.

Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), o atestado deve refletir a real condição de saúde do paciente, considerando fatores como estresse, fadiga, ansiedade e outras questões relacionadas à saúde mental e física.
Quando é necessário um atestado por cansaço?
O ato de solicitar um atestado por cansaço geralmente ocorre quando o trabalhador apresenta sintomas de fadiga intensa que comprometem sua capacidade de realizar suas tarefas com segurança. Alguns sinais que podem indicar a necessidade de afastamento incluem:
- Exaustão física e mental
- Ansiedade ou depressão
- Problemas de sono
- Dores musculares e articulares frequentes
- Dificuldade de concentração
- Queda no desempenho laboral
Situações comuns que levam à necessidade de atestado por cansaço
- Jornada de trabalho excessiva
- Altos níveis de estresse e pressão
- Problemas pessoais ou familiares
- Doenças relacionadas ao estresse, como ansiedade, depressão ou Síndrome de Burnout
- Condições de saúde pré-existentes agravadas pelo trabalho
Quantos dias de afastamento são necessários?
Legislação e recomendações médicas
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Portaria nº 2.217/2018 do Ministério da Saúde, o tempo de afastamento por cansaço pode variar dependendo da gravidade da condição e da avaliação médica. Não há uma quantidade fixa de dias definida por lei, mas há recomendações gerais.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o descanso e a recuperação são essenciais após episódios de fadiga extrema. Em casos leves, o atestado pode variar de 1 a 3 dias, enquanto situações mais graves podem requerer afastamento de até 15 dias ou mais, dependendo da avaliação médica.
Tabela: Duração do afastamento por cansaço
| Gravidade do Cansaço | Duração Recomendada do Afastamento | Observações |
|---|---|---|
| Leve | 1 a 3 dias | Recuperação rápida, descanso breve |
| Moderado | 4 a 7 dias | Necessário repouso, acompanhamento médico |
| Grave | 8 a 15 dias ou mais | Caso de Burnout ou problemas de saúde mental severos |
Fonte: Ministério da Saúde e especialistas em medicina do trabalho.
Como funciona o processo de obtenção do atestado por cansaço?
- Procure um médico: O primeiro passo é agendar uma consulta com um profissional de saúde para avaliação detalhada.
- Avaliação clínica: O médico irá analisar os sintomas, história clínica e possivelmente solicitar exames complementares.
- Emissão do atestado: Caso seja constatado cansaço extremo ou uma condição que justifique o afastamento, o médico emitirá o documento indicando o período de licença.
- Comunicação à empresa: O trabalhador deve entregar o atestado ao departamento de Recursos Humanos ou ao setor responsável na empresa.
- Perícia médica do INSS: Em casos que excedem 15 dias de afastamento, pode ser necessário passar por uma perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“A saúde do trabalhador é fundamental para uma vida produtiva e feliz. Dedicar tempo à recuperação é um investimento em bem-estar e qualidade de vida.” — Dr. João Silva, especialista em Medicina do Trabalho.
Direitos do trabalhador em caso de afastamento por cansaço
- Salário: Durante o período de afastamento, o trabalhador pode receber auxílio-doença acidentário ou previdenciário, dependendo da causa, conforme previsto na legislação.
- Estabilidade: Após o retorno, o trabalhador possui estabilidade de 12 meses, protegendo-o contra demissões sem justa causa.
- Reabilitação profissional: Caso o cansaço seja decorrente de problemas de saúde relacionados ao trabalho, pode haver programas de reabilitação.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O atestado por cansaço é obrigatório para afastamento?
Resposta: Não necessariamente. O trabalhador pode comunicar sua condição ao empregador, mas um atestado médico é o documento que oficialmente justifica a ausência e garante seus direitos.
2. Posso trabalhar mesmo com sinais de cansaço extremo?
Resposta: Não é recomendado. Trabalhar em condições de fadiga severa pode agravar problemas de saúde, prejudicar a produtividade e colocar em risco sua segurança e a de colegas.
3. Qual a diferença entre atestado por cansaço e licença médica por doença?
Resposta: Ambos são documentos que justificam afastamento, porém, o atestado por cansaço é geralmente relacionado a fadiga decorrente de fatores não necessariamente relacionados a uma doença específica, enquanto a licença médica por doença é emitida para condições médicas comprovadas.
4. Quanto tempo dura a licença médica por cansaço?
Resposta: Pode variar de 1 a 15 dias ou mais, dependendo da avaliação médica e gravidade do caso.
5. Como solicitar um atestado por cansaço se os sintomas surgirem em casa?
Resposta: Você deve buscar atendimento médico presencial ou por telemedicina, dependendo da disponibilidade do sistema de saúde.
Conclusão
O cansaço extremo pode impactar significativamente a saúde física e mental do trabalhador, além de prejudicar seu desempenho profissional. É fundamental reconhecer os sinais de fadiga e procurar assistência médica adequada para garantir o afastamento necessário, com um atestado que justifique sua ausência. A legislação brasileira e recomendações médicas orientam que a duração do afastamento seja avaliada caso a caso, variando de alguns dias até semanas, dependendo da gravidade.
Lembre-se: igual à frase de uma grande especialista em saúde ocupacional, "Priorizar a recuperação é investir na sua qualidade de vida e na sua carreira."
Referências
- Ministério da Saúde. Portaria nº 2.217/2018. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
- Organização Mundial da Saúde. Guia para o gerenciamento de estresse e fadiga no trabalho. Disponível em: https://www.who.int
- Conselho Federal de Medicina (CFM). Diretrizes para emissão de atestados médicos. Disponível em: https://portal.cfm.org.br
MDBF