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Atestado Médico Precisa Ter CID: Importância e Requisitos

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No cotidiano empresarial, acadêmico e até mesmo na rotina de saúde, o atestado médico é um documento essencial para justificar faltas, afastamentos ou licenças. Contudo, uma dúvida comum entre profissionais da saúde e empregadores é se o atestado deve conter o Código Internacional de Doenças (CID). A resposta é sim: o atestado médico precisa ter CID para garantir validade, transparência e conformidade com a legislação vigente.

Neste artigo, abordaremos detalhadamente a importância do CID em atestados médicos, os requisitos obrigatórios, como preencher corretamente o documento, além de esclarecer dúvidas frequentes, fornecer exemplos práticos e indicar boas práticas para profissionais da saúde e empresas.

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Por que o atestado médico deve ter CID?

Valor legal e comprobatório

O CID é uma codificação internacional para doenças e agravos à saúde, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Quando incluído no atestado, ele fornece uma descrição precisa da condição que motiva a ausência do paciente, garantindo maior credibilidade ao documento.

Segundo o artigo 6º da Lei nº 9.931/1996, o atestado médico deve ser emitido com informações claras e precisas, incluindo diagnóstico (que pode ser indicado por CID). Assim, a presença do CID valida o documento perante empregadores, órgãos públicos e previdência social.

Transparência e elaboração de estatísticas

Dados epidemiológicos e de saúde pública dependem de registros precisos. A inclusão do CID em atestados possibilita a elaboração de estatísticas confiáveis, auxiliando na elaboração de políticas de saúde, planejamento de recursos e monitoramento de doenças.

Facilita a comunicação entre profissionais de saúde

O CID padroniza diagnósticos, facilitando a comunicação entre médicos e demais profissionais envolvidos no tratamento ou na análise de casos compatíveis com atividades trabalhistas ou acadêmicas.

Requisitos para que o atestado seja válido

Informação obrigatória no atestado médico

De acordo com a Norma Técnica do Ministério da Saúde, o atestado deve conter:

  • Nome completo do paciente
  • Data de emissão do atestado
  • Data de início e, se possível, previsão de retorno
  • Assinatura do médico
  • Carimbo ou registro profissional (CRM)
  • Diagnóstico, que pode conter o CID

Inclusão do CID

O Código Internacional de Doenças deve estar presente no documento, preferencialmente junto ao diagnóstico, de maneira legível e clara. O uso do CID facilita a compreensão e validação do diagnóstico por terceiros.

Como preencher corretamente o atestado

CampoDescriçãoExemplo
Nome do pacienteNome completo do pacienteJoão da Silva
Data de emissãoData em que o atestado foi emitido10/10/2023
Período de afastamentoData de início e previsão de retorno, se possívelDe 10/10/2023 a 15/10/2023
Diagnóstico / CIDDescrição da enfermidade com CID correspondenteGripe (J10)
Assinatura e CRMAssinatura do médico responsável, com número de registro profissional (CRM)Dr. Fulano de Tal – CRM 12345

Importante

  • O diagnóstico deve ser verdadeiro e honestamente descrito pelo médico.
  • O CID não é obrigatório por lei em todos os casos, mas sua inclusão é altamente recomendada e muitas vezes exigida por órgãos reguladores e empregadores.

Como identificar o CID adequado

O CID é composto por uma letra seguida de números, representando categorias diagnósticas. Para identificar o CID correto, recomenda-se consultar plataformas como a WHO ICD-10 que disponibiliza a lista oficial.

Exemplo de códigos CID comuns:

Código CIDDescriçãoCategoria
J10Gripe devido a vírus identificávelInfecções respiratórias
Z11Exame diagnóstico médicoPrevenção e exames laboratoriais
M54.5Dor nas costasTranstornos do sistema músculo-esquelético

A importância da legislação e boas práticas

Segundo a especialista em Direito Trabalhista, Dra. Maria Clara, "A inclusão do CID no atestado médico é uma prática que protege tanto o trabalhador quanto a saúde pública, oferecendo transparência e respaldo jurídico ao documento."

Empresas e profissionais de saúde devem seguir as boas práticas de preenchimento para evitar questionamentos, inconsistências ou invalidação do atestado.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. É obrigatório colocar o CID no atestado médico?

Não há uma obrigatoriedade legal absoluta em todas as situações, mas é altamente recomendado e muitas legislações/órgãos de fiscalização tornam a sua inclusão obrigatória para garantir validade e transparência.

2. O que acontece se o CID não estiver no atestado?

A ausência do CID pode causar questionamentos ou uma maior dificuldade na validação do documento, podendo até invalidá-lo em processos administrativos ou judicial.

3. O médico pode negar a inclusão do CID?

Sim, em alguns casos, o paciente pode solicitar sigilo ou o médico optar por não divulgar o diagnóstico exato para preservar a privacidade, desde que justifique sua decisão.

4. Como posso saber qual CID usar?

Consultar a classificação oficial da OMS na WHO ICD-10. Para casos específicos, o médico deve aplicar seu conhecimento clínico para identificar o CID correspondente.

Conclusão

O atestado médico precisa ter CID por uma questão de validade, transparência, conformidade legal e facilitação na comunicação. Sua inclusão garante maior credibilidade ao documento, além de contribuir para a coleta de dados epidemiológicos que impactam a saúde pública.

Profissionais da saúde, empregadores e órgãos reguladores devem estar atentos às boas práticas de emissão de atestados, sempre priorizando a ética, a transparência e o cumprimento das legislações vigentes. O cuidado na elaboração do documento evita problemas futuros e assegura direitos tanto do trabalhador quanto do empregador.

Referências

Ao incluir o CID no atestado, assegure-se de seguir as normas médicas e legais vigentes, promovendo transparência e segurança na documentação de saúde.