Asseguradora ou Seguradora: Qual o Termo Correto para Seguro
Ao falar sobre o universo dos seguros no Brasil, é comum encontrar dúvidas quanto ao uso correto dos termos "asseguradora" e "seguradora". Ambos fazem referência às empresas que oferecem produtos de proteção financeira contra riscos diversos, mas há nuances de uso e conotação que podem gerar confusão. Nesta análise aprofundada, iremos esclarecer qual o termo mais adequado, suas origens, diferenças de uso e como eles se consolidaram no mercado brasileiro.
Origem dos Termos: Asseguradora vs Seguradora
A origem da palavra seguradora
O termo seguradora deriva do português desde suas raízes latinas, refletindo a prática de oferecer segurança mediante um contrato. A palavra está associada à ideia de proporcionar proteção contra riscos. Desde o século XIX, o termo tem sido utilizado amplamente para designar instituições que oferecem seguros.

A origem da palavra asseguradora
Já asseguradora vem do verbo "assegurar", que significa garantir ou assegurar algo. Seu uso na linguagem institucional também remonta a tempos antigos, enfatizando a ação de garantir a proteção ou segurança de um bem ou pessoa através de um contrato.
Uso e aceitação dos termos no mercado brasileiro
No Brasil, ambos os termos são utilizados, mas há preferência por seguradora na fala cotidiana e na linguagem técnica, enquanto asseguradora aparece mais na linguagem jurídica ou mais formal.
Termo mais comum na prática
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de associações do setor, o termo seguradora é amplamente utilizado na publicidade, legislação e na comunicação oficial do setor de seguros.
Preferência na legislação brasileira
De acordo com a Lei nº 11.457/2007, que regula o mercado de seguros, o termo utilizado é "seguradora". Portanto, juridicamente, a nomenclatura oficial é "empresas seguradoras".
Diferenças semânticas e técnicas entre "asseguradora" e "seguradora"
| Termo | Significado | Uso comum | Contexto técnico |
|---|---|---|---|
| Asseguradora | Ação de assegurar ou garantir | Mais formal, jurídica | Usado em documentos oficiais |
| Seguradora | Empresa que oferece seguros | Mais amplo, comum na publicidade | Termo padrão do setor |
Quando usar cada termo
- Seguradora: quando se faz referência a empresas do setor ou à atividade de fornecer seguros.
- Asseguradora: mais apropriado em contextos jurídicos, acadêmicos ou formais ao falar sobre o ato de assegurar ou garantir.
Qual o termo mais recomendado?
Diante do que foi exposto, a recomendação oficial e mais aceita no mercado é o uso do termo “seguradora” ao se referir às empresas como instituições que oferecem seguros. Entretanto, se você estiver escrevendo um artigo jurídico ou técnico, o termo “asseguradora” também pode ser utilizado, especialmente ao se focar no ato de assegurar.
A importância de usar os termos corretamente
Utilizar o termo adequado contribui para maior clareza na comunicação, evita ambiguidades e demonstra conhecimento técnico. Além disso, para quem atua no mercado, utilizar o termo correto também é uma questão de credibilidade e conformidade com a legislação vigente.
A relação entre seguro e a empresa seguradora
Seguem algumas informações importantes relacionadas ao tema:
- O seguro é o contrato que garante o pagamento de indenizações em caso de ocorrência de riscos previstos.
- A seguradora é a empresa que fornece esse contrato e, portanto, é a responsável pelo pagamento das indenizações.
Para ilustrar melhor, confira a tabela a seguir:
| Termo | Definição | Exemplo |
|---|---|---|
| Seguro | Contrato de proteção contra riscos específicos | Seguro de vida |
| Seguradora | Empresa que oferece e administra o contrato de seguro | Porto Seguro, Bradesco Seguros |
| Asseguradora | (mais formal/ jurídico) instituição que garante ou assegura determinado risco | Termo mais utilizado em documentos legais |
Perguntas frequentes
1. Qual é o termo mais usado no Brasil: "asseguradora" ou "seguradora"?
O termo mais comum na prática brasileira é "seguradora". Ele é utilizado tanto na linguagem do mercado quanto na legislação.
2. Posso usar "asseguradora" na minha apólice de seguro?
Sim, pode, especialmente em documentos jurídicos ou formais. No entanto, a maioria das apólices e comunicados usa o termo "seguradora".
3. Qual termo é mais adequado para peças publicitárias?
"Seguradora" é mais indicado por ser mais familiar ao público em geral.
4. Existe diferença de custo ou qualidade entre uma asseguradora e uma seguradora?
Não. Ambos os termos se referem à mesma natureza de negócio. A diferenciação está no uso linguístico e formalidade do contexto.
5. Como a legislação brasileira se refere às empresas de seguros?
De acordo com a Lei nº 11.457/2007, o termo oficial é "seguradora".
Conclusão
Ao analisar a história, o uso comum, a legislação vigente e a prática de mercado, conclui-se que o termo "seguradora" é a nomenclatura correta e mais adequada para empresas que oferecem seguros no Brasil. Apesar de "asseguradora" também ser utilizado, especialmente em contextos jurídicos e formais, a preferência moderna e oficial é pelo uso de "seguradora".
Para profissionais, empresas ou consumidores, é importante estar atento à terminologia para garantir comunicação clara e adequada, além de reforçar a credibilidade diante das partes interessadas.
Referências
Lei nº 11.457/2007 - Regulamentação do mercado de seguros no Brasil. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11457.htm
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados do setor de seguros. https://www.ibge.gov.br/
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Regulamentação e normativos do mercado de seguros. https://www.susep.gov.br/
Considerações finais
Entender a nomenclatura correta ajuda na comunicação eficaz, evita ambiguidades e demonstra conhecimento técnico. Seja na elaboração de contratos, no marketing ou no atendimento ao cliente, saber quando usar asseguradora ou seguradora faz toda a diferença.
Lembre-se: a terminologia correta reforça a credibilidade do profissional ou da empresa do setor de seguros, além de estar alinhada à legislação vigente.
"A clareza na comunicação é a base para a construção de confiança entre empresas e clientes."
MDBF