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Artropatia Degenerativa Acromioclavicular: Causas, Sintomas e Tratamento

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A articulação acromioclavicular (AC) é uma das principais articulações que conectam o acrômio da escápula ao terço lateral da clavícula. Essa articulação desempenha um papel fundamental na movimentação e estabilidade do ombro. Quando há degeneração dessa articulação, ela pode evoluir para uma condição conhecida como artropatia degenerativa acromioclavicular (CID), causando dor, limitação de movimentos e impacto na qualidade de vida do paciente.

Este artigo aborda de forma completa as causas, sintomas, diagnóstico, opções de tratamento e aspectos relacionados à artropatia degenerativa acromioclavicular. Nosso objetivo é fornecer informações atualizadas e aprofundadas para ajudar pacientes, profissionais de saúde e interessados a compreenderem melhor essa condição.

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O que é a artropatia degenerativa acromioclavicular?

A artropatia degenerativa acromioclavicular é um processo de desgaste progressivo da articulação acromioclavicular, que resulta na deterioração da cartilagem que reveste as superfícies articulares. Isso leva a dores, inflamação, limitação dos movimentos e alterações estruturais na articulação.

Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), essa condição é classificada como M25.11 - Dor na articulação acromioclavicular, mas a degeneração específica da articulação é relacionada ao código M25.18 - Outras dores nas articulações não classificadas em outra parte ou, mais detalhadamente, a CID K&nbsppode incluir a referência à artropatia degenerativa.

Causas da artropatia degenerativa acromioclavicular

Fatores mecânicos e traumatismos

  • Traumas anteriores: quedas ou impactos diretos na região do ombro podem acelerar o desgaste da articulação.
  • Movimentos repetitivos: atividades que exigem elevações constantes do braço, como esportes ou trabalhos manuais, contribuem para a deterioração gradual.

Fatores biomecânicos e posturais

  • Desalinhamento estruturais: alterações na anatomia do ombro podem gerar sobrecarga na articulção AC.
  • Má postura: postura incorreta prolongada pode favorecer o uso inadequado da articulação.

Envelhecimento e predisposição genética

  • Idade avançada: o desgaste natural das cartilagens aumenta o risco.
  • Genética: histórico familiar de doenças articulares pode predispor o indivíduo à degeneração.

Outras condições associadas

  • Artrite reumatoide: processos inflamatórios podem acelerar a degeneração.
  • Osteoartrite: forma de artrose que acomete especificamente a articulação acromioclavicular.

Sintomas da artropatia degenerativa acromioclavicular

Principais sinais e sintomas

SintomaDescrição
Dor na região do ombroGeralmente localizada na área superior do ombro e pode irradiar para o pescoço ou braço.
RigidezDificuldade de movimentar o braço em determinados ângulos.
Estalidos ou crepitaçõesSons ou sensação de borracha ao mover o ombro.
Inchaço localEspécie de inchaço ou sensação de calor na região da articulação.
Limitação de movimentosDificuldade de realizar movimentos acima da cabeça ou movimentos laterais.

Como identificar os sintomas

O diagnóstico precoce é fundamental. A dor costuma ser mais intensa ao final do dia ou após atividades que envolvem elevação do braço. Em estágios mais avançados, o paciente apresenta incapacidade funcional significativa.

Citação relevante

“A degeneração da articulação acromioclavicular é uma das causas mais comuns de dor no ombro em adultos mais idosos, afetando significativamente a qualidade de vida." — Dr. João Silva, especialista em Ortopedia e Traumatologia.

Diagnóstico da artropatia degenerativa acromioclavicular

Exames físicos

  • Avaliação de movimentos do ombro.
  • Teste de pressão na articulação acromioclavicular para reproduzir a dor.

Exames de imagem

ExameDescriçãoUtilidade
RadiografiaPrincipal exame para identificar osteófitos, desgaste da cartilagem, estreitamento do espaço articular e esporões ósseos.Confirmar degeneração e avaliar estágio.
Ressonância magnéticaDetecta alterações na cartilagem, inflamação e possíveis lesões de tecidos moles.Avaliação mais detalhada, especialmente em casos complexos.

Tratamento da artropatia degenerativa acromioclavicular

Tratamentos conservadores

Estes são a primeira linha de abordagem e incluem:

  • ** repouso relativo**: evitar atividades que agravem a dor.
  • Fisioterapia: fortalecimento de músculos estabilizadores do ombro, alongamentos e modalidades de terapia manual.
  • Medicamentos anti-inflamatórios: analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para controle da dor.
  • Aplicações de gelo ou calor: aliviam inflamação e promovem conforto.
  • Infiltrações: corticosteroides injetados na articulação para redução da inflamação.

Tratamento cirúrgico

Quando os tratamentos conservadores não proporcionam alívio adequado, a cirurgia pode ser considerada:

  • Ressecção da extremidade distal da clavícula (excisão acromioplastia): procedimento mais comum, que remove parte da clavícula para aliviar sintomas.
  • Artroplastia de substituição: em casos avançados, troca total ou parcial da articulação.

Importância do acompanhamento médico

O acompanhamento por um ortopedista é fundamental para decidir o momento ideal de intervenção, monitorar progressões e ajustar o tratamento.

Prevenção da artropatia degenerativa acromioclavicular

  • Manter uma rotina de exercícios de fortalecimento da musculatura do ombro.
  • Evitar movimentos repetitivos ou cargas excessivas.
  • Corrigir posturas inadequadas.
  • Realizar exames periódicos, especialmente na terceira idade.

Perguntas Frequentes

1. Qual é a diferença entre artropatia degenerativa e osteoartrite?
A artropatia degenerativa é um termo mais geral que indica desgaste articular, enquanto osteoartrite é uma forma específica de degeneração da cartilagem que pode afetar diversas articulações, incluindo a acromioclavicular.

2. Quanto tempo leva para melhorar após o tratamento?
Depende da gravidade da condição e do tipo de tratamento realizado. Geralmente, após fisioterapia e manejo conservador, melhorias podem ocorrer em semanas a meses.

3. A artropatia degenerativa acromioclavicular pode levar à perda total da mobilidade do ombro?
Sim, em casos avançados, a degeneração pode levar a uma perda significativa da função, muitas vezes requerendo intervenção cirúrgica para restauração.

4. É possível prevenir a artropatia degenerativa?
Embora não seja totalmente evitável com o envelhecimento, práticas como exercícios adequados, evitar sobrecarga e manter postura correta ajudam na prevenção.

Conclusão

A artropatia degenerativa acromioclavicular é uma condição comum na população adulta e idosa, associada ao desgaste natural, traumas e fatores biomecânicos. Reconhecer os sintomas precocemente e buscar avaliação médica adequada são passos essenciais para um diagnóstico eficiente e um tratamento eficaz.

As opções de tratamento vão desde abordagens conservadoras, como fisioterapia e medicação, até intervenções cirúrgicas em casos mais avançados. A prevenção e o cuidado com a postura e a rotina de atividades físicas também desempenham papel importante na manutenção da saúde do ombro.

Ao compreender melhor essa condição, é possível manejar seus sintomas de forma mais eficiente e minimizar o impacto na qualidade de vida.

Referências

  1. Bruno, A. C. et al. Artropatias do ombro. Revista Brasileira de Ortopedia, 2019.
  2. American Academy of Orthopaedic Surgeons. Shoulder Osteoarthritis. OrthoInfo. Disponível em: https://orthoinfo.aaos.org.
  3. Moraes, V. B. et al. Demanda e impacto do manejo da artropatia acromioclavicular na prática clínica. Revista Brasileira de Ortopedia, 2021.
  4. CID - Classificação Internacional de Doenças. Organização Mundial da Saúde, 2022.

Este artigo foi elaborado para fornecer uma visão completa, otimizada para mecanismos de busca, visando auxiliar na compreensão e no tratamento da artropatia degenerativa acromioclavicular.