Artigo 932 Código Civil: Guia Completo para Entender as Normas
O Código Civil Brasileiro é uma das principais fontes de direito particular no país, regulando as relações civis entre indivíduos. Entre os dispositivos que compõem esse código, o Artigo 932 desempenha um papel fundamental ao estabelecer regras relacionadas à posição do representante na administração de negócios e na prática de atos jurídicos. Compreender suas nuances é essencial para advogados, estudantes de direito, empresários e cidadãos que desejam conhecer seus direitos e deveres em situações civis.
Este guia tem como objetivo explicar detalhadamente o Artigo 932 do Código Civil, suas aplicações, implicações e contextos. Além disso, abordaremos questões frequentes, exemplos práticos e uma análise aprofundada do dispositivo legal, para que você possa entender completamente suas normas e aplicações.

O que diz o Artigo 932 do Código Civil?
Antes de entrarmos em detalhes, vejamos o texto literal do artigo:
Texto do Artigo 932 do Código Civil
"Reputam-se praticados pelo representante os atos que o mesmo praticar, ainda que expressamente proibido pelo mandante, salvo quando o ato for absolutamente inimigo da sociedade, ou for em prejuízo deste, ou de terceiro, ou for expressamente proibido por este."
O artigo estabelece a responsabilidade do representante pelos atos praticados em nome do mandante, mesmo quando há proibição expressa, salvo algumas exceções específicas.
Análise detalhada do Artigo 932
H2: Interpretando o dispositivo legal
O Artigo 932 trata sobre os efeitos dos atos praticados por um representante (quem age por outrem). Ele destaca que, na maioria dos casos, os atos realizados pelo representante são considerados como praticados pelo próprio mandante, independentemente de haver uma proibição expressa de agir.
No entanto, há exceções importantes que limitam essa presunção. Estas exceções protegem o mandante de atos que podem prejudicá-lo ou que sejam absolutamente inimigos à sociedade, a terceiros ou explicitamente proibidos.
H3: Quando os atos são considerados praticados pelo representante
- Quando o representante atua dentro de seus limites de atuação.
- Mesmo que haja uma proibição expresa do mandante, o ato será considerado como praticado pelo mandante, salvo nas exceções.
H3: Situações de exceção
Segundo o texto do artigo, os atos praticados pelo representante NÃO serão considerados como praticados pelo mandante se:
- Forem absolutamente inimigos da sociedade: por exemplo, práticas ilícitas ou contrárias ao interesse social.
- Forem em prejuízo do mandante ou de terceiro: ações que causem prejuízo direto ou indireto.
- Forem expressamente proibidos pelo mandante: qualquer proibição clara no contrato ou na vontade do mandante.
H2: Implicações práticas do artigo
O artigo é importante para determinar a responsabilidade do mandante perante terceiros e a validade dos atos praticados pelo representante. Ele também reforça a necessidade de contratos claros e de conhecimento das limitações e proibições ao atuar como representante.
Tabela: Resumo das condições aplicáveis ao Artigo 932
| Situação | Efeito | Comentário |
|---|---|---|
| Ato praticado dentro dos limites do representante | Considerado como praticado pelo mandante | Responsabilidade do mandante perante terceros |
| Ato praticado contra proibição expressa pelo mandante | Considerado como praticado pelo mandante | Salvo exceções de atos ilícitos ou prejudiciais |
| Ato absolutamente inimigo da sociedade | Não considerado como praticado pelo mandante | Exemplo: crime, fraude, atividades ilícitas |
| Ato que prejudica o mandante ou terceiro | Não considerado como praticado pelo mandante | Pode gerar responsabilização do representante |
Aplicações do Artigo 932 na prática
H2: Exemplos de aplicação
Contratos de mandato comercial: Se um representante assina contratos de compra e venda em nome de uma empresa, mesmo que haja uma proibição para determinado tipo de negócio, esses atos podem gerar responsabilidade para o mandante ou para o representante, dependendo do caso.
Atos ilícitos pelo representante: Caso um representante pratique uma fraude ou ato ilícito, mesmo com proibição expressa do mandante, o responsável pelo prejuízo será, geralmente, o próprio representante.
Representação em negócios jurídicos: Em transações imobiliárias, por exemplo, o representante deve agir dentro dos limites estabelecidos em procurações ou contratos; atos fora dessas limites podem ser considerados inválidos.
Importância do Artigo 932 para os direitos civis
O artigo reforça a necessidade de claridade contratual e confiança mútua na relação entre mandante e representante. Além disso, serve para proteger terceiros de atos que possam prejudicá-los, especialmente quando há expressa proibição de agir por parte do mandante.
Considerações importantes
- A responsabilidade do representante é limitada apenas quando atos absolutamente prejudiciais à sociedade, ao próprio mandante ou a terceiros.
- A ausência de proibição explícita não autoriza atos ilícitos ou prejudiciais.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O que acontece se o representante praticar um ato proibido pelo mandante?
O ato não será considerado como praticado pelo mandante se for expressamente proibido e se estiver em alguma das situações de exceção previstas no artigo, como ser prejudicial ou inimigo à sociedade.
2. Quais são os limites para atuação do representante segundo o Artigo 932?
Os limites estão ligados às proibições expressas, à não prática de atos prejudiciais ao mandante ou a terceiros e à não realização de atos inimigos da sociedade.
3. Como o artigo afeta a responsabilidade civil do representante?
Ele pode ser responsabilizado por atos praticados fora dos limites estabelecidos, especialmente se causarem prejuízo ou prejuízos a terceiros, ou se violarem proibições claras do mandante.
4. O que o Artigo 932 diz sobre atos ilícitos?
Atos ilícitos praticados pelo representante, mesmo com limitações, geralmente não serão considerados atos do mandante, podendo gerar responsabilidade direta do representante por aquele ato.
Conclusão
O Artigo 932 do Código Civil é uma norma de grande relevância para compreender a extensão da responsabilidade dos representantes em atos civis e comerciais. Ele estabelece um equilíbrio entre a presunção de representação e a proteção do mandante contra atos que possam prejudicá-lo, especialmente quando esses atos infringem proibições explícitas ou causam danos.
Saber atuar dentro dos limites do mandato e conhecer suas limitações é essencial para evitar consequências jurídicas negativas. Para advogados e empresários, compreender a aplicação do artigo proporciona segurança jurídica nas relações de representação.
Se desejar aprofundar-se ainda mais na legislação civil, consulte os sites Planalto - Legislação Federal e JusBrasil - Código Civil.
Referências
Brasil. Código Civil. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Disponível em: Planalto - Código Civil
Martins, Fran. Direito Civil: Parte Geral. Editora Saraiva, 2018.
Ostergren, Gustavo. Comentários ao Código Civil. Editora Forense, 2019.
Considerações finais
O conhecimento do Artigo 932 é fundamental para quem atua na área jurídica ou participa de relações comerciais e civis. Sua aplicação prática garante maior segurança jurídica e evita problemas relacionados à atuação de representantes. Fique atento às limitações e às exceções previstas na legislação para atuar sempre de forma ética e responsável.
Esperamos que este guia tenha esclarecido todas as suas dúvidas sobre o Artigo 932 do Código Civil. Para mais informações, consulte sempre profissionais especializados na área jurídica.
MDBF