Artigo 174 do Código Penal: Entenda as Penalidades e Aplicações
O sistema penal brasileiro é composto por diversas leis que visam regular as condutas humanas, proteger os direitos dos cidadãos e garantir a justiça. Dentre elas, o Código Penal é o principal documento que define crimes e suas penalidades. Um artigo de grande relevância dentro do Código Penal é o Artigo 174, que trata de crimes relacionados à violação de direitos relativos ao uso de documentos ou recursos de crédito. Conhecer detalhadamente esse dispositivo legal é fundamental tanto para profissionais do direito quanto para indivíduos que desejam entender melhor suas implicações.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o Artigo 174 do Código Penal, explorando suas aplicações, penalidades, exemplos práticos, perguntas frequentes e referências importantes para ampliar seu entendimento.

O que diz o artigo 174 do Código Penal?
Texto do artigo 174 do Código Penal
Artigo 174:
"Usar, falsificar ou atentar contra selo, distintivo ou marca, de estabelecimento comercial, de serviço ou de instituição de crédito, ou seu uso indevido, ou falsificar documentos necessários a prova de dívidas, títulos ou operações comerciais, ou ainda, falsificar ou alterar esses documentos,; ou gerar, distribuir ou utilizar esses documentos falsificados ou alterados, com o objetivo de prejudicar direito, criar obrigação ou inserir alguém em erro, sujeita-se à pena de reclusão de um a cinco anos, e multa."
Aplicações e Exemplos do Artigo 174
O artigo 174 do Código Penal abrange uma variedade de condutas ilícitas relacionadas ao uso indevido, falsificação ou alteração de documentos, marcas, sinais ou instrumentos utilizados em atividades comerciais e financeiras.
Âmbitos de aplicação do artigo 174
- Falsificação de documentos comerciais
- Uso indevido de selos e marcas comerciais
- Falsificação de títulos de crédito, como cheques, notas promissórias, etc.
- Alteração fraudulenta de documentos de dívidas e operações financeiras
- Distribuição ou uso de documentos falsificados com o intuito de prejudicar terceiros
Exemplos práticos
- Falsificação de um cheque para obter vantagem indevida
- Uso de um selo falso em uma mercadoria para disfarçar sua origem
- Alteração de um contrato de financiamento para beneficiar uma das partes
- Distribuição de certificados falsos de garantia de produtos ou serviços
Penalidades previstas no artigo 174
Tabela de Penalidades
| Conduta | Pena Principal | Pena Alternativa |
|---|---|---|
| Usar, falsificar ou alterar documentos | Reclusão de 1 a 5 anos e multa | - |
| Distribuir ou utilizar documentos falsificados | Reclusão de 1 a 5 anos e multa | - |
| Atentar contra selo, distintivo ou marca | Reclusão de 1 a 5 anos e multa | - |
Natureza das penas
A pena de reclusão varia de um a cinco anos, podendo ser aumentada em certas circunstâncias específicas, além da aplicação de multa. A legislação busca coibir práticas fraudulentas, que prejudicam a economia e a confiança nas relações comerciais.
Como o artigo 174 se aplica na prática?
Casos judiciais relevantes
Em processos judiciais envolvendo falsificação de documentos ou uso indevido de marcas, o entendimento do artigo 174 é fundamental. Por exemplo, um tribunal pode determinar a responsabilização de alguém que falsificou um selo de garantia ou alterou um contrato de crédito, com base nas previsões deste artigo.
Diferença entre crime propriamente dito e irregularidades administrativas
É importante distinguir os crimes previstos no artigo 174 de infrações administrativas. Enquanto as ações penais envolvem responsabilização criminal, irregularidades administrativas podem resultar em multas ou sanções civis, mas não caracterizam crime.
Como prevenir e se proteger contra infrações do artigo 174
Dicas práticas
- Verifique sempre a autenticidade de documentos e marcas comerciais antes de realizar transações
- Exija certificados de autenticidade e verifique sua origem
- Utilize meios digitais seguros para evitar falsificações
- Consulte um advogado para orientar na elaboração ou análise de documentos importantes
Recursos para proteção jurídica
Se você suspeita de falsificação ou uso indevido de documentos, procure um advogado especializado em direito penal ou um escritório de advocacia confiável. Para orientações, confira a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (ABRACRIM).
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual é a pena máxima prevista no artigo 174 do Código Penal?
A pena máxima é de reclusão de até cinco anos, além de multa.
2. O que diferencia falsificação de uso indevido na legislação penal?
Falsificação refere-se à criação ou alteração fraudulenta de documentos ou marcas, enquanto uso indevido envolve utilizar esses documentos ou marcas falsificadas por alguém, em benefício próprio ou de terceiros, com intenção ilícita.
3. É possível ter diminuição de pena em casos de violação do artigo 174?
Sim, conforme o entendimento do tribunal, condições específicas podem levar à redução da pena, como menor gravidade do crime ou atuação de boa-fé inicialmente.
4. Como posso denunciar uma falsificação de documentos?
Você pode procurar delegacias de polícia especializadas em crimes financeiros ou ambientais, ou usar plataformas digitais de denúncia, como o Disque Denúncia.
Conclusão
O Artigo 174 do Código Penal é uma ferramenta essencial para coibir práticas fraudulentas relacionadas à falsificação, uso indevido ou alteração de documentos, marcas e sinais de identificação em atividades comerciais e financeiras. Compreender suas aplicações e penalidades ajuda tanto indivíduos quanto empresas a se protegerem contra fraudes e a promoverem uma atuação ética no mercado.
A prevenção, aliada ao entendimento jurídico, é o melhor caminho para evitar prejuízos e garantir a segurança nas transações comerciais. A legislação penal brasileira prevê penas severas para quem pratica esses crimes, refletindo a importância de manter a integridade documental e comercial na sociedade.
Referências
- Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.848/1940)
- Senado Federal - Código Penal
- Ministério da Justiça - Legislação
- Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (ABRACRIM)
“A verdade vem à tona quando há coragem para confrontar a falsidade.”
MDBF