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Artigo 157 Código Penal: Crime de Roubo e suas Implicações

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O Código Penal Brasileiro é o documento que rege as condutas criminosas e suas penalidades, estabelecendo as normas para a punição de diversos delitos. Um dos crimes mais abordados na legislação penal é o roubo, disciplinado pelo artigo 157 do Código Penal.

Este artigo, além de definir o crime de roubo, detalha suas qualificadoras, penas e as implicações jurídicas para quem é acusado ou condenado por esse tipo de crime. Compreender o artigo 157 é fundamental para profissionais do direito, estudiosos, vítimas e a sociedade em geral, garantindo uma visão clara e precisa sobre o tema.

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Neste artigo, exploraremos de forma completa o artigo 157 do Código Penal, suas nuances, interpretações jurídicas, implicações prática e responderemos às dúvidas mais frequentes sobre o tema.

O que diz o artigo 157 do Código Penal?

Texto do artigo 157 do Código Penal Brasileiro

Artigo 157 - Roubo:
Subtrair coisa móvel alheia para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência à pessoa, e com emprego de arma, incide na pena de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa.

Explicação do texto legal

O artigo 157 combina elementos essenciais para caracterizar o crime de roubo, sendo eles:

  • Subtração de coisa móvel: envolve o furto de bens tangíveis que possam ser transportados.
  • Alheia: propriedade de terceiros.
  • Para si ou para outrem: o perpetrador ou alguém que ele desejar favorece-se do bem subtraído.
  • Mediante grave ameaça ou violência: o uso de força, intimidação ou ameaças para obter vantagem.
  • Com emprego de arma: uso de arma de fogo ou arma branca, aumentando a gravidade do delito.

Elementos do Crime de Roubo

H2: Os elementos essenciais do roubo

Para que uma ação seja configurada como roubo, alguns requisitos devem ser atendidos:

ElementoDescriçãoExemplo
SubtraçãoRetirada do bem de alguém sem autorizaçãoRoubar uma carteira de uma pessoa na rua
MóvelBem móvel, como dinheiro, joias, eletrônicosRoubo de um celular na praça
Grave ameaça ou violênciaUso de força física ou ameaça para coagir a vítimaApontar a arma na cabeça da vítima
Uso de armaUtilização de arma de fogo ou brancaRoubo com um revólver ou faca

“O crime de roubo, por sua natureza violenta, representa uma afronta à segurança pública e à integridade física das pessoas.” - Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

H2: Tipos de Roubo previstos no artigo 157

O Código Penal também traz qualificadoras que aumentam a consequência penal do roubo, veja abaixo:

H3: Roubo simples (artigo 157)

  • Quando não há uso de arma ou violência.
  • Penas: 4 a 10 anos de reclusão, além de multa.

H3: Roubo qualificado (artigo 157, § 2º)

  • Quando há uso de arma de fogo, violência ou grave ameaça, ou quando o crime é cometido contra pessoa maior de 60 anos ou com deficiência.
  • Penas aumentadas de acordo com a gravidade da qualificadora.

Veja na tabela abaixo uma visão geral:

Tipo de RouboElementosPenaPenas Aumentadas
Roubo simplesSem arma ou violência4 a 10 anos de reclusão-
Roubo qualificadoUso de arma, violência, ameaça grave5 a 15 anos de reclusãoConsiderando as agravantes

Implicações Jurídicas do Crime de Roubo

H2: Como o roubo é tratado pelo sistema penal

Quando alguém é acusado de roubo, o processo criminal é iniciado mediante denúncia do Ministério Público ou queixa da vítima. A partir daí, o suspeito pode ser preso em flagrante, passível de audiência de custódia e, posteriormente, de julgamento.

H2: Pena de reclusão e multas

Como mencionado, a pena de reclusão varia de 4 a 10 anos, podendo ser aumentada em caso de qualificadoras. Além disso, há imposição de multa.

H2: Medidas preventivas e ações de combate

Para combater o crime de roubo, diversas estratégias são adotadas, tais como:

  • Uso de câmeras de vigilância.
  • Investimento em policiamento comunitário.
  • Programas de prevenção ao delito.
  • Tecnologias de rastreamento e bloqueio de dispositivos eletrônicos roubados.

H2: Consequências para o condenado

Além da pena de prisão, o condenado por roubo pode ter suas ações influenciadas por fatores como reincidência, agravantes ou atenuantes, e pode ainda ter o direito de recorrer da sentença ou cumprir a pena em regime semiaberto ou aberto, dependendo do caso.

Quais São as Diferenças Entre Roubo e Furto?

AspectoRoubo (Artigo 157)Furto (Artigo 155)
Uso de violência ou ameaçaSimNão
Emprego de armaSim (qualificado)Não geralmente
Necessidade de violênciaSimNão
Penas4 a 10 anos de reclusão1 a 4 anos de detenção ou multa

Dicas Jurídicas para quem foi vítima ou suspeito do crime de roubo

  • Para vítimas: registre Boletim de Ocorrência imediatamente após o ocorrido.
  • Para suspeitos: procure um advogado especialista para defesa ou orientações legais.
  • Conheça seus direitos e deveres perante a lei.

Perguntas Frequentes sobre o artigo 157 do Código Penal

1. Quais são as principais qualificadoras do roubo?

As qualificadoras incluem o uso de arma de fogo, violência ou grave ameaça, e circunstâncias específicas como o crime contra idosos ou pessoas com deficiência.

2. É possível responder por roubo tentado?

Sim. A tentativa de roubo também é punível, com penas menores, conforme previsto no artigo 14 do Código Penal.

3. Como é aplicada a pena em caso de reincidência?

A reincidência pode aumentar a pena, especialmente se o réu tiver sido condenado anteriormente por crime semelhante.

4. Quais os direitos do acusado durante o processo?

O acusado tem direito a ampla defesa, assistência de advogado, silêncio, entre outros garantidos pela Constituição Federal.

Conclusão

O artigo 157 do Código Penal é uma peça fundamental para compreender o crime de roubo no Brasil. Sua definição detalhada, penalidades e qualificadoras evidenciam a gravidade dessa conduta, que viola direitos de propriedade e integridade física das pessoas.

A compreensão adequada do tema permite uma atuação jurídica mais eficiente, seja na defesa, denúncia, ou na prevenção ao crime. Ressalta-se que o combate ao roubo depende não apenas de ações penais eficazes, mas também de estratégias sociais de inclusão, educação e segurança pública.

Como destaca o jurista Luiz Flávio Gomes:

“A prevenção da criminalidade passa por ações concretas de políticas públicas que envolvam educação, segurança e justiça.”

Para aprofundar seus conhecimentos, recomenda-se consultar o site do Planalto (link externo) e o site do TJSP (link externo).

Referências

  • Código Penal Brasileiro, Lei nº 2.848/1940.
  • Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
  • Sites oficiais do Governo Federal e do Poder Judiciário de São Paulo.
  • GOMES, Luiz Flávio. Curso de Direito Penal. 2020.

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