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Artigo 102 I da CF: Entenda Seus Impactos e Significado Jurídico

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O Artigo 102 da Constituição Federal (CF) é uma das disposições mais relevantes no que diz respeito ao controle de constitucionalidade no Brasil. Ele estabelece os limites, competências e procedimentos relacionados às ações de controle concentrado de constitucionalidade, garantindo a preservação do pactuado na nossa Carta Magna.

Neste artigo, vamos explorar minuciosamente o que dispõe o Inciso I do artigo 102 da CF, os seus impactos no sistema jurídico, as diferenças entre os tipos de controle de constitucionalidade e o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) nesse contexto.

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O que diz o artigo 102, I da CF?

Texto do artigo

O artigo 102, inciso I, da CF dispõe o seguinte:

"Compete ao Supremo Tribunal Federal, suspensivamente ou não, a guarda da Constituição, cabendo-lhe, especificamente:
I - julgar, mediante recurso, as causas e controvérsias por ela originadas."

Significado jurídico

O Inciso I reforça a função do STF como guardião máximo da Constituição, atribuindo-lhe a responsabilidade de julgar recursos originados de causas que envolvem questões constitucionais. Essa competência confere ao tribunal o papel fundamental de garantir a supremacia da Constituição, atuando como última instância recursal.

Impacto do artigo 102 I da CF no sistema jurídico brasileiro

Papel do STF na preservação da Constituição

O STF, ao exercer sua competência prevista no artigo 102, I, funciona como guardião da ordem constitucional, protegendo os princípios e dispositivos constitucionais. Essa atribuição é vital para assegurar um sistema de freios e contrapesos, evitando que normas infraconstitucionais atentem contra os direitos e garantias fundamentais.

Controle de constitucionalidade

O artigo 102, I, está diretamente relacionado às ações de controle de constitucionalidade. Essas ações podem ser de:

  • Controle concentrado: realizado pelo STF, que julga ações específicas, como a ação direta de inconstitucionalidade (ADI) e a ação declaratória de constitucionalidade (ADC).
  • Controle difuso: exercido por qualquer juiz ou tribunal, que pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma incidentalmente em um caso concreto.

Julgamento de recursos

Segundo nossa Constituição, o STF julga, mediante recurso, as causas e controvérsias originadas na corte, incluindo recursos extraordinários e recursos interpostos em processos de constitucionalidade. Assim, o artigo 102, I, reforça que o tribunal desempenha papel de última instância em questões constitucionais.

O procedimento para os recursos previstos no artigo 102, I

Como funciona o julgamento de causas e controvérsias originadas na corte?

O procedimento judicial relacionado às causas originadas na própria jurisdição do STF envolve recursos específicos, como:

Tipo de RecursoDescriçãoAplicação
Recurso extraordinárioFórum de revisão de decisão de tribunais inferiores, com base na constitucionalidade de uma normaQuando uma norma infraconstitucional é questionada sob a ótica da Constituição
Recurso em Controlado de ConstitucionalidadeRecursos provenientes de ações de controle concentradoEm ações de ADI e ADC, por exemplo

Papel dos Ministros do STF

Ao julgar esses recursos, os ministros do STF exercem um papel de validação ou invalidação de normas e decisões, contribuindo para a uniformização da jurisprudência e manutenção do ordenamento jurídico.

Relevância do artigo 102, I, na prática jurídica brasileira

Garantia da segurança jurídica

Ao estabelecer a competência do STF para julgar recursos de causas e controvérsias originadas na corte, o artigo 102, I, garante maior segurança jurídica, pois fornece um mecanismo de revisão final e de controle máximo.

Fortalecimento do Estado de Direito

O papel do STF em julgar recursos sob critérios constitucionais assegura o respeito às normas constitucionais, fortalecendo o Estado de Direito e protegendo os direitos fundamentais de cidadãos e entidades.

A importância de compreender o artigo 102, I, para operadores do direito

Para advogados, juízes e demais operadores jurídicos, entender essa norma é essencial para orientar estratégias judiciais e garantir uma atuação eficaz perante o tribunal constitucional.

Como preparar recursos eficazes ao STF

  • Análise detalhada da constituição e legislação infraconstitucional.
  • Fundamentação sólida baseada na jurisprudência do STF.
  • Compreensão do papel do controle de constitucionalidade.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual é a diferença entre o controle difuso e o controle concentrado de constitucionalidade?

O controle difuso ocorre em qualquer grau de jurisdição, quando um juiz ou tribunal verifica a inconstitucionalidade de uma norma incidentalmente ao analisar um caso concreto. Já o controle concentrado é exercido por um órgão específico — no Brasil, o STF — em ações principais que visam declarar a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de leis e atos normativos de forma abstrata.

2. Quais são as principais ações de controle concentrado de constitucionalidade?

  • Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)
  • Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC)
  • Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF)

3. Como uma causa chega ao STF para ser julgada pelo artigo 102, I?

Normalmente, por meio de recursos especiais ou extraordinários ou por ações de controle concentrado instauradas por parte interessada, Ministério Público ou entidades autorizadas, quando há questão constitucional envolvida.

4. Qual a importância do STF como guardião da Constituição?

Ele garante que todas as normas e atos administrativos estejam em conformidade com a Carta Magna, promovendo a estabilidade, segurança jurídica e a preservação dos direitos fundamentais.

Conclusão

O artigo 102, I, da Constituição Federal é uma peça fundamental do sistema de controle de constitucionalidade brasileiro, esclarecendo a competência do Supremo Tribunal Federal para julgar, mediante recurso, as causas e controvérsias originadas na própria corte. Essa disposição reforça o papel do STF como guardião máximo da Constituição, assegurando a supremacia normativa e promovendo a estabilidade do Estado de Direito.

Ao compreender seus dispositivos e funcionamento, operadores jurídicos podem atuar de maneira eficaz na defesa da constitucionalidade das normas e na proteção dos direitos fundamentais, contribuindo para uma justiça mais justa e alinhada aos princípios constitucionais.

Referências

“A Constituição é a base do Estado e sua guarda é dever de todos os Poderes, cabendo ao STF essa missão com máxima responsabilidade.”