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Art 897 A CLT: Entenda Seus Direitos Trabalhistas em Detalhes

Artigos

No universo das leis trabalhistas brasileiras, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é o principal instrumento que regula as relações empregador-empregado no país. Dentro desse escopo, o artigo 897-A ganhou destaque, trazendo importantes atualizações e especificações para ações judiciais na área trabalhista. Este artigo busca explicar de forma clara e detalhada o que prevê o artigo 897-A da CLT, quais são seus impactos e como os trabalhadores podem se beneficiar das mudanças.

O que é o Artigo 897-A da CLT?

Origem e Propósito do Artigo 897-A

A introdução do artigo 897-A na CLT ocorreu por meio da Reforma Trabalhista de 2017 (Lei nº 13.467/2017), que trouxe inúmeras mudanças na legislação trabalhista brasileira. A principal motivação foi modernizar o sistema jurídico, buscar mais eficiência na justiça do trabalho e equilibrar as relações entre empregados e empregadores.

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Segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o artigo 897-A tem como objetivo estabelecer procedimentos especiais para a conciliação e a execução de títulos extrajudiciais relacionados às relações de trabalho, além de regulamentar aspectos referentes à penhora de salários.

Texto do Artigo 897-A da CLT

Art. 897-A - Nos processos de execução, a penhora poderá recair sobre até 50% dos rendimentos líquidos do empregado, salvo decisão judicial em sentido contrário, respeitados os limites da legislação específica.

Este artigo é fundamental, pois delimita o percentual de retenção dos salários do trabalhador em processos de execução judicial, protegendo seus direitos frente às obrigações trabalhistas.

Conhecendo os Pontos-chave do Artigo 897-A

Procedimento de Conciliação e Mediação

O artigo reforça a importância da conciliação e da mediação como etapas obrigatórias na resolução de conflitos trabalhistas, promovendo uma resolução mais rápida e amigável antes do ajuizamento de ação judicial formal.

Limites para Penhora de Salários

A grande inovação trazida por esse artigo é a definição de um limite máximo de 50% dos rendimentos líquidos do trabalhador para a penhora, salvo decisão judicial em sentido contrário. Isso visa assegurar que o empregado mantenha uma renda mínima para sua subsistência.

Tabela de Limites de Dedução Salarial

Valor da DeduçãoPercentual MáximoObservação
Até 1 salário mínimo50%Limite máximo para saldos abaixo de um salário mínimo
Acima de 1 salário mínimo50%Para rendimentos superiores ao salário mínimo

Frase famosa: "A legislação trabalhista busca equilibrar a proteção ao trabalhador e os direitos do empregador, garantindo justiça e equidade nas relações laborais." — Desembargador do TRT.

Como o Artigo 897-A Impacta os Trabalhadores

Proteção ao Salário do Empregado

O principal benefício trazido pelo artigo 897-A é a proteção do trabalhador contra a retenção abusiva de salários. Agora, há um limite claro do que pode ou não ser retido, promovendo maior segurança financeira e dignidade ao trabalhador.

Exemplos Práticos

  • Exemplo 1: Um empregado que ganha R$ 2.000,00 líquidos pode ter até R$ 1.000,00 penhorados em um processo de execução, de acordo com o limite de 50%.
  • Exemplo 2: Se o trabalhador recebe um salário de R$ 1.200,00, a penhora não pode ultrapassar R$ 600,00, garantindo sua subsistência.

Como Proceder em Caso de Desrespeito

Se o empregado sentir que seus direitos estão sendo violados, ele pode buscar auxílio na Justiça do Trabalho, onde o limite de penhora será assegurado, inclusive mediante representação por um advogado especializado.

Diretos e Deveres de Empregadores e Empregados

Direitos do TrabalhadorDeveres do Empregador
Receber salário integral e pontualmenteRealizar descontos apenas dentro dos limites legais
Garantir limite de penhora conforme a leiRespeitar o limite de 50% para a penhora

Links úteis e referências

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O que significa o limite de 50% dos salários para penhora?

Significa que, em processos de execução trabalhista, até metade do valor líquido do salário pode ser penhorado, salvo decisão judicial em sentido contrário. Isso garante que o trabalhador mantenha uma quantia suficiente para suas despesas básicas.

2. O que acontece se o empregador ou o juiz descumprir esse limite?

Isso pode configurar abuso ou infração à legislação trabalhista, passível de reclamação na Justiça do Trabalho, que poderá determinar a restituição de valores indevidamente penhorados ou aplicar sanções ao empregador.

3. Quais casos podem ter exceção ao limite de 50%?

Situações especiais, como pensão alimentícia ou dívidas específicas, podem determinar um percentual diferente mediante decisão judicial fundamentada.

4. Como o trabalhador pode proteger seus direitos durante uma penhora salarial?

Ao perceber descontos abusivos, o trabalhador deve procurar um advogado trabalhista ou o sindicato para orientar uma medida judicial cabível para garantir seus direitos.

Conclusão

O artigo 897-A da CLT representa uma evolução importante na legislação trabalhista brasileira, buscando equilibrar os direitos do trabalhador e a necessidade de cobrança de dívidas trabalhistas. Sua principal inovação, o limite de 50% para penhora salarial, é uma importante proteção ao trabalhador, garantindo dignidade e segurança financeira.

Ao compreender seus direitos previstos nesse artigo, o trabalhador pode atuar com maior segurança e tranquilidade diante de processos de execução. Para empregadores, é uma orientação clara sobre os limites legais de descontos, promovendo boas práticas no ambiente de trabalho.

Em um cenário onde a Justiça Trabalhista busca cada vez mais ser eficiente e justa, a legislação evolui para proteger quem mais precisa dela: os trabalhadores. Conhecer esses dispositivos é fundamental para exercer seus direitos de forma consciente e ativa.

Referências

  • Brasil. Lei nº 13.467/2017 (Reforma Trabalhista). Disponível em: Planalto
  • Tribunal Superior do Trabalho. Orientações sobre penhora salarial e procedimentos. Disponível em: TST

Esperamos que este artigo tenha esclarecido suas dúvidas sobre o Artigo 897-A da CLT. Para mais informações ou orientação jurídica, procure um advogado trabalhista especializado.