Art 20 Código Penal: Entenda o Que Diz a Lei Sobre Crimes
O direito penal brasileiro possui diversas disposições que visam proteger a sociedade, garantindo a punição de condutas que causem dano a terceiros ou ao bem comum. Entre essas disposições, o artigo 20 do Código Penal desempenha um papel importante ao tratar de situações específicas relacionadas a crimes. Este artigo tem sido objeto de estudo e interpretação pelos profissionais do direito, estudantes e cidadãos interessados na compreensão do sistema penal brasileiro.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que dispõe o artigo 20 do Código Penal, suas implicações, conceitos essenciais, exemplos práticos e dúvidas frequentes. Além disso, apresentaremos uma tabela explicativa, citações relevantes e links para aprofundamento do tema.

O que diz o Artigo 20 do Código Penal?
Texto do artigo 20 do Código Penal
O artigo 20 do Código Penal Brasileiro diz o seguinte:
Art. 20. Não há crime quando o fato é praticado por justificativa de legítima defesa, de estado de necessidade ou de cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
Este dispositivo estabelece as hipóteses em que uma conduta, embora possa aparentar ser um crime, não será considerada como tal, devido a circunstâncias que justificam sua prática.
Interpretação do artigo 20 do Código Penal
Segundo o entendimento doutrinário, o artigo 20 trata de excludentes de ilicitude. Ou seja, situações em que a ação, apesar de potencialmente criminosa, é permitida por lei, devido a determinados motivos de exceção.
Situações previstas no artigo 20 do Código Penal
O artigo 20 aponta quatro principais justificativas que podem excluir a ilicitude de uma conduta criminosa:
- Legítima defesa
- Estado de necessidade
- Dever legal
- Exercício regular de direito
Vamos aprofundar cada uma dessas hipóteses.
Legítima defesa
A legítima defesa ocorre quando alguém reage a uma agressão atual e injusta, de modo proporcional, para proteger seu direito ou de outrem. É uma das principais justificativas previstas no direito penal brasileiro.
Estado de necessidade
Situação em que alguém pratica uma ação para salvar um bem próprio ou de terceiros, diante de uma situação de perigo atual e inevitável, sem ter causado o perigo.
Dever legal
Quando a ação é realizada para cumprir uma obrigação prevista em lei, como por exemplo, a atuação de um policial durante uma operação de rotina.
Exercício regular de direito
A prática de um ato autorizado por lei ou por um direito legítimo, dentro de seus limites, como uma ação judicial ou a utilização de um direito que não viola normas.
Exemplos práticos de aplicação do Artigo 20
| Situação | Descrição | Exemplo |
|---|---|---|
| Legítima defesa | Reação proporcional a uma agressão atual | Alguém que se defende de um golpe ou ameaça de morte |
| Estado de necessidade | Ato de salvar sua vida ou patrimônio diante do perigo | Queimando uma casa para evitar que ela seja roubada |
| Dever legal | Cumprimento de uma obrigação prevista na lei | Polícia que efetua uma prisão com autorização judicial |
| Exercício regular de direito | Exercitar um direito de forma legítima | Advogado que representa seu cliente em uma audiência |
Relevância do Artigo 20 do Código Penal na prática jurídica
O artigo 20 é fundamental na análise de casos criminais, pois auxilia na compreensão se uma conduta praticada pode ser considerada criminosa ou justificada. A aplicação correta desse dispositivo evita condenações indevidas e garante que os direitos e deveres sejam respeitados.
Citação relevante
“A legítima defesa, por exemplo, é uma das maiores garantias do cidadão contra agressões injustas e deve ser interpretada com cautela pelo magistrado.” — Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.
Importância na interpretação judicial
Ao julgar um caso, o juiz deve avaliar se as condições que justificam a excludente estão presentes, analisando provas e testemunhas para verificar se a ação realmente se enquadra nas hipóteses do artigo 20.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. O que é considerado um ato de legítima defesa?
R: É uma reação atual, inequívoca, proporcional e inevitável diante de uma agressão injusta ou ilegítima. A proporcionalidade é crucial para que a defesa não seja considerada excesso ou crime.
2. Um ato em estado de necessidade sempre deixa de ser crime?
R: Sim, desde que atendidas as condições do artigo 20, como a situação de perigo atual, inevitável e sem culpa do agente.
3. Quando um policial pode agir com exercício regular de direito?
R: Quando realiza sua atividade de forma legal, seguindo procedimentos previstos em lei, como apreensões, prisões ou uso de força, dentro do limite do necessário.
4. Há alguma diferença entre obrigação legal e exercício regular de direito?
R: Sim, enquanto a obrigação legal é uma responsabilidade imposta por lei, o exercício regular de direito refere-se a ações autorizadas por legislação ou por direitos legítimos, sem violar normas.
Conclusão
O artigo 20 do Código Penal é uma peça fundamental para compreensão do sistema de excluentes de ilicitude no direito brasileiro. Ele garante que ações que, sob certas circunstâncias, poderiam ser consideradas crimes, não sejam punidas, protegendo direitos essenciais do indivíduo e buscando evitar injustiças.
É importante que juristas, estudantes e a sociedade como um todo entendam as hipóteses de justificativa previstas na lei, pois essa compreensão promove uma aplicação mais justa e equilibrada da justiça penal.
Referências
- Código Penal Brasileiro, Decreto-Lei nº 2.848/1940.
- FERREIRA, Jorge Guilherme. Direito Penal: Parte Geral. São Paulo: Saraiva, 2016.
- BRASIL. Tribunal de Justiça de São Paulo. Manual de Direito Penal. Disponível em: https://www.tjsp.jus.br
- GARCIA, Luiz Flávio. Curso de Direito Penal. Rio de Janeiro: Forense, 2018.
Considerações finais
Entender o conteúdo do artigo 20 do Código Penal é essencial para uma atuação jurídica consciente e justa. Sua aplicação correta evita abusos e garante que somente condutas verdadeiramente ilícitas sejam punidas, respeitando os direitos fundamentais de cada cidadão.
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