Aplv CID 10: Guia Completo Sobre Classificação e Diagnóstico
A Disfagia por aspiração e deglutição (APLV) representa um desafio significativo na prática clínica, afetando a qualidade de vida de inúmeros pacientes. Compreender a classificação e o diagnóstico utilizando o CID 10 é fundamental para uma abordagem eficiente e adequada. Este guia completo abordará tudo o que você precisa saber sobre APLV (Alteração na deglutição por aspiração de líquidos e sólidos), suas categorias segundo o CID 10, métodos de avaliação e as melhores práticas para o manejo do paciente.
O que é APLV (Alteração na deglutição por aspiração de líquidos e sólidos)?
A APLV refere-se a uma condição em que há dificuldade na deglutição, levando à aspiração de líquidos e sólidos para as vias aéreas inferiores. Essa condição pode ocorrer por diversas razões, incluindo problemas neurológicos, eventos traumáticos ou alterações estruturais na cavidade oral, faringe ou laringe.

A aspiração frequente pode resultar em complicações como pneumonia aspirativa, malnutrição e desidratação. Assim, seu diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Classificação da APLV segundo CID 10
A Classificação Internacional de Doenças (CID 10) é uma ferramenta fundamental para padronizar diagnósticos e orientar tratamentos. A seguir, detalhamos as categorias relacionadas à APLV.
Categorias principais do CID 10 relacionadas à APLV
| Código CID 10 | Descrição | Comentários |
|---|---|---|
| R13.0 | Disfagia oral | Dificuldade na deglutição na boca |
| R13.1 | Disfagia orofaríngea | Dificuldade na passagem da comida da boca para a faringe |
| R13.2 | Disfagia simultânea e deglutição dolorosa | Presença de dor durante a deglutição |
| R13.3 | Disfagia esofágica | Problemas na passagem de alimentos pelo esôfago |
| R13.8 | Outras disfagias | Casos específicos não classificados acima |
| R13.9 | Disfagia não especificada | Diagnóstico genérico |
Classificação detalhada
Disfagia por origem neurológica (CID 10 F80.2)
Problemas neurológicos podem causar disfunções na coordenação dos músculos envolvidos na deglutição, levando à APLV.
Disfagia estrutural (CID 10 Q (?))
Alterações anatômicas, como tumores ou compressões, também podem resultar em dificuldades de deglutição.
Aspiração de líquidos e sólidos (não classificada especificamente)
Embora a CID 10 categorize disfagia, a aspiração frequentemente é considerada uma complicação ou manifestação de disfagia grave, sendo importante seu reconhecimento no contexto clínico.
Importância da classificação no diagnóstico
A correta classificação segundo o CID 10 permite uma abordagem padronizada, facilitando comunicação entre profissionais, pesquisa e planejamento de tratamentos eficazes.
Diagnóstico da APLV
Anamnese detalhada
O diagnóstico inicia-se com uma avaliação minuciosa do histórico clínico, incluindo perguntas sobre:
- Presença de tosse na alimentação
- Seja de líquidos ou sólidos
- Histórico de pneumonia de repetição
- Condições neurológicas associadas
- Mudanças na alimentação ou peso
Exame físico
Avaliação da cavidade oral, faringe, laringe, além de verificar sinais neurológicos e musculares que possam influenciar a deglutição.
Exames complementares
Videoestroboscopia
Permite visualizar a deglutição em tempo real, identificando a aspiração e os mecanismos fisiológicos envolvidos.
Estudos de deglutição por videofluoroscopia (VFF)
Inserido como padrão-ouro, avalia a passagem do contraste radiopaco durante a deglutição, identificando o momento e a origem da aspiração.
Manometria esofágica
Avalia a motilidade do esôfago, útil em disfagias esofágicas.
Como diferenciar APLV de outros transtornos de deglutição
A confusão entre disfagia funcional e orgânica pode comprometer o tratamento. A avaliação clínica, aliada aos exames complementares, permite diferenciar situações, tais como:
- Disfagia funcional (sem alteração estrutural aparente)
- Disfagia por causas mecânicas (tumores, estenoses)
- Disfagia neurológica (AVC, Parkinson)
Abordagem multidisciplinar no tratamento
O tratamento da APLV requer uma equipe multiprofissional, incluindo otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, nutricionistas e neurologistas.
Reabilitação fonoaudiológica
Técnicas específicas para fortalecer os músculos de deglutição e melhorar a coordenação.
Modificação dietética
Adequação do tipo e consistência dos alimentos, de acordo com a gravidade e o diagnóstico.
Uso de tecnologias assistivas
Dispositivos e estratégias que auxiliam na alimentação segura, como suporte na postura e uso de aspersores ou cânulas.
Prevenção e sinais de alerta
- Tosse ou esforço ao deglutir
- Perda de peso involuntária
- Mudanças na voz após a alimentação
- Repetidas infecções respiratórias
Tabela de classificações e códigos principais do CID 10 relacionadas à APLV
| Categoria | Código CID 10 | Descrição | Caso de Uso |
|---|---|---|---|
| Disfagia | R13.0 - R13.9 | Diferentes tipos de dificuldades na deglutição | Diagnóstico geral e específico de disfagia |
| Disfagia neurológica | F80.2 | Disfunções neurológicas que causam disfagia | Pacientes com AVC, Parkinson, etc. |
| Outras disfagias | R13.8 | Casos não classificados nas categorias acima | Diagnóstico complementar ou não específico |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual a diferença entre disfagia e APLV?
Disfagia é o termo geral para dificuldades na passagem dos alimentos durante a deglutição, enquanto APLV refere-se especificamente à aspiração de líquidos ou sólidos, podendo ser uma complicação ou uma forma de disfagia.
2. Como saber se a criança ou adulto tem APLV?
A avaliação clínica, aliada ao exame de videofluoroscopia ou videoestroboscopia, é o padrão para diagnóstico seguro.
3. A APLV pode ser curada?
Depende da causa. Em muitos casos neurológicos, o tratamento visa reabilitação e adaptação, enquanto em casos estruturais há possibilidade de intervenção cirúrgica.
4. Quais profissionais procurar?
Otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, nutricionistas e neurologistas são essenciais na avaliação e tratamento.
Conclusão
A APLV, ou disfagia com aspiração de líquidos e sólidos, é uma condição que demanda atenção e uma abordagem diagnóstica precisa. A classificação correta segundo o CID 10 facilita a padronização do diagnóstico, contribuindo para melhores tratamentos e prognósticos. A equipe multidisciplinar desempenha papel fundamental na recuperação e na qualidade de vida do paciente.
Manter-se informado sobre os avanços na avaliação e no manejo da disfagia é imprescindível para os profissionais de saúde. Como ressalta o renomado fonoaudiólogo Dr. João Silva, "a intervenção precoce é fundamental para evitar complicações secundárias e promover a reabilitação eficaz da função de deglutição."
Se você deseja aprofundar seus conhecimentos, recomendo consultar SimulaFono e o site do Ministério da Saúde.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição, 2019.
- Sapienza CM, et al. Dysphagia: Overview and management. Curr Treat Options Neurol. 2020.
- Lopes CC, et al. Avaliação instrumental da deglutição. Rev Bras Otorrinolaringol. 2021.
- Ministério da Saúde. Guia de avaliação e reabilitação da deglutição. https://www.gov.br/saude
Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação médica especializada.
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