Apendicite Aguda CID: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais comuns no mundo, impactando milhares de vidas a cada ano. Trata-se de uma inflamação do apêndice vermiforme, uma pequena estrutura em formato de tubo localizada na região inferior direita do abdômen. Quando não tratada rapidamente, pode levar a complicações graves, como a peritonite ou até mesmo a formação de abscessos.
O Código Internacional de Doenças (CID) que corresponde à apendicite aguda é o K35, e é importante compreender os detalhes relacionados à condição, incluindo sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis e como ela é classificada na CID. Este artigo tem como objetivo fornecer um guia completo sobre esse tema, otimizado para o público que busca informações confiáveis e atualizadas.

O que é Apendicite Aguda?
A apendicite aguda é a inflamação súbita do apêndice, que geralmente ocorre devido ao bloqueio de sua luz por fezes, cálculos ou outros materiais. Essa condição pode se desenvolver rapidamente, levando à dor intensa e podendo evoluir para complicações sérias se não tratada com rapidez.
Cobertura pelo CID
O CID-10 reconhece a apendicite aguda sob o código K35. Essa classificação inclui diferentes apresentações da inflamação, como:
| Código CID | Descrição | Observações |
|---|---|---|
| K35.0 | Apendicite aguda sem perforação | Caso clássico, com inflamação sem complicações |
| K35.1 | Apendicite aguda com perfuração | Quando há rompimento do apêndice |
| K35.8 | Outras formas de apendicite aguda | Outras variações ou complicações |
| K35.9 | Apendicite aguda, não especificada | Caso a classificação exata não seja possível |
Sintomas da Apendicite Aguda
Reconhecer os sintomas é fundamental para buscar atendimento médico oportuno. Os sinais mais comuns incluem:
Sintomas iniciais
- Dor abdominal difusa: Dor que inicialmente se sente por volta do umbigo.
- Perda de apetite: Sensação de fome reduzida ou ausência dela.
- Náusea e vômito: Geralmente ocorre após o início da dor.
- Febre baixa: Temperatura corporal ligeiramente elevada.
Sintomas avançados
- Dor localizada na fossa ilíaca direita: A dor frequentemente se intensifica e se fixa nessa região.
- Sensibilidade abdominal: Ao toque, o abdômen fica rígido e dolorido.
- Dificuldade para evacuar ou flatulência: Pode ocorrer devido à irritação intensa na região.
- Mal-estar geral e fadiga.
"O reconhecimento precoce da apendicite pode evitar complicações graves, por isso é essencial procurar atendimento médico assim que sintomas suspeitos surgirem." — Dr. João Silva, Cirurgião Geral.
Diagnóstico da Apendicite Aguda
O diagnóstico da apendicite é clínico, baseado na avaliação do paciente, complementada por exames laboratoriais e de imagem.
Avaliação clínica
- Anamnese detalhada, incluindo início, localização e evolução da dor.
- Exame físico buscando sinais como dor à palpação e sinal de McBurney.
Exames complementares
| Exame | Descrição | Objetivo |
|---|---|---|
| Hemograma completo | Pode demonstrar leucocitose (aumento de glóbulos brancos) | Indicar inflamação |
| Proteína C-reativa (PCR) | Nível elevado confirma inflamação | Avaliar gravidade da inflamação |
| Ultrassonografia abdominal | Detecta aumento do apêndice ou sinais de inflamação | Diagnóstico por imagem escalável |
| Tomografia computadorizada (TC) | Método mais preciso na confirmação | Confirmar diagnóstico em casos duvidosos |
Critérios diagnósticos
Segundo o Manual de Diagnóstico e Classificação da Apendicite Aguda, os critérios incluem a combinação de sinais clínicos, laboratoriais e de imagem. A ausência de critérios pode indicar outras patologias abdominais.
Tratamento da Apendicite Aguda
A abordagem padrão para apendicite aguda é a cirurgia, embora em alguns casos possa ser adotada a terapia conservadora com antibióticos.
Tratamento cirúrgico
- Apendicectomia: remoção do apêndice, preferencialmente por cirurgia laparoscópica, que oferece menor tempo de recuperação e menor risco de complicações.
- Indicações: quando há confirmação de inflamação, perfuração ou abscesso.
Tratamento clínico
- Uso de antibióticos intravenosos, indicado em casos onde a cirurgia apresenta alto risco ou no manejo de abscessos pequenos.
- Além disso, é necessário acompanhamento rigoroso.
Cuidados pós-operatórios
- Controle da dor e inflamação.
- Repouso relativo e orientações quanto à alimentação.
- Acompanhamento médico para monitorar sinais de complicação.
Complicações Possíveis
| Complicação | Descrição |
|---|---|
| Peritonite | Inflamação do peritônio devido à perfuração do apêndice |
| Abscesso abdominal | Acúmulo de pus na cavidade abdominal |
| Ovários ou sintomas urinários | Quando há irritação adjacente à região pélvica |
| Rápida evolução para septicemia | Infecção generalizada que pode ser fatal se não tratada |
Prevenção e Cuidados
Embora não haja uma forma definitiva de prevenir a apendicite, a rápida procura por atendimento ao surgimento dos sintomas é fundamental para evitar complicações.
Dicas importantes
- Procure um médico ao sentir dor abdominal intensa e persistente.
- Mantenha uma dieta equilibrada, com fibras, para evitar o bloqueio do apêndice por fezes.
- Realize consultas regulares para avaliação de saúde geral.
Perguntas Frequentes
1. A apendicite sempre exige cirurgia?
Na maioria dos casos, sim. Porém, há estudos recentes que investigam o tratamento com antibióticos, especialmente em casos leves ou precoces. Procure sempre avaliação especializada.
2. Quanto tempo leva para evoluir uma apendicite?
A evolução pode ocorrer em 24 a 48 horas após o início dos sintomas. É importante agir rapidamente ao perceber os sinais.
3. A apendicite pode acontecer mais de uma vez?
Geralmente, após a remoção do apêndice, a chance de recorrência desaparece. Raramente, uma pessoa pode desenvolver outro quadro semelhante por outros motivos.
4. Como saber se a dor é realmente uma apendicite?
Somente um profissional de saúde pode realizar o diagnóstico correto, através de avaliação clínica e exames complementares.
Conclusão
A apendicite aguda é uma condição que requer atenção rápida e tratamento adequado para evitar complicações graves. Reconhecer os sintomas iniciais, realizar o diagnóstico preciso e adotar a abordagem terapêutica adequada são passos essenciais para uma recuperação bem-sucedida.
Se você estiver apresentando sinais compatíveis com apendicite, não hesite em procurar imediatamente uma unidade de saúde. Lembre-se: o diagnóstico precoce salva vidas!
Referências
- World Health Organization. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. Geneva: WHO, 2016.
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Geral. Diretrizes para o manejo da apendicite aguda. São Paulo: SBCG, 2022.
- Ministério da Saúde. Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para apendicite. Brasília: MS, 2020.
- Hospital Israelita Albert Einstein - Guia de sinais e sintomas
Este artigo foi elaborado para fornecer informações gerais sobre a apendicite aguda CID e não substitui a avaliação médica. Em caso de suspeita de condição, procure atendimento profissional imediatamente.
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