Anterolistese CID: Entenda a Causa, Sintomas e Tratamentos
A coluna vertebral é uma estrutura complexa e essencial para a sustentação do corpo humano, permitindo movimentos e protegendo a medula espinhal. Entre as várias condições que podem afetar essa região, a anterolistese é uma das mais relevantes, especialmente por sua influência na qualidade de vida do paciente. Este artigo visa esclarecer o conceito de anterolistese CID, suas causas, sintomas, diagnósticos e tratamentos, além de esclarecer dúvidas comuns sobre o tema.
Se você busca compreender melhor essa condição, seja por motivos pessoais ou profissionais da área da saúde, este conteúdo foi elaborado para fornecer informações precisas e atuais.

O que é Anterolistese CID?
Anterolistese, também conhecida como espondilolistese anterior, é uma deslizamento de uma vértebra para frente em relação à vértebra abaixo dela. A classificação CID, que significa Classificação Internacional de Doenças publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), inclui códigos específicos para essa condição, facilitando seu diagnóstico e registros clínicos.
O código CID para essa condição varia conforme a gravidade e o tipo, sendo o mais comum o M43.1 – Espondilolistese, não especificada. Para casos mais específicos, outros códigos podem ser utilizados, como o M43.2, que classifica diferentes tipos de espondilolistese.
Definição técnica: A anterolistese ocorre quando há um deslocamento anterior de uma vértebra em relação à vértebra subjacente, podendo variar de leve a severo, afetando a postura e causando dores.
Causas da Anterolistese
Causas congênitas
Anomalias na formação óssea: Algumas pessoas nascem com malformações na vértebra, como a fadiga de Pars (uma lesão na parte posterior da vértebra), que predispõem ao deslizamento.
Degeneração articular: Com o envelhecimento, há desgaste das articulações facetárias que podem contribuir para a instabilidade vertebral.
Causas adquiridas
Traumas ou acidentes: Fraturas ou deslocamentos na coluna podem causar ou piorar a condição.
Espondilólise: Uma fissura no arco neural que enfraquece a vértebra, provocando seu deslocamento.
Degeneração discal: Desgaste do disco intervertebral que, ao perder altura, pode facilitar o deslocamento vertebral.
Doenças degenerativas: Como a osteoartrite que afeta as articulações facetárias e os ligamentos.
Fatores de risco
| Fatores de risco | Descrição |
|---|---|
| Idade | Quanto mais velho, maior a tendência ao desgaste |
| Prática de esportes de impacto | Como gimnástica, futebol, que podem causar traumas |
| Histórico familiar | Predisposição genética |
| Obesidade | Aumenta a carga sobre a coluna |
Sintomas da Anterolistese
Nem sempre a anterolistese apresenta sintomas evidentes, especialmente nos estágios iniciais. Entretanto, à medida que progride, o paciente pode experimentar:
Sintomas comuns
Dores nas costas: Especialmente na região lombar, que podem irradiar para as pernas.
Limitação de movimentos: Rigidez na coluna ou restrição na flexão e extensão.
Sensação de fraqueza ou formigamento nas pernas: Devido à compressão de nervos.
Dores que pioram à noite ou ao ficar em pé por longos períodos.
Problemas de equilíbrio: Em casos mais avançados.
Sintomas neurológicos
Quando a condição avança, pode causar neuropatia ou até problemas mais graves, como:
Perda de controle da bexiga ou intestino (em casos de compressão grave da medula espinhal).
Dificuldade na marcha.
Diagnóstico da Anterolistese
Exames clínicos
O médico realizará avaliação física, procurando sinais de instabilidade, dor, limitação de movimentos e reflexos alterados.
Exames de imagem
| Exame | Detalhes |
|---|---|
| Radiografia lateral da coluna | Permite visualizar o grau de deslizamento das vértebras. |
| Tomografia computadorizada (TC) | Fornece detalhes anatômicos mais precisos, essencial para planejamento cirúrgico. |
| Ressonância magnética (RM) | Avalia os tecidos moles, nervos, medula espinhal e possíveis compressões. |
Classificação da gravidade
| Grau de deslizamento | Descrição |
|---|---|
| Grau I (leve) | Deslocamento de até 25% da vértebra anterior. |
| Grau II (moderado) | Entre 25% e 50%. |
| Grau III (severo) | Entre 50% e 75%. |
| Grau IV (avançado) | Mais de 75%. |
(Fonte: American Academy of Orthopaedic Surgeons - AAOS)
Tratamentos para Anterolistese CID
O tratamento varia de acordo com a gravidade, sintomas e impacto na qualidade de vida. Pode ser conservador ou cirúrgico.
Tratamento conservador
Indicado para casos leves ou moderados, sem sintomas neurológicos graves.
Fisioterapia: Exercícios de fortalecimento muscular, alongamentos e técnicas para estabilização da coluna.
Medicamentos: Analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares.
Repouso relativo: Evitar atividades que agravem a dor.
Uso de suporte ortopédico: Cintos lombares podem oferecer suporte temporário.
Tratamento cirúrgico
Recomendado em casos de dor intensa, instabilidade grave, compressão nervosa ou progressão do deslizamento.
Discectomia: Remoção de partes do disco ou tecido que comprimem os nervos.
Fusão vertebral: Técnica que une as vértebras envolvidas para estabilização.
Vertebroplastia ou cifoplastia: Procedimentos minimamente invasivos em alguns casos específicos.
Importante: A decisão pela cirurgia deve ser tomada com base em uma avaliação multidisciplinar.
Novas tecnologias e avanços
A medicina vem evoluindo com técnicas minimamente invasivas e implantes que aceleram a recuperação, além de ações personalizadas para cada paciente. Para conhecer mais sobre os procedimentos atualizados na área, consulte Spine Health.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A anterolistese é uma condição comum?
Sim, principalmente em idosos e atletas que praticam esportes de impacto. A degeneração natural da coluna também aumenta seu risco.
2. É possível prevenir a anterolistese?
Manter uma postura correta, praticar exercícios de fortalecimento lombar e evitar sobrecarga na coluna ajudam na prevenção.
3. Quanto tempo leva para tratar a anterolistese?
Depende do grau e do método de tratamento. A fisioterapia pode levar alguns meses, enquanto a recuperação pós-operatória pode variar de 3 a 6 meses.
4. Quais são as complicações se não tratar?
Progressão do deslizamento, compressão nervosa, dor crônica, alteração da postura e prejuízo neurológico.
5. A anterolistese pode ocorrer em crianças?
Embora seja mais comum em adultos, especialmente com degeneração, casos em crianças podem ocorrer por malformações congênitas ou trauma.
Conclusão
A anterolistese CID refere-se a uma condição séria que pode comprometer a qualidade de vida dos pacientes. Sua causa está relacionada a fatores congênitos ou adquiridos, e os sintomas variam desde dores leves até problemas neurológicos graves. O diagnóstico preciso através de exames de imagem aliado à avaliação clínica é fundamental para determinar o tratamento adequado.
Seja conservador ou cirúrgico, o tratamento deve ser personalizado, realizado por uma equipe multidisciplinar. A prevenção inclui a manutenção de uma postura correta e a prática regular de exercícios físicos, além de acompanhamento médico em caso de sintomas.
Lembre-se: buscar orientação médica ao sentir dores na região lombar ou sinais de instabilidade é fundamental para evitar complicações futuras.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10: Classificação Internacional de Doenças. https://www.who.int/classifications/icd/en/
- American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS). Espondilolistese. https://orthoinfo.aaos.org
- Spine Health. Advances in spine surgery. https://www.spine-health.com
Fonte da citação: "A saúde da coluna deve ser prioridade de todos que buscam qualidade de vida."
MDBF