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Angina Instável e Estável: Entenda as Diferenças e Cuidados

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A saúde cardiovascular é uma preocupação prioritária em todo o mundo, especialmente devido à alta incidência de doenças do coração, como a angina. Muitas pessoas ouvem falar de “angina” sem entender completamente o que ela representa, suas formas, causas e tratamentos. Entre as classificações mais importantes estão a angina instável e a angina estável, que, apesar de parecerem similares, possuem características, riscos e tratamentos bastante distintos.

Este artigo tem como objetivo esclarecer, de forma detalhada, as diferenças entre angina instável e estabilitária, além de fornecer orientações essenciais para o cuidado e prevenção dessas condições. A compreensão adequada desses dados pode fazer toda a diferença na sua saúde ou de alguém próximo.

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O que é angina?

A angina é uma dor ou desconforto no peito causado por uma redução temporária do fluxo sanguíneo para o coração. Essa diminuição ocorre devido ao estreitamento das artérias coronárias, que podem estar obstruídas por placas de gordura, inflamações ou coágulos sanguíneos. Quando o coração não recebe oxigênio suficiente, o paciente sente angina.

Diferenças entre angina estável e instável

Apesar do mesmo nome, angina estável e instável possuem características distintas que impactam diretamente no diagnóstico, tratamento e risco de eventos cardíacos graves. A seguir, exploraremos essas diferenças detalhadamente.

Angina Estável

Características principais

  • Periodicidade: ocorre de forma previsível, geralmente durante atividades físicas ou estresse emocional.
  • Duração: dura poucos minutos, normalmente entre 1 a 5 minutos.
  • Sintomas: desconforto localizado no peito, que pode irradiar para braço esquerdo, pescoço ou mandíbula.
  • Resposta ao repouso: alivia com repouso ou uso de medicamentos como a nitroglicerina.

Causas

A angina estável geralmente é causada por uma doença arterial coronariana obstructiva. Quando há uma placa de gordura nas artérias, elas podem se estreitar, dificultando o fluxo sanguíneo durante esforço físico.

Diagnóstico

Normalmente, é identificado a partir do relato do paciente, exames de esforço, eletrocardiograma de repouso, ecocardiograma e angiotomografia coronária.

Tratamento

Envolve mudança de estilo de vida, medicamentos (como betabloqueadores, nitratos e aspirina) e, em alguns casos, procedimentos invasivos como angioplastia ou cirurgia de revascularização.

Angina Instável

Características principais

  • Irregularidade: ocorre de forma imprevisível, sem relação com esforço físico.
  • Duração: dura mais de 20 minutos, podendo persistir mesmo com repouso.
  • Sintomas: dor mais intensa, que pode ocorrer ao repouso ou com esforço mínimo; agravamento da condição.
  • Risco: elevado risco de ataque cardíaco ou infarto do miocárdio.

Causas

Causada por uma ruptura de placa aterosclerótica, que leva à formação de um coágulo sanguíneo, obstruindo de forma parcial ou total a artéria coronária.

Diagnóstico

É urgentemente avaliada em emergência devido ao alto risco. Exames complementares incluem enzimas cardíacas, eletrocardiograma na admissão, angiografia coronária e testes laboratoriais.

Tratamento

Requer intervenção rápida, com uso de medicamentos antiplaquetários, anticoagulantes, nitratos, betabloqueadores e, muitas vezes, procedimentos invasivos, como angioplastia de emergência.

Comparativo entre angina estável e instável

CaracterísticaAngina EstávelAngina Instável
FrequênciaPrevisível, relacionada a esforço físicoInesperada, pode ocorrer em repouso
DuraçãoCurta (1-5 minutos)Longa (mais de 20 minutos)
SintomasDesconforto compatível com esforçoDor intensa, desconforto em repouso
Resposta ao repousoGeralmente melhoraPersistente ou agravada
Risco de ataque cardíacoMenorAlto (risco de infarto)
GravidadeModeradaEmergência médica

Cuidados e prevenção

A prevenção da angina, seja ela estável ou instável, envolve mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico adequado.

Recomendações

  • Alimentação saudável, com redução de gorduras saturadas e sódio.
  • Prática regular de exercícios físicos, sob orientação médica.
  • Controle do peso corporal.
  • Gestão do estresse emocional.
  • Abstinência de tabaco e consumo moderado de álcool.
  • Uso regular de medicações prescritas.

Se apresentar sintomas de angina, procure atendimento médico imediatamente para avaliação adequada e prevenção de complicações maiores.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A angina pode evoluir para um ataque cardíaco?

Sim. Especialmente no caso da angina instável, há risco elevado de evoluir para infarto do miocárdio se não tratada adequadamente.

2. Como diferenciar angina de outros tipos de dor no peito?

A angina geralmente apresenta uma sensação de pressão ou aperto, que melhora com repouso ou medicação. Caso haja dor súbita, intensa, prolongada ou acompanhada de outros sintomas como falta de ar, sudorese ou desmaio, procure atendimento médico urgente.

3. É possível prevenir a angina?

Sim. Mudanças no estilo de vida, controle de fatores de risco e acompanhamento regular com o cardiologista são essenciais para prevenir a ocorrência ou agravamento da angina.

4. Quando procurar emergência?

Se a dor no peito for súbita, intensa, acompanhada de sudorese, náusea, fraqueza ou dificuldade para respirar, busque ajuda médica imediatamente — trata-se de uma emergência potencial.

Conclusão

A diferença entre angina instável e estável é fundamental para compreender os riscos envolvidos e os tratamentos necessários. A angina estável, apesar de desconfortável, tende a seguir um padrão previsível e pode ser controlada com medicações e mudanças de hábito. Já a angina instável representa uma situação de emergência, requerendo atenção médica imediata para evitar complicações graves, como o infarto.

"Prevenir é sempre melhor do que remediar. Cuidar do coração é um ato de amor consigo mesmo." — Esta frase reforça a importância de atitudes preventivas e do acompanhamento médico regular.

Se você ou alguém próximo apresentar sinais de angina, não hesite em procurar ajuda especializada. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de evitar complicações e preservar a saúde do seu coração.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de Doenças Cardiovasculares. 2022. Disponível em: https://publicacoes.cardiol.br

  2. American Heart Association. Chest Pain (Angina). 2023. Disponível em: https://www.heart.org

  3. Ministério da Saúde. Prevenção e Controle das Doenças Cardiovasculares. 2023. Disponível em: https://saude.gov.br