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Angina Instável CID: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento Eficaz

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A angina instável é uma condição cardíaca que representa uma emergência médica e pode indicar a progressão de uma doença arterial coronariana. Sua definição, classificação e tratamento eficazes representam um grande desafio para profissionais de saúde e pacientes. Este artigo aborda de forma detalhada a angina instável, utilizando o código CID (Classificação Internacional de Doenças), destacando seus sintomas, diagnóstico e opções de tratamento. Com informações atualizadas, buscamos esclarecer dúvidas frequentes e fornecer orientações essenciais para o manejo adequado dessa condição.

O que é Angina Instável CID?

A angina instável é classificada pelo CID sob o código I20.0 (Angina instável). Trata-se de uma síndrome caracterizada por dor torácica ou desconforto que ocorre de forma imprevisível, muitas vezes em repouso ou com esforço mínimo, sinalizando uma possível instabilidade da placa de ateroma nas artérias coronárias. Essa condição pode evoluir para infarto do miocárdio se não houver intervenção adequada.

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Classificação pelo CID

Código CIDDescrição
I20.0Angina instável
I20.1Angina precordial, sem delimitação
I20.8Outras formas de angina pectoris
I20.9Angina pectoris, não especificada

"A angina instável representa uma fase de risco elevado, exigindo avaliação rápida e tratamento imediato para evitar complicações graves, como o infarto."

Sintomas da Angina Instável

Os sintomas da angina instável podem variar de paciente para paciente, mas geralmente incluem:

Principais sinais e sintomas

  • Dor ou desconforto torácico: sensação de peso, queimação, aperto ou pressão na região do peito.
  • Dor que ocorre em repouso ou com esforço mínimo.
  • Duração maior que 20 minutos se não tratada.
  • Radiação da dor: pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço, mandíbula, costas ou até para o braço direito.
  • Falta de ar (dispneia).
  • Sudorese excessiva.
  • Náusea ou vômito.
  • Palpitações ou sensação de desmaio.

Fatores de risco associados

  • Idade avançada.
  • História de doenças cardiovasculares na família.
  • Hipertensão arterial.
  • Diabetes mellitus.
  • Dislipidemia.
  • Tabagismo.
  • Sedentarismo.

Diagnóstico da Angina Instável

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações. Ele combina avaliação clínica, exames complementares e testes laboratoriais.

Avaliação clínica

O médico realiza uma anamnese detalhada, explorando os sintomas, fatores desencadeantes e antecedentes pessoais e familiares. Exame físico pode indicar sinais de insuficiência cardíaca ou outras alterações cardiovasculares.

Exames laboratoriais

ExameObjetivo
Eletrocardiograma (ECG)Detectar alterações de supradesnivelamento ou infradesnivelamento do segmento ST ou arritmias.
Troponina T ou IDetectar necrose miocárdica, sendo fundamental na diferenciação entre angina instável e infarto.
Perfil lipídicoAvaliar risco cardiovascular a longo prazo.
Exames de imagem adicionaisEcocardiograma para avaliar função cardíaca e ecodoppler das artérias coronárias.

Exames complementares

Para uma avaliação mais aprofundada, podem ser solicitados:

  • Testes de esforço com ECG.
  • Cintilografia miocárdica.
  • Coronariografia (angiorressonância ou cateterismo). Para confirmação diagnóstica e planejamento de intervenção.

Tratamento da Angina Instável

A abordagem terapêutica visa aliviar os sintomas, prevenir complicações e tratar a causa subjacente. O tratamento pode incluir medicamentos, procedimentos invasivos ou combinações destes.

Tratamento farmacológico

Medicações de emergência

  • Nitratos: nitroglicerina sublingual para aliviar a dor.
  • Inibidores da plaquetação: aspirina, para reduzir a formação de trombos.
  • Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e betabloqueadores, após estabilização.

Medicamentos de manutenção

  • Betabloqueadores: reduzem a frequência cardíaca e a demanda de oxigênio do miocárdio.
  • Antagonistas dos canais de cálcio.
  • Estatinas: diminuem os níveis de colesterol.
  • Anticoagulantes: em casos mais graves ou após procedimento invasivo.

Intervenções invasivas

  • Angioplastia com colocação de stent: procedimento realizado para restabelecer o fluxo sanguíneo nas artérias coronárias obstruídas.
  • Revascularização miocárdica (bypass): indicado em casos de múltiplas obstruções ou falha do angioplastia.

Mudanças no estilo de vida

  • Alimentação saudável, com redução do consumo de gorduras saturadas e colesterol.
  • Prática regular de exercícios físicos, sob orientação médica.
  • Controle rigoroso da pressão arterial, glicemia e níveis de lipídios.
  • Cessação do tabagismo.
  • Gerenciamento do estresse.

Medidas de prevenção

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, "a prevenção é a melhor estratégia contra as doenças cardiovasculares, incluindo a angina instável." Portanto, o acompanhamento médico regular e o controle dos fatores de risco são essenciais.

Perguntas Frequentes

1. A angina instável pode evoluir para infarto do miocárdio?

Sim. A angina instável é considerada uma emergência que pode evoluir para infarto se não tratada adequadamente, pois indica uma obstrução crítica na artéria coronária.

2. Quais são as diferenças entre angina estável e angina instável?

CaracterísticaAngina EstávelAngina Instável
FrequênciaRegular, com padrões previsíveisInquietante, imprevisível
DuraçãoAté 15 minutosGeralmente mais prolongada (>20 min)
DesencadeantesExercício físico, estresseEm repouso ou com esforço mínimo
Resposta a medicamentosBoaPode não responder adequadamente

3. Como prevenir a angina instável?

Controlando fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, praticando atividades físicas, evitando tabagismo e adotando dieta equilibrada.

4. Quando procurar ajuda médica?

Se ocorrer dor no peito nova, piorando ou diferente do habitual, especialmente se acompanhada de sintomas como sudorese, náusea ou dificuldade para respirar, procure atendimento emergencial imediatamente.

Conclusão

A angina instável, representada pelo CID I20.0, é uma condição séria que requer atenção rápida e eficaz. Seu reconhecimento precoce, diagnóstico preciso e tratamento adequado podem evitar complicações graves, incluindo o infarto do miocárdio. Medidas de prevenção, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico contínuo são fundamentais para manter a saúde cardiovascular em dia.

Aplaudindo a importância da atenção integral ao paciente, uma frase do renomado cardiologista Dr. Valentin Fuster reforça:
"A prevenção é o maior remédio contra as doenças do coração."

Se você suspeita de angina ou tem fatores de risco, procure um cardiologista para avaliação e orientações específicas.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Sociedade Brasileira de Cardiologia; 2023. Guia de Diagnóstico e Tratamento de Doenças Cardiovasculares.
  2. World Health Organization. International Classification of Diseases (CID). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
  3. American Heart Association. Cardiovascular Disease Risk Factors. Disponível em: https://www.heart.org

Este artigo é meramente informativo e não substitui a avaliação médica especializada.