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Amigdalite Estreptocócica CID: Guia Completo de Diagnóstico e Tratamento

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A amigdalite estreptocócica é uma infecção comum que afeta a garganta, especialmente em crianças e adultos jovens. Quando não tratada adequadamente, pode levar a complicações sérias, como febre reumática e glomerulonefrite. Este artigo oferece um guia completo sobre a amigdalite estreptocócica, incluindo seu diagnóstico, tratamento, classificação CID e dicas importantes para profissionais de saúde e pacientes.

Introdução

A amigdalite estreptocócica, também conhecida como faringoamigdalite estreptocócica, é causada pelo Streptococcus pyogenes, um bactéria que invade as mucosas da garganta. Segundo o Ministério da Saúde, "a compreensão adequada dos sinais, sintomas e protocolos de tratamento é fundamental para prevenir complicações graves". Este artigo visa esclarecer dúvidas frequentes, oferecer informações atualizadas e otimizar o cuidado com a enfermidade.

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O que é a amigdalite estreptocócica?

A amigdalite estreptocócica é uma infecção bacteriana que causa inflamação das amígdalas e da garganta. Ela se manifesta com dor de garganta intensa, febre, dor ao engolir e outros sintomas específicos.

Causas e agentes etiológicos

O principal agente etiológico é Streptococcus pyogenes, um bactéria do grupo A beta-hemolítico. Outros vírus e bactérias podem também causar amigdalite, mas a estreptocócica requer atenção particular devido às suas complicações potenciais.

Fatores de risco

  • Idade entre 5 e 15 anos
  • Contato próximo com indivíduos infectados
  • Condições de convivência em ambientes fechados, como escolas e creches
  • Sistema imunológico debilitado

CID da amigdalite estreptocócica

O que é o CID?

A Classificação Internacional de Doenças (CID) é um sistema padronizado utilizado mundialmente para categorizar patologias. Para a amigdalite estreptocócica, a CID varia de acordo com a especificidade do diagnóstico e do quadro clínico.

CID da amigdalite estreptocócica

De acordo com a CID-10, a amigdalite estreptocócica é classificada como:

Código CID-10DescriçãoObservação
J03.0Amigdalite estreptocócicaCaso confirmada por exames laboratoriais.

Este código serve para fins de registro epidemiológico, estatísticas de saúde pública e geração de informações para tratamentos e campanhas de prevenção.

Diagnóstico da amigdalite estreptocócica

Avaliação clínica

A anamnese e o exame físico são essenciais para suspeitar da doença:

  • Dor de garganta de início súbito
  • Febre elevada
  • Amígdalas hiperemiadas e pustulosas
  • Presença de exsudato na garganta
  • Dores ao engolir
  • Linfonodos cervicais dolorosos e aumentados

Exames complementares

Para confirmação, recomenda-se:

  • Testes rápidos de antígeno: alta sensibilidade e resultados em minutos.
  • Cultura de garganta: exame padrão-ouro, com resultado em 24-48 horas, especialmente em casos de teste rápido negativo.

Critérios diagnósticos

A combinação de sinais clínicos e testes laboratoriais é fundamental para evitar uso indiscriminado de antibiotics e prevenir resistência bacteriana.

Tratamento da amigdalite estreptocócica

Objetivos do tratamento

  • Erradicar o Streptococcus pyogenes
  • Aliviar sintomas
  • Prevenir complicações
  • Reduzir o período de transmissibilidade

Antibioticoterapia

O tratamento de eleição costuma ser com penicilina ou amoxicilina. A seguir, tabela com esquema básico:

MedicaçãoDose RecomendadaDuração
Amoxicilina50 mg/kg/dia, divididos em doses diárias10 dias
Penicilina benzatina600.000 UI, IM (crianças)/1.2 milhões UI, IM (adultos)Uma única dose
CefalosporinasEm casos de alergia à penicilina, como Cefalexina10 dias

Nota: Sempre avaliar alergias e risco de resistência.

Cuidados principais

  • Analgésicos e antipiréticos (paracetamol, ibuprofeno)
  • Repouso e hidratação adequada
  • Evitar contatos próximos enquanto transmissível
  • Orientar sobre uso do antibiótico para evitar resistência e complicações

Tratamento de complicações e recidivas

Se ocorrerem complicações, como febre reumática ou glomerulonefrite, o acompanhamento médico é imprescindível, podendo envolver medicamentos específicos e internação.

Complicações da amigdalite estreptocócica

Febre reumática

Doença inflamatória que pode afetar o coração, articulações, pele e cérebro. Sua prevenção passa pelo tratamento correto e completo do quadro infeccioso.

Glomerulonefrite pós-estreptocócica

Inflamação renal que o pode causar alterações na função dos rins, geralmente ocorrendo após a resolução da infecção.

Prevenção da amigdalite estreptocócica

  • Manter higiene das mãos
  • Evitar contato próximo com indivíduos infectados
  • Desinfecção de objetos e ambientes comuns
  • Vacinação (não específica para streptococcus, mas para outras doenças que podem gerar complicações semelhantes)

Perguntas frequentes

1. A amigdalite estreptocócica sempre necessita de antibióticos?

Não, nem toda amigdalite é bacteriana; vírus também podem causar a doença. Contudo, a suspeita de estreptococo exige tratamento com antibióticos para evitar complicações.

2. Quanto tempo dura a doença?

Com tratamento adequado, a melhora geral ocorre em 3 a 5 dias. Still, o antibiótico deve ser tomado pelo período completo recomendado, geralmente 10 dias.

3. Posso retornar às atividades normais após o início do tratamento?

Geralmente, após 24 horas de uso de antibiótico e melhora dos sintomas, é seguro retornar às atividades, evitando o contato com pessoas até a confirmação de que não está mais transmissível.

Conclusão

A amigdalite estreptocócica é uma condição que exige atenção clínica e laboratorial para diagnóstico correto e tratamento eficaz. A classificação CID, como o código J03.0, é fundamental para registros de saúde pública e acompanhamento epidemiológico. Com o uso adequado de antibióticos, sintomáticos e cuidados gerais, a maioria dos pacientes se recupera sem complicações, prevenindo doenças mais graves como febre reumática.

A conscientização sobre os sinais, sintomas e medidas preventivas é essencial para reduzir a incidência e o impacto dessa enfermidade na população.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. Brasília: Ministério da Saúde; 2020.

  2. Sociedade Brasileira de Infectologia. Protocolos de tratamento para infecções de garganta. Disponível em: https://www.sbinfecologia.org.br

  3. World Health Organization. International Classification of Diseases (ICD-10). Geneva: WHO; 2016.

Notas finais

Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas sobre amigdalite estreptocócica, alinhando recomendações de saúde e boas práticas clínicas para profissionais e pacientes interessados na temática.