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Adenomiose: O Que É, Sintomas e Tratamentos Essenciais

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A saúde feminina é um universo complexo, repleto de condições que merecem atenção e cuidado. Entre essas, a adenomiose destaca-se por ser uma enfermidade que afeta muitas mulheres em idade reprodutiva, muitas vezes dificultando a rotina diária e impactando a qualidade de vida. Apesar de sua prevalência, ainda há muitas dúvidas sobre o que exatamente é a adenomiose, seus sintomas, diagnósticos e opções de tratamento.

Este artigo tem como objetivo esclarecer de forma completa e otimizada para mecanismos de busca (SEO) o que é a adenomiose, como identificá-la, suas causas, tratamentos disponíveis e mitos associados a essa condição. Leia até o final para entender tudo sobre essa condição que, frequentemente, passa despercebida ou é confundida com outros problemas ginecológicos.

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O que é a Adenomiose?

Definição de Adenomiose

A adenomiose é uma condição ginecológica caracterizada pela invasão do tecido endometrial — que recobre o interior do útero — na parede muscular do órgão, o miométrio. Essa invasão provoca a expansão do tecido endometrial para além do revestimento interno, resultando em um miométrio espessado e, muitas vezes, aumentado em volume.

Segundo o ginecologista Dr. José Silva:
"A adenomiose é uma doença que causa um crescimento anormal do tecido endometrial no interior do músculo uterino, levando a dores intensas, aumento do volume do útero e distúrbios menstruais."

Como se dá a diferença entre endometriose e adenomiose?

Embora pareçam similares, a endometriose é uma condição na qual o tecido endometrial cresce fora do útero, enquanto a adenomiose ocorre de dentro para fora, no interior da parede do próprio útero.

Causas e Fatores de Risco

Embora as causas exatas da adenomiose ainda sejam objeto de estudo, alguns fatores estão associados ao seu desenvolvimento:

  • Histórico obstétrico: múltiplas gestações ou partos.
  • Cirurgias uterinas: como cesarianas ou curetagens.
  • Idade: mais comum entre mulheres de 30 a 50 anos.
  • Alterações hormonais: principalmente o aumento do estrogênio.
  • Genética: histórico familiar de doenças uterinas.

Tabela 1: Fatores de risco da Adenomiose

Fator de RiscoDescrição
IdadePredominantemente entre 30 e 50 anos
Cirurgias uterinasCesarianas, curetagens, miomectomias etc.
Histórico familiarCasos familiares podem aumentar a probabilidade
Alterações hormonaisDesequilíbrios no estrogênio
Gravidez múltiplaPode alterar a estrutura uterina

Sintomas da Adenomiose

A adenomiose pode ser assintomática ou apresentar sintomas leves a severos, dependendo do grau de invasão do tecido endometrial na parede uterina.

Sintomas mais comuns

  • Dores intensas durante a menstruação (dismenorreia): muitas mulheres relatam cólicas fortíssimas.
  • Aumento do volume do útero: sensação de peso ou pressão na pelve.
  • Sangramento excessivo (menorragia): fluxo menstrual mais abundante e prolongado.
  • Dor na relação sexual (dispareunia): desconforto durante o ato sexual.
  • Dores nas costas ou na região pélvica: especialmente antes ou durante o ciclo menstrual.

Sintomas menos frequentes

  • Fadiga
  • Náuseas
  • Anemia por perda de sangue excessiva

Como reconhecer a adenomiose?

Se você apresentar sintomatologia acima, especialmente dores intensas e sangramento abundante, é fundamental consultar um ginecologista para avaliação e diagnóstico adequado.

Diagnóstico da Adenomiose

Exames utilizados

  • Ultrassonografia transvaginal: exame inicial para detectar o aumento do útero ou áreas de espessamento.
  • Ressonância Magnética (RM): mais precisa na confirmação do diagnóstico, especialmente na avaliação do grau de invasão.
  • Histeroscopia: procedimento que permite visualização direta do interior do útero, embora tenha menor utilidade na identificação da adenomiose profunda.
  • Biópsia endometrial: geralmente não necessária, mas pode ajudar em casos complexos.

Importante: A adenomiose é uma condição que muitas vezes só é confirmada após exames de imagem detalhados, pois seus sintomas podem ser confundidos com outras doenças uterinas, como miomas.

Tratamentos da Adenomiose

O tratamento varia de acordo com a gravidade dos sintomas, idade da paciente, desejo de manter a fertilidade e outros fatores pessoais.

Opções de tratamento não invasivas

Tipo de TratamentoDescrição
Mediamentos analgésicosAntiinflamatórios e analgésicos para aliviar a dor
HormonioterapiaAnticoncepcionais, DIU de mirena, agonistas do GnRH para controlar o crescimento do tecido endometrial
Acompanhamento clínicoPara casos leves ou pacientes que desejam preservar a fertilidade

Tratamentos cirúrgicos

Tipo de CirurgiaDescrição
Miomectomia ou ablação do tecido endometrialRemove áreas afetadas, preservando o útero
HisterectomiaRemoção cirúrgica do útero, indicado em casos severos ou não controlados

Novidades e tratamentos minimamente invasivos

  • Embolização endometrial: procedimento que reduz o fluxo sanguíneo na área afetada, promovendo a melhora dos sintomas.
  • Acessórios terapêuticos: como laser e radiofrequência, que ajudam a reduzir o volume do tecido afetado.

Link útil: Associação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Como prevenir ou diminuir o risco de desenvolver Adenomiose

Embora não exista uma forma garantida de prevenção, hábitos que promovem a saúde uterina incluem:

  • Controle adequado de doenças hormonais.
  • Evitar cirurgias uterinas desnecessárias.
  • Manter acompanhamento ginecológico regular.
  • Dieta equilibrada e prática de exercícios físicos.

Perguntas Frequentes

1. A adenomiose pode causar infertilidade?

Sim, em alguns casos, a adenomiose pode dificultar a concepção, principalmente se estiver associada a outras doenças uterinas ou alterações hormonais. No entanto, muitas mulheres com adenomiose conseguem engravidar normalmente.

2. É possível tratar a adenomiose sem cirurgia?

Sim, especialmente em casos iniciais ou leves, o uso de medicamentos hormonais e analgésicos pode ser suficiente para controlar os sintomas.

3. A adenomiose desaparece com a menopausa?

Em grande parte dos casos, os sintomas tendem a melhorar ou desaparecer após a menopausa, pois há queda na produção de estrogênio, que alimenta o tecido endometrial.

Conclusão

A adenomiose é uma condição ginecológica que, embora comum, muitas vezes passa despercebida ou é confundida com outros problemas uterinos. Seus sintomas, como dores intensas e sangramento excessivo, podem prejudicar a qualidade de vida, mas existem diversas opções de diagnóstico e tratamento eficazes. É fundamental que as mulheres mantenham acompanhamento ginecológico regular e procurem atendimento especializado ao perceberem sintomas relacionados.

Com o avanço da medicina, tratamentos cada vez mais precisos e menos invasivos estão disponíveis, proporcionando às pacientes opções de controle da doença e manutenção da fertilidade.

“Conhecer o seu corpo e cuidar da saúde uterina é fundamental para uma vida plena e saudável.” — Dr. José Silva

Referências

Este artigo foi elaborado com informações precisas e atualizado para oferecer orientações de saúde confiáveis. Consulte sempre um profissional de saúde especializado para diagnóstico e tratamento.