Adenoma de Hipófise CID: Guia Completo Sobre Diagnóstico e Tratamento
O adenoma de hipófise, também conhecido como tumor benigno da glândula pituitária, é uma condição que pode afetar significativamente a saúde do paciente. Quando diagnosticado, o impacto na qualidade de vida pode ser considerável, influenciando desde aspectos hormonais até a visão e o metabolismo. Este guia completo aborda tudo o que você precisa saber sobre o adenoma de hipófise CID, incluindo seus sintomas, diagnóstico, opções de tratamento, além de responder às dúvidas mais frequentes. Nosso objetivo é fornecer informações claras, atualizadas e úteis, ajudando você a compreender melhor essa condição.
O que é o Adenoma de Hipófise?
O adenoma de hipófise é um tumor benigno formado nas células da hipófise, uma glândula localizada na base do cérebro responsável por produzir diversos hormônios reguladores do corpo. Apesar de benigno, seu crescimento pode comprimir estruturas adjacentes ou alterar a produção hormonal, levando a sintomas variados.

Classificação dos Adenomas de Hipófise
A classificação baseia-se em tamanho e secreção hormonal:
| Tipo de Adenoma | Características | Exemplos de Hormônios Produzidos |
|---|---|---|
| Adenomas funcionais (secretem hormônios) | Produzem excesso de um ou mais hormônios | Prolactina, GH, ACTH |
| Adenomas não funcionais | Não produzem hormônios detectáveis | Geralmente assintomáticos ou por massa |
CID e Adenoma de Hipófise
O Código Internacional de Doenças (CID) refere-se ao sistema de classificação diagnóstica utilizado para registrar doenças de forma padronizada. Para adenoma de hipófise, os códigos variam de acordo com a característica clínica e histopatológica, como:
- CID 10: D35.2 - Neoplasma de hipófise, suprasela ou glândulas pineais
Este código é importante para fins de diagnóstico, encaminhamento, registros epidemiológicos e tratamentos.
Sintomas do Adenoma de Hipófise
Os sintomas podem variar dependendo do tipo, tamanho e produção hormonal do adenoma.
Sintomas por Secreção Hormonal
- Prolactinoma (excesso de prolactina):
- Alterações menstruais
- Galactorreia
- Diminuição da libido
- Infertilidade
- Adenoma produtor de GH (Gigantismo e Acromegalia):
- Aumento de mãos, pés, mandíbula
- Dor de cabeça
- Sudorese excessiva
- Adenomas corticotrópicos (excesso de ACTH):
- Obesidade central
- Estrias cutâneas
- Hipertensão arterial
Sintomas por Compressão de Estruturas Adjacentes
- Cefaleia
- Déficits visuais, como perda da visão periférica
- Dificuldade na função hormonal hipófise
Diagnóstico do Adenoma de Hipófise CID
O diagnóstico envolve uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem.
Exames Laboratoriais
- Dosagem hormonal: prolactina, GH, ACTH, TSH, LH, FSH
- Testes de supressão ou estimulação hormonal
Exames de Imagem
- Ressonância Magnética (RM): exame padrão-ouro para visualização do tumor
- Tomografia Computadorizada (TC): utilizada em casos específicos
Tabela de Diagnóstico
| Exame | Objetivo | Resultado Esperado |
|---|---|---|
| Dosagem de hormônios | Avaliar secreção hormonal | Níveis elevados ou baixos anormais |
| Ressonância Magnética | Visualizar o tumor e sua extensão | Massa na hipófise, tamanho e invasão |
CID relacionado ao diagnóstico
O CID 10 D35.2 é utilizado para documentar neoplasmas benignos de hipófise na história clínica.
Tratamento do Adenoma de Hipófise CID
O tratamento deve ser individualizado, considerando o tipo, tamanho e sintomas do paciente. As principais abordagens incluem:
Tratamento Clínico
- Medicamentos:
- Bromocriptina e cabergolina para prolactinomas
- Somatostatina e agonistas de dopamina para acromegalia
- Corticoesteroides para tumores corticotrópicos
Tratamento Cirúrgico
- Cirurgia de ressecção transesfenoidal:
- É o procedimento mais comum e eficaz na maioria dos casos
- Atende especialmente tumores que não respondem à medicação
Radioterapia
- Utilizada em casos refratários ou recidivantes
- Pode ajudar a reduzir o tamanho do tumor ou controlar a secreção hormonal
Tabela Resumo do Tratamento
| Opção de Tratamento | Indicação | Vantagens |
|---|---|---|
| Medicamentos | Adenomas funcionais, menores, sem compressão | Menos invasivo, controle hormonal eficaz |
| Cirurgia transesfenoidal | Tumores grandes, compressão de estruturas | Restauração visual, redução do tumor |
| Radioterapia | Recidiva, tumores não operáveis | Controle a longo prazo |
Perguntas Frequentes
1. Quais são os fatores de risco para adenoma de hipófise?
Embora a causa exata seja desconhecida, fatores genéticos, alterações genéticas, exposição a radiações e certas condições familiares podem aumentar o risco.
2. Como é feito o acompanhamento após o tratamento?
O acompanhamento inclui exames hormonais periódicos, ressonância magnética e avaliação clínica para monitorar possíveis recidivas ou efeitos colaterais.
3. É possível prevenir o adenoma de hipófise?
Por ser uma condição de origem desconhecida e de formação benigna, não há medidas preventivas específicas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais.
4. Quais complicações podem ocorrer?
Complicações incluem hipopituitarismo, recidiva tumoral, problemas visuais e efeitos colaterais dos tratamentos, como efeitos gastrointestinais e fadiga.
Conclusão
O adenoma de hipófise CID é uma condição que exige diagnóstico cuidadoso e tratamento adequado para garantir a melhora da qualidade de vida do paciente. Com avanço nas técnicas cirúrgicas, terapia medicamentosa específica e monitoramento contínuo, as perspectivas de controle e recuperação são cada vez melhores. É fundamental procurar um especialista em endocrinologia ou neurocirurgia ao notar sintomas relacionados.
Referências
- Melmed, S., et al. Williams Textbook of Endocrinology. 14ª edição, Elsevier, 2020.
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Diretrizes para manejo de adenomas hipofisários.
- National Institutes of Health. Pituitary Tumors. Disponível em: https://www.nidcd.nih.gov
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