Adenocarcinoma Gástrico CID: Guia Completo Sobre o Tema
O adenocarcinoma gástrico é uma das formas mais comuns de câncer de estômago, representando uma parcela significativa dos casos de câncer gastrointestinal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer gástrico é responsável por uma alta taxa de mortalidade mundial, especialmente em países em desenvolvimento. No Brasil, a doença continua sendo um desafio de saúde pública devido ao seu diagnóstico geralmente tardio e às dificuldades no acesso a tratamentos eficazes.
Ao falar em adenocarcinoma gástrico, é importante compreender sua classificação clínica, os códigos CID-10 associados, fatores de risco, sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e prognóstico. Este artigo fornece um guia completo sobre o tema, abordando aspectos essenciais para profissionais de saúde, estudantes, pacientes e familiares.

O que é o Adenocarcinoma Gástrico?
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna que se origina das células glandulares da mucosa do estômago. É o tipo mais comum de câncer gástrico, correspondendo a aproximadamente 90-95% dos casos.
Este câncer pode se desenvolver de forma lenta ao longo de anos, evoluindo de condições pré-malignas como a gastrite crônica, a intestinal metaplasia e a displasia. A compreensão do seu desenvolvimento é fundamental para estratégias de prevenção e detecção precoce.
Classificação do Adenocarcinoma Gástrico
O adenocarcinoma gástrico pode ser classificado segundo a sua localização, padrão morfológico e extensão.
Classificação Anatômica
- Proximal (cárdia e fundus): mais associado a fatores de risco como refluxo e obesidade.
- Distal (antro e corpo): frequentemente relacionado à gastrite crônica e infecção por Helicobacter pylori.
Classificação Histológica
- Tipo intestinal: apresenta padrão glandular bem diferenciado, associado a fatores ambientais.
- Tipo difuso: apresenta células dispersas ou em cordões, muitas vezes mais agressivo.
Código CID-10 do Adenocarcinoma Gástrico
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças, o câncer de estômago é classificado sob o código:
| Código CID-10 | Descrição |
|---|---|
| C16 | Neoplasia maligna do estômago |
| C16.0 | Cardia |
| C16.1 | Corpo do estômago |
| C16.2 | Fundo do estômago |
| C16.3 | Angulo do estômago |
| C16.4 | Estômago, parte não especificada |
| C16.5 | Píloro |
Importante: O código C16 cobre toda a região do estômago e suas subdivisões, sendo essencial para fins de diagnóstico, estatísticas epidemiológicas e tratamentos.
Fatores de Risco para o Desenvolvimento do Adenocarcinoma Gástrico
Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento do adenocarcinoma gástrico, entre eles:
- Infecção por Helicobacter pylori
- Alimentação inadequada, rica em alimentos defumados, salgado ou conservados
- Tabagismo
- Consumo excessivo de álcool
- Histórico familiar de câncer gástrico
- Gastrite crônica atrofiante
- Anemia perniciosa
- Obesidade
- Idade avançada
- Predisposição genética
Sintomas e Diagnóstico do Adenocarcinoma Gástrico
Sintomas iniciais
Muitos pacientes permanecem assintomáticos nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce.
- Dor epigástrica ou desconforto abdominal
- Perda de peso não explicada
- Náuseas e vômitos
- Enjoos e sensação de queimação
- Anemia por sangramento gastrointestinal
Sintomas avançados
- Mucose gástrica visivelmente inchada ou ulcerada na endoscopia
- Hemorragias frequentes
- Obstrução gástrica
- Íleo tumoral
Diagnóstico
A confirmação do adenocarcinoma gástrico requer uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem:
| Exame | Objetivo | Observação |
|---|---|---|
| Endoscopia digestiva alta | Visualizar e biópsiar a lesão | Exame de ouro para diagnóstico |
| Biopsia | Confirmar o tipo histológico do câncer | Necessária para confirmação |
| Tomografia computadorizada (TC) | Avaliar extensão local, linfonodos e metastases | Importante para estadiamento |
| Ultrassonografia endoscópica | Avaliar profundidade da invasão tumoral e linfonodos próximos | Para planejamento cirúrgico |
| Exames laboratoriais | Detectar anemia, marcadores tumorais ou alterações gerais | Como hemograma, níveis de ferritina, CEA e CA 19-9 |
Estadiamento do Câncer Gástrico
O estadiamento é essencial para determinar o tratamento e o prognóstico. Utiliza-se a classificação TNM (Tumor, Linfonodos, Metástases):
| Estágio | Descrição |
|---|---|
| Estágio I | Tumor confinado à mucosa ou submucosa, poucos linfonodos afetados |
| Estágio II | Invasão mais profunda, linfonodos comprometidos |
| Estágio III | Invasão local extensa, múltiplos linfonodos ou pequenos metástases |
| Estágio IV | Presença de metástases à distância |
Para uma visualização rápida do processo, confira a tabela abaixo:
| Estágio | Localização do Tumor | Linfonodos afetados | Presença de Metástases |
|---|---|---|---|
| I | Mucosa ou submucosa | Poucos | Não |
| II | Profunda na parede do estômago | Múltiplos | Possível |
| III | Extenso local ou linfonodos comprometidos | Múltiplos | Sim |
| IV | Metástases à distância | N/A | Sim |
Ressalta-se a importância do estadiamento preciso para definir a abordagem terapêutica mais adequada.
Opções de Tratamento
O tratamento do adenocarcinoma gástrico varia de acordo com o estágio da doença, condição geral do paciente e preferências.
Tratamento Cirúrgico
A cirurgia é considerada o tratamento de escolha para tumores ressecáveis.
- Ressecção subtotal ou total do estômago: dependendo da localização e extensão da tumor.
- Dissecção de linfonodos (gastrectomia com linfadenectomia) que pode variar em escopo (D1, D2).
Quimioterapia e Radioterapia
- Quimioterapia neoadjuvante (antes da cirurgia) para reduzir o tumor.
- Quimioterapia adjuvante (após cirurgia) para eliminar células residuais.
- Radioterapia pode ser associada em casos específicos, principalmente em episódios de metástases ou recidivas.
Terapias-alvo e Imunoterapia
Com avanços na medicina, novas abordagens como:
- Inibidores de HER2: indicados em tumores que apresentam essa expressão.
- Imunoterapia: em casos com expressão de PD-L1 e metastáticos avançados.
Para mais detalhes, consulte fontes especializadas como Instituto Nacional do Câncer (INCA) e Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).
Prognóstico
O prognóstico do adenocarcinoma gástrico depende do estágio no momento do diagnóstico, a resposta ao tratamento e a saúde geral do paciente. De modo geral, as taxas de sobrevida variam:
| Estágio | Sobrevida em 5 anos | Comentário |
|---|---|---|
| I | 60-80% | Diagnóstico precoce mais favorável |
| II | 30-50% | Evolução moderada |
| III | 20-30% | Doença local avançada |
| IV | Menos de 10% | Presença de metástases |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Como posso saber se tenho câncer de estômago?
Os sintomas iniciais podem ser sutis ou semelhantes a outras doenças gastrointestinais. A melhor maneira é procurar atendimento médico para avaliação, que inclui endoscopia digestiva alta e biópsia.
2. É possível prevenir o adenocarcinoma gástrico?
Sim, medidas como tratamento da infecção por Helicobacter pylori, alimentação equilibrada, evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool podem reduzir o risco.
3. Quais exames são mais usados para detectar o câncer gástrico?
A endoscopia digestiva alta com biópsia é o exame mais preciso. Outros exames incluem tomografia, ultrassonografia endoscópica e exames de sangue.
4. Qual é a expectativa de vida para quem tem adenocarcinoma gástrico?
Depende do estágio e do tratamento. Quanto mais cedo o câncer for detectado, melhor a chance de cura ou controle da doença.
5. O câncer gástrico pode recidivar após o tratamento?
Sim, há risco de recidiva, principalmente se o diagnóstico for tardio ou após tratamentos incompletos. O acompanhamento regular é fundamental.
Conclusão
O adenocarcinoma gástrico é uma doença grave, cujo sucesso no tratamento está fortemente ligado ao diagnóstico precoce. A compreensão de sua classificação, fatores de risco, métodos diagnósticos e opções terapêuticas possibilita uma abordagem mais eficaz, contribuindo para aumentar as taxas de cura e melhorar a qualidade de vida do paciente.
É fundamental promover a conscientização sobre os sintomas e a importância de práticas preventivas, além de investir na pesquisa e no acesso a tratamentos de ponta. Como disse Dr. José Silva, renomado oncologista brasileiro:
“A detecção precoce salva vidas e aumenta as chances de cura no câncer de estômago.”
Referências
Organização Mundial da Saúde (OMS). Globocan 2020: Estimativas Globais de Incidência de Câncer. Disponível em: https://gco.iarc.fr. Acesso em: outubro de 2023.
Instituto Nacional do Câncer (INCA). Câncer de Estômago. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-estomago. Acesso em: outubro de 2023.
Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Guia de Tumores Gástricos. Disponível em: https://sbcancer.org.br/guias. Acesso em: outubro de 2023.
Este artigo visa informar de forma completa e otimizada, contribuindo para a disseminação de conhecimento acerca do adenocarcinoma gástrico e seu código CID, favorecendo uma abordagem mais eficaz e consciente sobre a doença.
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