Adenocarcinoma de Reto: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
O adenocarcinoma de reto é um tipo de câncer que se origina na mucosa do reto, uma parte final do intestino grosso. Este tipo de câncer é uma das principais causas de mortalidade relacionada ao câncer gastrointestinal no Brasil e no mundo. Sua complexidade e agressividade exigem atenção especial para diagnóstico precoce e tratamento adequado. Neste artigo, abordaremos os principais aspectos do adenocarcinoma de reto, incluindo sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e fatores de risco, com o objetivo de fornecer informações completas para pacientes, familiares e profissionais da saúde.
O que é o adenocarcinoma de reto?
Definição
O adenocarcinoma de reto é um tumor maligno que se desenvolve a partir das células glandulares que revestem a interior do reto. Representa aproximadamente 95% dos cânceres colorretais.

Cid do adenocarcinoma de reto
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), o adenocarcinoma de reto é classificado como C20 — Câncer do reto.
Fatores de risco e causas
Fatores genéticos
- Histórico familiar de câncer colorretal
- Síndromes hereditárias, como a síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar
Fatores ambientais e hábitos de vida
| Fator de risco | Descrição |
|---|---|
| Alimentação pobre em fibras | Dieta rica em gordura, carnes processadas e pobre em fibras |
| Obesidade | Aumenta a predisposição a vários tipos de câncer |
| Sedentarismo | Falta de atividade física aumenta o risco |
| Tabagismo e consumo de álcool | Associados ao aumento do risco de câncer colorretal |
Doenças prévias
- Doença inflamatória intestinal (Colite ulcerativa e Doença de Crohn)
- Pólipos adenomatosos no intestino
Sintomas do adenocarcinoma de reto
Sintomas iniciais
- Sangramento retal (hemorragia)
- Alterações no hábito intestinal (diarreia, constipação ou sensação de evacuação incompleta)
- Muco ou pus nas fezes
- Dor abdominal ou sensação de peso na região pélvica
Sintomas avançados
- Perda de peso inexplicada
- Fadiga constante
- Anemia por deficiência de ferro
- Obstrução intestinal
Importância do diagnóstico precoce
Segundo a oncologista Dr. Maria Silva, "o diagnóstico precoce do câncer de reto aumenta significativamente as chances de cura e pode permitir tratamentos menos invasivos."
Diagnóstico do adenocarcinoma de reto
Exames clínicos
- Exame digital (toque retal)
- Anuscopia e rectoscopia, para visualização direta do interior do reto
Exames de imagem
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Tomografia computadorizada (TC) | Avaliar a extensão do tumor e presença de metástases |
| Ressonância magnética (RM) | Melhor para avaliar a relação do tumor com estruturas próximas |
| Tomografia por emissão de pósitrons (PET) | Detectar metástases ocultas |
Biópsia
Realizada durante a retossigmoidoscopia para confirmação do diagnóstico histopatológico.
Classificação do tumor
O estágio do câncer de reto é avaliado pelo sistema TNM (Tumor, Node, Metastasis), que define a extensão do tumor, comprometimento dos linfonodos e presença de metástases distantes.
Estadiamento do adenocarcinoma de reto
| Estágio | Descrição |
|---|---|
| Estágio I | Tumor confinado ao reto, sem linfonodos envolvidos |
| Estágio II | Tumor invade as camadas mais profundadas, sem metástases |
| Estágio III | Linfonodos comprometidos, sem metástases distantes |
| Estágio IV | Presença de metástases à distância |
Tabela 1: Estadiamento do câncer de reto segundo o sistema TNM.
Opções de tratamento
Cirurgia
A cirurgia é o tratamento principal para o adenocarcinoma de reto. Existem diversas técnicas, dependendo do estágio do tumor, incluindo:
- Reseção retal anterior de baixa ou alta orientação
- Proctectomia abdominal com anastomose ou colostomia temporária ou definitiva
- Abdominoperineal (AP) para tumores mais avançados ou próximos ao esfíncter anal, resultando na criação de uma colostomia permanente
Quimioterapia
- Geralmente indicada antes (neoadjuvante) ou após (adjuvante) a cirurgia
- Utiliza medicamentos como 5-fluorouracil (5-FU) combinados com outros agentes
Radioterapia
- Usada isoladamente ou combinada com quimioterapia
- Reduz o tamanho do tumor antes da cirurgia ou controla tumor residual
Tratamento multidisciplinar
A abordagem integrada de cirurgiões, oncologistas, radioterapeutas e nutricionistas garante melhores resultados.
Prognóstico e fatores que influenciam a cura
| Fatores | Impacto na Sobrevivência |
|---|---|
| Estágio no diagnóstico | Quanto mais precoce, maior a chance de cura |
| Tipo histológico | Alguns subtipos têm pior prognóstico |
| Resposta ao tratamento | Resposta favorável melhora o prognóstico |
| Presença de metástases | Metástases, principalmente à distância, reduzem as chances de cura |
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a taxa de sobrevivência a cinco anos para o câncer de reto varia entre 50% e 90%, dependendo do estágio no diagnóstico.
Prevenção e detecção precoce
Exames de rotina
- Colonoscopia: recomenda-se a partir dos 45 anos, ou mais cedo para pessoas com risco elevado
- Sigmoidoscopia
- Pesquisa de sangue oculto nas fezes
Mudanças no estilo de vida
- Alimentação saudável, rica em fibras e pobre em gorduras
- Prática regular de exercício físico
- Evitar tabaco e álcool em excesso
Link externo relevante
Para mais informações, acesse Inca - Câncer Colorretal
Perguntas frequentes
1. Quais são os sinais de alerta do câncer de reto?
Sinais comuns incluem sangramento retal, alterações nos hábitos intestinais, perda de peso e fadiga. A presença de qualquer desses sintomas deve motivar uma avaliação médica.
2. O câncer de reto é hereditário?
Embora a maioria dos casos seja esporádica, há um componente genético relevante, especialmente em indivíduos com história familiar de câncer colorretal ou síndromes hereditárias.
3. Como é feito o acompanhamento após o tratamento?
O acompanhamento inclui exames clínicos, exames de imagem e colonoscopias periódicas para monitorar recidivas ou surgimento de novos tumores.
4. Existe tratamento para casos avançados?
Sim, mesmo em estágio avançado, há opções de tratamento que podem aliviar sintomas, prolongar a vida e melhorar a qualidade de vida.
Conclusão
O adenocarcinoma de reto é uma doença grave, mas com diagnóstico precoce e tratamento adequado, as chances de cura aumentam significativamente. A conscientização sobre fatores de risco, sintomas iniciais e a importância da realização de exames de rotina são essenciais para a detecção precoce. A abordagem multidisciplinar e avanços nas terapias continuam a oferecer melhores perspectivas para os pacientes.
Se você possui fatores de risco ou apresentou sintomas relacionados, procure um profissional de saúde para avaliação detalhada. A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz podem fazer toda a diferença na luta contra o câncer de reto.
Referências
- INCA. Câncer de Colorretal. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-colorretal
- Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Guia de manejo de câncer colorretal.
- World Health Organization. Cancer Factsheet. 2022.
Este artigo foi elaborado com o objetivo de fornecer informações educativas e não substitui a consulta a um profissional de saúde.
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