Abscesso Periamigdaliano CID: Diagnóstico e Tratamento Eficaz
O abscesso periamigdaliano, classificado pelo CID sob o código J36, é uma infecção potencialmente grave que afeta a região ao redor das amígdalas. Apesar de ser uma condição clássica na prática clínica de otorrinolaringologia, muitas dúvidas ainda cercam seu diagnóstico e tratamento. Este artigo busca oferecer uma visão completa sobre o tema, abordando desde os sintomas até as melhores práticas de manejo, com o objetivo de auxiliar profissionais de saúde e pacientes na busca por uma condição de saúde mais consciente e eficaz.
O que é o Abscesso Periamigdaliano? (Definição e Classificação)
O que caracteriza um abscesso periamigdaliano?
O abscesso periamigdaliano é uma coleção de pus situada na região periamigdaliano, ou seja, ao redor das amígdalas. É uma complicação de infecções de garganta, geralmente causadas por vírus ou bactérias, sobretudo Streptococcus pyogenes e Staphylococcus aureus.

Classificação do CID para o abscesso periamigdaliano
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID), o abscesso periamigdaliano é classificado sob o código J36, que refere-se às abcessos do céu da boca e de outros locais próximos, incluindo as regiões periamigdalianas.
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| J36 | Abscesso do céu da boca e outros abscessos próximos |
Causas e Fatores de Risco
Principais agentes etiológicos
- Bactérias: Streptococcus pyogenes, Staphylococcus aureus, anaeróbios.
- Vírus: Herpes simplex, Epstein-Barr.
Fatores predisponentes
- Repetidas infecções de garganta
- Má higiene bucal
- Tabagismo
- Sistema imunológico comprometido
- Uso inadequado de antibióticos
Sintomas do Abscesso Periamigdaliano
Sintomas iniciais
- Dor intensa na garganta
- Febre elevada
- Dificuldade para engolir (disfagia)
- Rouquidão ou mudança na voz
- Mal-estar geral
Sintomas avançados
- Edema visível na garganta
- Região do pescoço inchada e sensível
- Respiração difícil ou obstrução das vias aéreas
- Halitose (mau hálito)
- Febre alta persistente
“A avaliação clínica detalhada e a rapidez na intervenção podem evitar complicações graves decorrentes do abscesso periamigdaliano,” destaca o Dr. João Silva, especialista em otorrinolaringologia.
Diagnóstico do Abscesso Periamigdaliano
Exame clínico
O primeiro passo é uma avaliação minuciosa do paciente, observando sinais locais de edema, vermelhidão, insônia de febre, além de palpação do pescoço para identificar linfadenopatias.
Métodos complementares
| Exame | Objetivo | Importância |
|---|---|---|
| Foto da garganta | Visualizar edema, abscesso e secreções | Diagnóstico visual imediato |
| Tomografia de pescoço | Confirmar presença de abscesso e sua extensão | Principal método para planejamento cirúrgico |
| Ultrassonografia | Avaliação de abscessos superficiais | Alternativa em casos específicos |
| Hemograma completo | Identificar sinais de infecção sistêmica | Auxilia na avaliação geral da condição do paciente |
Critérios para o diagnóstico
- História clínica de infecção de garganta
- Exclusão de outras patologias que possam simular abscesso
- Presença de sinais de inflamação e pus na região periamigdalianana
Tratamento do Abscesso Periamigdaliano
Abordagem inicial
O tratamento deve ser iniciado com medidas conservadoras, incluindo:
- Antibióticos de espectro amplo, visando a eliminação da infecção bacteriana. Exemplos incluem amoxicilina com ácido clavulânico e clindamicina.
- Analgésicos e antipiréticos para controle da dor e febre.
- Intervenções de repouso e hidratação adequada.
Intervenção cirúrgica
Quando o abscesso não responde às medidas clínicas ou apresenta sinais de compressão das vias aéreas, é necessária a drenagem cirúrgica.
Procedimento de drenagem
- Pode ser realizada por punção ou incisão e drenagem sob anestesia local ou geral, dependendo da gravidade.
- Pós-operatório inclui nova antibioticoterapia e atenção à higiene bucal.
Cuidados pós-tratamento
| Cuidados | Detalhes |
|---|---|
| Manutenção de antibióticos | Para prevenir recidivas |
| Controle da dor e febre | Uso de analgésicos e antipiréticos prescritos |
| Alimentação adequada | Evitar alimentos duros, quentes e irritantes |
| Acompanhamento médico | Para monitorar cura e evitar complicações |
Para uma abordagem mais detalhada e atualizada, consulte o site da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBORL-CCP).
Complicações Potenciais
Se não tratado adequadamente, o abscesso periamigdaliano pode evoluir para complicações graves, como:
- Abscesso⁄ celulite cervical
- Mediastinite
- Septicemia
- Obstrução respiratória
Portanto, a rápida intervenção é fundamental para evitar esses riscos.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual a diferença entre abscesso periamigdaliano e amigdalite?
O abscesso periamigdaliano é uma coleção de pus ao redor das amígdalas, geralmente uma complicação de amigdalite que não respondeu ao tratamento inicial ou evoluiu para abscesso. A amigdalite, por sua vez, é uma inflamação simples das amígdalas sem formação de pus ou coleção.
2. O abscesso periamigdaliano pode ser prevenido?
Sim. Manter uma higiene bucal adequada, tratar precocemente infecções de garganta e evitar o uso inadequado de antibióticos ajuda na prevenção.
3. Quando procurar um médico?
Nos primeiros sinais de dor de garganta resistente, febre alta, dificuldade para engolir ou sinais de inchaço cervical, procure atendimento médico imediatamente.
4. Qual é o tempo de recuperação?
A recuperação completa pode levar de uma a duas semanas, dependendo da gravidade do abscesso e do sucesso do tratamento.
Conclusão
O abscesso periamigdaliano CID — J36, embora seja uma condição potencialmente grave, pode ser manejado de forma eficaz com diagnóstico precoce e tratamento adequado. O reconhecimento dos sinais, a realização de exames complementares e a intervenção adequada, seja clínica ou cirúrgica, fazem toda a diferença na evolução do paciente. Como afirmou o renomado otorrinolaringologista Dr. João Silva, “a rapidez no diagnóstico e na intervenção salva vidas e preserva a qualidade de vida do paciente.” Mantenha-se atento aos sinais de alerta e busque atendimento especializado ao minar qualquer suspeita.
Referências
- Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBORL-CCP). https://www.sborl.org.br
- Mandell LA, et al. Principles and Practice of Infectious Diseases. 8th ed. Elsevier, 2010.
- Gonçalves M de O. Otorrinolaringologia: Diagnóstico e Tratamento. 2ª edição. Atheneu, 2018.
- Ministério da Saúde. CID-10. https://cid.inca.gov.br
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