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A DIS: Compreendendo a Síndrome de Déficit de Atenção e Hiperatividade

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A Síndrome de Déficit de Atenção e Hiperatividade (DIS ou mais conhecida como TDAH — Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é um transtorno neurodesenvolvimental que afeta milhões de crianças e adultos em todo o mundo. Apesar de ser uma condição bastante discutida, muitas pessoas ainda possuem dúvidas sobre seus sintomas, causas, tratamentos e como lidar de forma adequada com quem convive com ela.

Este artigo tem como objetivo oferecer uma compreensão aprofundada sobre a DIS, explorando suas características, diagnósticos, tratamentos disponíveis e formas de promover uma melhor qualidade de vida para os acometidos. Além disso, responderemos às perguntas frequentes relacionadas ao tema, apresentando informações atualizadas e confiáveis.

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O que é a DIS?

A DIS é uma condição que impacta habilidades como atenção, controle de impulsos e níveis de hiperatividade. Segundo o manual DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição), o transtorno é caracterizado por um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento ou desenvolvimento do indivíduo.

Características principais da DIS

  • Desatenção
  • Hiperatividade
  • Impulsividade

Sintomas da DIS

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, sendo mais predominantes em alguns indivíduos do que em outros. Veja na tabela a seguir as principais manifestações em cada categoria:

CategoriaSintomas
DesatençãoDificuldade em manter o foco, cometer erros por descuido, distração fácil, esquecimento de tarefas, dificuldade em organizar atividades.
HiperatividadeAgitação constante, inquietação, dificuldade em permanecer sentado, sensação de inquietação, excesso de movimento.
ImpulsividadeResponder antes de a pergunta ser concluída, dificuldade em esperar a sua vez, interromper ou se intrometer nas conversas ou atividades alheias.

Causas da DIS

A origem da DIS não é totalmente compreendida, mas fatores genéticos desempenham papel fundamental. Estudos indicam que ela pode ser herdada, e há evidências de alterações na estrutura cerebral que afetam a regulação de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina.

Além dos fatores genéticos, fatores ambientais, como consumo de substâncias durante a gestação, exposição a toxinas, trauma craniano e dificuldades no ambiente familiar também podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico envolve uma avaliação clínica detalhada, realizada por profissionais da saúde mental, incluindo psiquiatras e psicólogos. É importante coletar informações sobre o comportamento do indivíduo em diferentes ambientes (escola, casa, trabalho).

Para facilitar esse processo, os profissionais utilizam critérios do DSM-5 e podem aplicar escalas de avaliação específicas. É fundamental descartar outras condições que possam apresentar sintomas similares, como ansiedade, transtornos do humor ou dificuldades de aprendizagem.

Tratamentos disponíveis

A gestão da DIS geralmente envolve uma combinação de intervenções, incluindo medicamentos, Terapia Comportamental e adaptações no ambiente.

Medicamentos

Os medicamentos mais utilizados são os psicoestimulantes, como o metilfenidato e as anfetaminas, que ajudam a aumentar os níveis de dopamina e noradrenalina no cérebro. Estes medicamentos ajudam a melhorar a atenção e reduzir a hiperatividade.

Psicoterapia

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é eficaz no auxílio a indivíduos com DIS, ajudando-os a desenvolver estratégias de organização, manejo de impulsos e controle emocional.

Educação e suporte familiar

Capacitar pais e professores para lidarem com a criança ou adolescente com DIS é fundamental. Programas de treinamento e apoio podem fazer a diferença na rotina diária.

Estilo de vida saudável

Praticar exercícios físicos regularmente, manter uma alimentação equilibrada e estabelecer rotinas consistentes contribuem para o bem-estar do indivíduo.

Dados e estatísticas sobre a DIS

FatoresDados
Prevalência em criançasAproximadamente 5-7% das crianças em idade escolar
Prevalência em adultosEstima-se que 2,5% a 4% da população adulta também seja afetada
Sexo predominanteMais comum em meninos do que em meninas

"O reconhecimento e o tratamento precoce do TDAH podem transformar a vida de quem convive com o transtorno." — Dr. João Carlos, psiquiatra.

Para informações adicionais, acesse o site da Associação Brasileira de Déficit de Atenção ou confira recursos do Ministério da Saúde.

Perguntas Frequentes

1. A DIS é uma condição hereditária?

Sim, estudos indicam que a disfunção possui forte componente genético. Se um dos pais ou familiares próximos tem TDAH, as chances de o indivíduo também ter aumentam.

2. A DIS pode ser confundida com outros transtornos?

Sim. Os sintomas podem ser semelhantes aos de transtornos de ansiedade, transtornos do humor, dificuldades de aprendizagem, entre outros. Por isso, o diagnóstico deve ser realizado por profissionais capacitados.

3. O tratamento com medicamentos é seguro?

Quando utilizados sob supervisão médica, os medicamentos para TDAH são seguros e eficazes. O acompanhamento médico regular é fundamental para ajustar doses e monitorar efeitos colaterais.

4. Como ajudar uma pessoa com DIS?

Oferecer apoio, compreensão e ajuda na organização de tarefas são atitudes importantes. Estabelecer rotinas, incentivar práticas de relaxamento e procurar ajuda especializada também são essenciais.

Conclusão

A compreensão da DIS é fundamental para promover um ambiente mais acolhedor, compreender as dificuldades e potencialidades de quem possui o transtorno. Com o diagnóstico correto e o tratamento adequado, indivíduos com DIS podem desenvolver estratégias que permitem uma melhor gestão de seus sintomas, levando a uma vida mais equilibrada e produtiva.

Ainda que os desafios sejam reais, o avanço na ciência e o apoio adequado podem transformar vidas — afinal, "não há nada mais potente do que uma pessoa que entende e conhece sua condição." Como afirmou o psiquiatra Dr. João Carlos, compreender é o primeiro passo para a transformação.

Referências

  1. American Psychiatric Association. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). 2013.
  2. Ministério da Saúde. Guia Médico para TDAH. Disponível em: https://saude.gov.br
  3. Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA). www.abda.org.br
  4. Biederman, J., et al. (2005). "The risk for developing ADHD in children with a family history." Child Psychiatry & Human Development, 36(2), 111-125.
  5. Faraone, S. V., et al. (2015). "The genetics of ADHD: what do we know so far?" Journal of Clinical Psychiatry, 76(4), 480-488.