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6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente: O que é

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A segurança do paciente é uma preocupação global que visa reduzir ao máximo os riscos de danos associados ao cuidado em saúde. Desde o século XXI, organizações de saúde ao redor do mundo têm desenvolvido estratégias para aprimorar a assistência, promovendo ambientes mais seguros e confiáveis. Entre essas estratégias, as 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente se destacam por fornecer diretrizes claras para melhorar a qualidade do cuidado em hospitais e clínicas.

Este artigo apresenta uma análise detalhada dessas metas, explicando o seu significado, importância e aplicação prática no cenário brasileiro e internacional.

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Introdução

Nos últimos anos, a segurança do paciente passou a ser reconhecida como um pilar fundamental na assistência em saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), milhões de pessoas sofrem danos evitáveis durante processos de assistência médica todos os anos, o que motiva uma constante busca por melhorias. Para estabelecer um padrão global de práticas seguras, em 2002, a OMS lançou as 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente, que servem de guia para instituições de saúde de diferentes países.

Essas metas visam diminuir erros médicos, infecções hospitalares, eventos adversos e promover uma cultura de segurança. No Brasil, a implementação dessas metas vem ganhando força com a adesão de várias instituições, buscando garantir que o cuidado em saúde seja mínimo em riscos e maximizando os resultados positivos.

O que são as 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente?

As 6 Metas são um conjunto de orientações internacionais criadas para melhorar a segurança do paciente nas instituições de saúde. Elas foram originalmente propostas pela OMS e hoje representam uma referência para hospitais públicos e privados no mundo todo. Cada meta aborda aspectos específicos do cuidado seguro, incluindo o envolvimento do paciente, comunicação eficaz e práticas baseadas em evidência.

A seguir, exploraremos cada uma das metas em detalhes:

Descrição detalhada das 6 Metas

1. Identificação Correta do Paciente

Objetivo: Garantir que cada paciente seja corretamente identificado em todas as etapas do cuidado.

Por quê é importante? A identificação incorreta pode levar a erros graves, como administração de medicamentos errados, procedimentos em pacientes errados ou troca de exames.

Prática recomendada: Uso de pelo menos dois identificadores exclusivos, como nome completo e data de nascimento.

2. Melhoria na Comunicação Interdisciplinar

Objetivo: Assegurar uma comunicação clara, completa e eficaz entre todos os profissionais envolvidos no cuidado do paciente.

Por quê é importante? A comunicação falha é uma das principais causas de eventos adversos hospitalares.

Prática recomendada: Uso de protocolos de comunicação, como o SBAR (Situação, Background, Avaliação, Recomendações).

3. Segurança na Administração de Medicamentos

Objetivo: Reduzir erros na administração de medicamentos, incluindo dosagens, vias de administração e tempo.

Por quê é importante? Erros medicamentosos podem resultar em reações adversas graves e até morte.

Prática recomendada: Uso de listas de verificação, sistemas de cocriação de medicamentos e checagem dupla.

4. Cirurgia Segura

Objetivo: Garantir que a intervenção cirúrgica seja realizada no paciente correto, na parte correta do corpo, com os equipamentos corretos e no momento adequado.

Por quê é importante? Cirurgias erradas ou procedimentos adicionais representam riscos sérios à saúde e à vida do paciente.

Prática recomendada: Implementação do protocolo de segurança cirúrgica, incluindo o "tempo zero", checklist cirúrgico e confirmação verbal.

5. Prevenção de Infecções Associadas à Assistência à Saúde

Objetivo: Minimizar as infecções relacionadas a procedimentos invasivos e ao ambiente hospitalar.

Por quê é importante? As infecções hospitalares aumentam a morbidade, a mortalidade e os custos do cuidado em saúde.

Prática recomendada: Higiene rigorosa das mãos, uso adequado de equipamentos de proteção individual e manutenção das condições ambientais.

6. Redução dos Riscos de Queda e de Lesões Associadas ao Queda

Objetivo: Diminuir as quedas de pacientes, especialmente em ambientes hospitalares, eliminando fatores de risco.

Por quê é importante? Quedas podem causar fraturas, hematomas e outras complicações que prolongam a internação.

Prática recomendada: Avaliação de risco individual, adaptação do ambiente e mobilização assistida.

Tabela resumo das 6 metas

MetaObjetivo PrincipalAções RecomendadasResultados Esperados
1. IdentificaçãoIdentificação correta do pacienteUso de dois identificadoresRedução de erros de identidade
2. ComunicaçãoComunicação eficaz entre equipesProtocolos de comunicaçãoMelhoria na coerência do cuidado
3. MedicamentosSegurança na administração de medicamentosLista de verificação, checagem duplaDiminuição de erros medicamentosos
4. CirurgiaProcedimentos cirúrgicos segurosChecklist cirúrgicoMenor incidência de erros cirúrgicos
5. InfecçõesPrevenção de infecções relacionadas ao cuidadoHigiene, equipamentos estéreisQueda na taxa de infecções hospitalares
6. QuedasRedução de quedas de pacientesAvaliações e ajustes ambientaisMenor incidência de quedas

Importância da implementação das metas na prática brasileira

No contexto do Brasil, a implementação dessas metas vem sendo promovida por programas do Ministério da Saúde, como o Pacto pela Vida e o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Diversas instituições estão investindo em treinamentos, elaboração de protocolos e cultura de segurança. Segundo dados do Banco de Boas Práticas em Segurança do Paciente, hospitais que adotam essas metas observam redução significativa dos eventos adversos.

Para acessar mais informações sobre a implementação dessas metas no Brasil, visite Ministério da Saúde - Segurança do Paciente.

Perguntas Frequentes

1. As 6 metas são obrigatórias para todas as instituições de saúde no Brasil?

Embora não haja uma obrigatoriedade legal específica, a recomendação é que todo serviço de saúde siga essas diretrizes para garantir segurança e qualidade do atendimento.

2. Como as equipes podem garantir a adesão às metas?

Capacitações constantes, uso de protocolos padrão, auditáveis e promover cultura de segurança são estratégias eficazes para adesão.

3. Qual o impacto da implementação dessas metas na qualidade do cuidado?

Diversos estudos mostram que a adoção das metas está relacionada à redução de eventos adversos, melhorando os resultados clínicos e a satisfação do paciente.

Conclusão

As 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente representam um marco mundial na promoção de ambientes mais seguros e confiáveis na assistência à saúde. Sua implementação efetiva exige compromisso de toda a equipe multidisciplinar, mudanças na cultura organizacional e educação contínua.

Ao seguir essas diretrizes, hospitais e clínicas podem diminuir riscos, evitar eventos adversos e melhorar a experiência do paciente. Como disse Catherine Hamlin, renomada médica e defensora da qualidade em saúde:

"A segurança do paciente é um direito fundamental e uma responsabilidade de todos que cuidam da vida."

Investir em segurança do paciente é investir na saúde de todos nós.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Global patient safety action plan 2021-2030. Genebra: OMS, 2021.
  2. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Segurança do Paciente. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/seguranca-do-paciente
  3. WHO Patient Safety. Global efforts to improve patient safety. Geneva: WHO, 2023.
  4. Then, J. Segurança do paciente e cultura de segurança. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 76, n. 2, 2023.