153 Código Penal: Guia Completo sobre o Crime e a Lei
O Código Penal Brasileiro é um instrumento fundamental para a organização da justiça no país, definindo os crimes, as penas e os procedimentos que asseguram o Estado de Direito. Entre os diversos artigos que compõem essa legislação, o artigo 153 possui grande relevância, especialmente no contexto do Direito Penal, pois regula um tipo penal específico que, infelizmente, frequentemente envolve discussões na esfera jurídica e social.
Este artigo tem como objetivo oferecer um entendimento aprofundado sobre o artigo 153 do Código Penal, abordando seus aspectos principais, implicações jurídicas, exemplos práticos e dúvidas mais comuns. Além disso, apresentaremos uma análise detalhada da legislação vigente, análises jurisprudenciais e orientações para quem deseja compreender melhor essa norma.

O que diz o artigo 153 do Código Penal?
Texto integral do artigo 153 do Código Penal
Artigo 153:
Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:
Pena: reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa.
Interpretação do artigo
O artigo 153 trata do crime de furto, um dos delitos mais comuns e discutidos na legislação penal brasileira. A norma estabelece que a subtração de um bem móvel de alguém constitui crime, independentemente do valor da coisa subtraída, configurando uma infração penal de roubo ou furto, dependendo das circunstâncias.
Características principais
- Elemento subjetivo: Dolo (intenção de furtar).
- Objeto material: Coisa móvel.
- Pena privativa de liberdade: De 1 a 4 anos de reclusão.
- Multa: Pode ser aplicada em conjunto com a pena de reclusão.
Análise detalhada do artigo 153
Elementos essenciais do crime de furto
1. Subtração de coisa móvel
Inclui bens tangíveis como dinheiro, veículos, joias, eletrônicos, entre outros.
2. Para si ou para outrem
O objetivo pode ser o uso próprio ou repassá-lo a terceiros.
3. Sem o consentimento do proprietário
Qualquer apropriação não autorizada configura o crime.
Penas previstas e suas interpretações
De acordo com o Código Penal, a pena de reclusão varia de um a quatro anos, podendo ser aumentada ou diminuída conforme as circunstâncias agravantes ou atenuantes, como o uso de violência ou grave ameaça (que caracterizariam roubo).
Quando o furto pode se tornar roubo?
Segundo o entendimento jurídico, o furto se torna roubo quando há o emprego de violência ou ameaça contra a pessoa, ou a utilização de emprego de arma, conforme previsto na legislação penal brasileira.
Situações que podem configurar o artigo 153
| Situação | Classificação | Pena |
|---|---|---|
| Subtrair uma carteira em um transporte público | Furto (artigo 153) | 1 a 4 anos de reclusão e multa |
| Subtrair um celular de alguém com violência | Roubo (artigo 157) | Pena maior, de 4 a 10 anos de reclusão |
| Entrar em uma residência à noite e furtar objetos | Furto qualificado | Pena aumentada |
Importante: O furto simples é diferente do furto qualificado, que possui agravantes, como invasão de residência, uso de perigo ou violência, ou uso de ferramentas específicas.
Casos e jurisprudência relacionada ao artigo 153
Exemplos práticos
- João furtou uma bicicleta de um parque público.
- Maria entrou em uma loja após o horário de funcionamento e roubou eletrônicos com uso de força física.
- Carlos foi condenado por furto de uma televisão de uma residência desocupada.
Jurisprudência relevante
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo:
"A subtração de bem móvel, sem o emprego de violência ou grave ameaça, caracteriza furto, cuja pena varia de um a quatro anos de reclusão." (TJSP, Apelação Criminal n° 100XXXX-XX.2018.8.26.0000)
Diferença entre furto, roubo e extorsão
| Crime | Elemento distintivo | Pena |
|---|---|---|
| Furto (artigo 153) | Subtração sem violência ou ameaça | 1 a 4 anos de reclusão |
| Roubo (artigo 157) | Subtração com violência ou grave ameaça | 4 a 10 anos de reclusão |
| Extorsão (artigo 158) | Usar violência ou ameaça para obter coisa | 4 a 10 anos de reclusão |
Como se defender do crime de furto
Para indivíduos acusados de furto, é essencial consultar um advogado especializado para avaliar possíveis justificativas ou atenuantes, como:
- Estado de necessidade
- Erro de padrão
- Falta de intenção criminosa
Como evitar o artigo 153 na prática
Para a sociedade e empresas, recomenda-se:
- Implementar sistemas de segurança (câmeras, alarmes) para prevenir furtos.
- Promover conscientização sobre a importância do respeito aos bens alheios.
- Contratar segurança especializada para locais de alto risco.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. Qual é a diferença entre furto simples e qualificado?
R: O furto qualificado ocorre quando há agravantes, como invasão de residência, uso de ferramentas ou violência, aumentando a pena.
2. O que acontece se alguém furtar um bem de pequeno valor?
R: Mesmo o furto de bens de valor reduzido é considerado crime, com pena de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa, dependendo das circunstâncias.
3. Furto é considerado crime hediondo?
R: Não, furto comum não é considerado crime hediondo, mas furtos qualificados podem ter penas elevadas.
4. Existe possibilidade de anistia ou perdão judicial?
R: Sim, em alguns casos, dependendo do contexto e do entendimento do juiz, pode haver redução de pena ou perdão.
Conclusão
O artigo 153 do Código Penal é uma norma central para compreender o que constitui o crime de furto na legislação brasileira. Sua importância reside no fato de tratar de uma infração bastante comum, cujas implicações jurídicas exigem atenção tanto por parte da sociedade quanto de profissionais do Direito. Investigar as nuances, entender os critérios e conhecer as jurisprudências ajuda na aplicação justa da lei e na defesa dos direitos dos envolvidos.
Lembre-se sempre de consultar um advogado especializado para avaliação de casos específicos, garantindo uma orientação adequada e defesa efetiva.
Referências
- Brasil. Código Penal Brasileiro. Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940.
- Tribunal de Justiça de São Paulo. Jurisprudência sobre furto. Disponível em: TJSP Jurisprudência
- Ministério da Justiça e Segurança Pública. Guia de Segurança Pública e Legislação Penal.
- Saiba mais sobre legislação penal em sites oficiais como Legislação Federal
Para aprofundar seu entendimento, recomenda-se a leitura do artigo completo e acompanhar atualizações na legislação, pois o Direito está em constante evolução.
MDBF